Resumo da Lição (12)

Texto-chave: Romanos 5:8-11

O aluno deverá…

Conhecer: O atrito entre Paulo e Barnabé, o conflito entre Filemom e Onésimo, e a tensão na igreja de Corinto, a fim de descobrir os princípios bíblicos para a cura de relacionamentos rompidos e se preparar para o derramamento do Espírito Santo. Examine o conselho de Jesus em Mateus 18 como padrão de solução de conflitos.

Sentir: O espírito perdoador, ao redescobrir a profundidade do perdão, compaixão e misericórdia de Cristo.

Fazer: Aprender a perdoar os que nos ofenderam com a mesma atitude de perdão com que Jesus perdoa o pecador.

Esboço

I. Conhecer: Quando amigos divergem
A. Descreva as diferentes atitudes de Paulo e Barnabé com relação a João Marcos. Por que Paulo não confiava em João Marcos? Por que Barnabé confiou nele? O que pode ter restaurado a confiança de Paulo em João Marcos?
B. Qual foi a diferença entre a atitude de Paulo para com João Marcos e a atitude para com Onésimo? Paulo havia crescido na compreensão da graça e perdão de Deus?

II. Sentir: Quando o coração está ferido
A. Como você se sentiria caso fosse João Marcos, e alguém a quem você respeitasse profundamente perdesse a confiança em você?
B. Como você se sentiria caso fosse Onésimo ou Paulo? Alguém já confiou em você mesmo sabendo que você havia pecado? Compartilhe sua experiência. Imagine que você fosse Filemom e reconhecesse que Onésimo nunca teria fugido se você o tivesse tratado corretamente. E agora Paulo expressa confiança em que você fará a coisa certa. Como você se sentiria?
C. Você já foi procurado por alguém que o ofendeu e que depois praticou os princípios de Mateus 18? Como você se sentiu?

III. Fazer: Quando ocorre a cura
A. Como podemos seguir o exemplo de Cristo e tomar a iniciativa de perdoar os que nos ofenderam, assim como Cristo nos perdoou?
B. Como a compreensão de 1 Coríntios 12:1-11 e Romanos 5:8-11 nos traz os instrumentos para compreender e depois perdoar os que nos ofenderam?

Resumo: Jesus revelou o espírito de perdão quando não merecíamos, para que perdoássemos os outros quando eles não merecessem. Enquanto crescia em graça, o apóstolo Paulo exemplificava e ensinava essa mesma atitude de perdão.

Ciclo do Aprendizado

Motivação

Focalizando as Escrituras: Romanos 5:8-11

Conceito-chave para o crescimento espiritual: É surpreendente como coisas pequenas prejudicam amizades. Uma palavra precipitada, uma resposta rude ou um acesso de impaciência podem destruir um relacionamento. Na lição desta semana, descobriremos princípios bíblicos que podem curar relacionamentos quebrados. O exemplo de perdão de Jesus nos desafia a perdoar os que nos ofenderam.

Somente para o professor: Os princípios do perdão descritos na Bíblia são tão relevantes hoje como foram há dois mil anos. Ao estudar as experiências do apóstolo Paulo com João Marcos, Onésimo e Filemon, e a igreja de Corinto, descobriremos maneiras práticas de resolver os conflitos de relacionamento. Paulo reconheceu que precisava de perdão para que pudesse estender o perdão aos outros.

Comentário Bíblico

I. Jesus: o modelo do perdão
(Recapitule com a classe Rm 5:8-11.)

O perdão é tanto uma atitude do coração quanto um ato de reconciliação. Deus exemplificou esse perdão no plano da salvação mediante Jesus Cristo. Ele não nos perdoa porque somos dignos. Aceitar o perdão que Ele nos oferece livremente nos torna dignos. Não somos perdoados porque somos justos. Quando Ele nos perdoa nos tornamos justos. Em uma das passagens bíblicas mais maravilhosas, Paulo explica a grandeza do amor de Deus com estas palavras: “Deus prova o Seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8). J. B. Phillips está certo na tradução dessa passagem: “No entanto, a prova do maravilhoso amor de Deus é esta: foi quando éramos pecadores que Cristo morreu por nós”. A palavra “provar” é traduzida como “demonstrar”, na NKJV, e também pode ser traduzida como “recomendar”, “estabelecer” ou “confirmar”. A morte de Cristo na cruz faz todas essas coisas. Ela recomenda o amor de Deus por nós diante do Universo inteiro, estabelece indubitavelmente e confirma Seu amor pela humanidade. Sua morte responde às acusações de Satanás de que Deus é injusto ao demonstrar Seu eterno amor.

Ele fez tudo isso por nós quando éramos Seus “inimigos” (Rm 5:10). Em sua natureza pecaminosa, a humanidade era hostil para com Deus. Ele tomou a iniciativa e nos reconciliou consigo mesmo por meio da morte de Seu Filho. Essa iniciativa faz toda a diferença no mundo. Ele estendeu a mão para nós quando não estávamos estendendo a mão para Ele. Por isso, podemos estender a mão para os outros quando eles não estiverem estendendo a mão para nós. Porque Ele nos perdoou quando não merecíamos, podemos perdoar os outros quando eles não merecerem.

Pense nisto: Perdoar é libertar o outro de nossa condenação porque Cristo nos libertou de Sua condenação. Como podemos aplicar esse conceito de perdão aos que nos ofenderam? Na prática, o que isso significa?

II. A igreja: embaixadores do perdão
(Recapitule com a classe Mt 18:15-17.)

Em Seu conselho a respeito da restauração dos relacionamentos em Mateus 18:15-17, Jesus dá instruções específicas para manter o conflito entre duas pessoas restrito ao menor círculo possível. As pessoas costumam se tornar muito mais defensivas quando suas ações são desafiadas na presença de outros. Por isso, um indivíduo deve tentar resolver o problema diretamente e apenas com a pessoa envolvida. No livro O Desejado de Todas as Nações, Ellen G. White apresenta esta ideia divina: “Em espírito de mansidão, ‘olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado’ (Gl 6:1, RC), vai ter com o que está em falta, e ‘repreende-o entre ti e ele só’ (Mt 18:15, RC). Não o exponhas à vergonha, contando sua falta aos outros, nem desonres a Cristo tornando público o pecado ou o erro de uma pessoa que Lhe usa o nome. Muitas vezes, a verdade deve ser francamente dita ao que está em erro; ele deve ser levado a ver esse erro, para que se emende. Mas não te compete julgar nem condenar. Não faças tentativas de justificação própria. Sejam todos os teus esforços no sentido de o restabelecer. Exige o mais delicado tato, a mais fina sensibilidade, o tratamento das feridas da alma.

Unicamente o amor emanado da Vítima do Calvário pode aí ser eficaz. Trate o irmão com piedosa ternura o outro irmão, sabendo que, se for bem-sucedido, ