Resumo da Lição (09)

Texto-chave: Gálatas 4:12

O aluno deverá…
Saber: Como a carta de Paulo aos gálatas parte do argumento escriturístico para o raciocínio fundamentado no apelo pessoal.
Sentir: O apelo emocional que Paulo fez como pastor, partilhando suas ansiedades e lembrando aos gálatas suas experiências compartilhadas.
Fazer: Beneficiar-se não apenas do discernimento espiritual dos líderes, mas também de seu amor e preocupação, e apoiá-los em retribuição.

Esboço
I. Saber: Apelo duplo

A. Por que Paulo faz um apelo teológico e outro pessoal?
B. Por que o conhecimento das angústias pastorais de Paulo ajudaria os gálatas a perceber a gravidade de sua própria crise?

II. Sentir: Ansiedade pastoral
A. O fato de Paulo relembrar aos gálatas fatos de sua história comum ajudou a destacar importantes lições.
B. Por que o argumento, apelo e ansiedade de Paulo poderiam despertar um reavivamento sincero do relacionamento e a aceitação intelectual da verdade?
C. Como Paulo contrastou sua preocupação apaixonada pelo bem-estar da igreja com o desejo dos falsos mestres de procurar vantagens?

III. Fazer: Verdade amável, embora desagradável
A. Devemos estar dispostos a receber tanto as lições que nos repreendem e censuram, como as que nos encorajam e elevam.
B. Podemos seguir o exemplo de Paulo e usar os relacionamentos como plataforma para partilhar a verdade, mesmo quando isso for desconfortável.
C. Como podemos apoiar os que passaram pelo “parto” espiritual em nosso favor?

Resumo: Após forte argumento espiritual, Paulo fez um apelo emocional para que os gálatas permanecessem no evangelho da graça.

Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: O evangelho que pregamos deve ser o evangelho que vivemos. Não há nada mais irresistível do que um cristão que tenha pleno amor por Jesus Cristo e compromisso com a salvação dos seres humanos perdidos.
Só para o professor: Comente a realidade social em que grande parte do mundo se encontra hoje, uma realidade na qual as palavras e atos raramente se unem para mostrar uma imagem clara do que as pessoas realmente são.

Existem muitos comunicadores. Basta ligar o rádio, assistir à televisão, ou navegar na internet para descobrir um séquito de cabeças falantes que são muito felizes em opinar sobre a última questão sensacional. Os analistas financeiros se sentem qualificados para condenar a condição do sistema educacional. Os políticos dizem uma coisa quando buscam a eleição, e depois fazem o oposto, quando estão no poder, ao mesmo tempo que aceitam subornos mal disfarçados de interesses particulares.

E há também os perturbados mentais que ocupam programas nacionais de rádio, vomitando palavras e palhaçadas calculadas para provocar ódio, conquistar audiência e encher os bolsos. O mundo parece inundado numa enxurrada de tolices sem sentido, pessoas totalmente incapazes que, não obstante, continuam audaciosas.

Como um comandante militar que lança aviões de combate não detectáveis atrás das linhas inimigas, Deus coloca o cristão no meio do barulho da conversa vazia, para viver e pregar o evangelho. Que maravilhoso amor por um mundo caído!

Pense nisto: Peça que a classe apresente uma lista dos “grandes comunicadores” que dominam a mídia. O que os mantém nos seus programas? Por que eles têm audiência? A essência de sua mensagem é positiva ou negativa? Finalmente, eles vivem o que falam?

Compreensão
Só para o professor: Ao examinar o comentário desta semana, a classe analisará cuidadosamente a obediência de Paulo a Deus, sua disposição de se sacrificar para ver Cristo formado nos cristãos e seus esforços emocionais para levá-los a escolher Cristo. O amor de Paulo pelos perdidos certamente é inspirador.

Comentário Bíblico

I. Alcançar o coração através da fé viva
(Recapitule com a classe 1Co 9:19-23; At 14:1-26; Gl 4:12.)

O estudo de terça-feira nos convida a considerar um dos aspectos mais importantes da missão de partilhar a verdade: a mensagem contextualizada para as pessoas a quem ela é compartilhada tem mais possibilidade de alcançar o coração. O entendimento que Paulo tinha dessa realidade o levou a se tornar “tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns” (1Co 9:22, NVI).

Apesar de seu nobre desejo de levar outros a Jesus, Paulo não lidava com sua tarefa de maneira descuidada, especialmente no que se relacionava com seu entendimento da lei de Deus e dos códigos legais civis. Havia uma razão para a rigorosa lealdade de Paulo a um código de conduta pessoal irrepreensível. Enquanto Paulo e Barnabé estavam ministrando em Icônio, com grande sucesso, “os judeus que se tinham recusado a crer incitaram os gentios e irritaram-lhes os ânimos contra os irmãos” (At 14:2, NVI). O povo da cidade ficou tão dividido que “alguns estavam a favor dos judeus, outros a favor dos apóstolos” (v. 4, NVI).

O apóstolo Paulo não podia se dar ao luxo de ser negligente na maneira de viver sua fé. Por um lado, seus inimigos mantinham estrita vigilância sobre ele; mais do que isso, porém, o desejo de Paulo era agradar a Deus em primeiro lugar.

Pense nisto: Peça que alguém leia Lucas 15:1-10. Observe o fato de que Jesus enfrentou ataques ilegítimos ao tentar fazer o bem aos que estavam à margem da sociedade na Sua época. Pergunte: A forma pela qual Paulo contextualizava o evangelho refletia o método de Cristo? Havia alguma diferença?

II. Custe o que custar
(Recapitule com a classe Gl 4:19; Jo 3:3; Cl 1:27.)

Paulo usou a metáfora do parto para apresentar a ideia de que ele havia suportado, por assim dizer, as dores do parto, a fim de conduzir essas pessoas a Cristo. Mas como eles pretendiam voltar a uma forma de fé legalista, o processo de “nascimento” deles teria que começar de novo. Paulo estava, sem dúvida, ecoando a linguagem de Jesus, quando Ele falou com Nicodemos (Jo 3).

O apóstolo persistiu em alcançar os gálatas porque desejava que Cristo fosse plenamente formado e reinasse no coração deles (Gl 2:20). Como o estudo de quarta-feira deixa claro, Paulo avançou em meio a uma doença pessoal para completar sua tarefa. Em sua carta aos Colossenses ele usou novamente a linguagem e a metáfora da maternidade para deixar claro que a formação de Cristo em nós representa a única “esperança de glória” da humanidade (Cl 1:27).

Pense nisto: Comente o conceito da formação cristã. Como fica a vida do cristão quando Cristo começa a ser formado dentro dele? O que muda? O que fica igual? Por que Paulo estava tão motivado a ajudar os cristãos da Galácia a ter uma fé profunda e permanente em Jesus Cristo como sua única fonte de salvação? Como ficou a vida de Paulo depois que Cristo foi “gerado” em seu coração? Essa mudança na vida dele e a correspondente liberdade que ela trouxe teria sido a força que o movia a desejar que os outros também tivessem essa experiência?

III. Fechando o acordo
(Recapitule com a classe Gl 4:16; 2Co 1; 2.)

O apelo emocional é uma das características realmente distintivas do apóstolo Paulo. Numa época em que muitos ministros do evangelho têm receio de fazer apelos de sermão, os apelos “diretos” de Paulo parecem estar ultrapassados. Na verdade, as emoções podem ser tocadas como um instrumento musical, e muitos líderes religiosos se tornaram especialistas nesse negócio, mas Paulo não estava sendo hipócrita.

Em Gálatas 4:16, Paulo, amigo íntimo dos cristãos da Galácia, arriscou essa amizade num esforço para ajudá-los a “ver” Cristo através da névoa de legalismo que os havia envolvido. Na linguagem moderna ele diria: “Você está irritado comigo porque eu disse a verdade?”.

O apelo de Paulo à igreja de Corinto em 2 Coríntios 1 e 2 é ainda mais inquietante. Ao ter sua autoridade ministerial desafiada, Paulo escreveu: “Pois eu lhes escrevi com grande aflição e angústia de coração, e com muitas lágrimas, não para entristecê-los, mas para que soubessem como é profundo o meu amor por vocês” (2Co 2:4, NVI).

Paulo desejava que as pessoas conhecessem Jesus; seu amor por elas fortalecia seus apelos e os tornava eficazes.

Pense nisto: Por que alguns cristãos têm medo de se arriscar ao pregar o evangelho? Algumas culturas são mais reservadas do que outras. Qual deve ser o papel das normas culturais em nossa maneira de apelar aos homens e mulheres em nome de Cristo?

Aplicação
Só para o professor: Incentive os alunos a responder às perguntas abaixo. Dê tempo para os que desejarem partilhar suas respostas.

Perguntas para reflexão
1. Como você aceitou Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador? Foi através do incentivo de um amigo, de um grande sermão que comoveu seu coração, ou de um apelo a que você simplesmente não resistiu? O que o atraiu e fez com que você desejasse dedicar a vida a Jesus?
2. Paulo frequentemente enfrentava rejeição em seus esforços para ganhar pessoas para Cristo. O medo da rejeição impede você de compartilhar a fé? Como você planeja superar isso?

Pergunta de aplicação
“Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo Seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus” (2Co 5:20, NVI). Que dons ou talentos específicos dos que você possui podem ser usados por Deus para apelar a outras pessoas?

Perguntas para testemunho

É óbvio que um coro de vozes contraditórias estava confundindo os cristãos da Galácia. Se não, Paulo não teria encontrado tanta dificuldade para explicar a lei e como esta complementa a fé em Jesus Cristo. Que desafios únicos a elite da sociedade apresenta atualmente para o cristão que tenta compartilhar o evangelho de Deus?

Como podemos encontrar o equilíbrio correto entre construir relacionamentos com os que desejamos conduzir a Cristo e falar a verdade para eles? Que papel tem o Espírito Santo nesse processo?

Criatividade
Só para o professor: Distribua papéis para os alunos e peça que escrevam uma ou duas frases detalhando como devemos apelar às pessoas mencionadas nas seguintes situações:

A. Um homem frequentemente embriagado passa por sua igreja a cada sábado porque sabe que certamente obterá uma refeição, e algumas pessoas lhe darão dinheiro. Ele nunca entra para assistir ao culto na igreja. Como a igreja deve reagir?

B. Sara visitou sua igreja várias vezes. Ela presta atenção aos cultos e até comprou uma Bíblia a fim de acompanhar o pregador. Todos querem saber quando ela decidirá entregar o coração a Jesus e ser batizada, mas seu pastor raramente faz apelos. Quando faz, parece desconfortável e se apressa para terminar logo. Como você faria para apelar a Sara?

C. Uma amiga íntima sua tem sonegado impostos durante anos. Ela procura todas as brechas para poupar dinheiro, mas também passa dos limites. Ela às vezes brinca com você a respeito disso, e justifica seu comportamento dizendo: “É o meu dinheiro de qualquer maneira. Tudo que o governo faz é desperdiçá-lo”. Como você faria para ajudá-la a perceber que esse comportamento é errado? Você mencionaria Deus, ou apenas a abordaria da perspectiva legal, dizendo que ela está infringindo a lei? Explique.

 

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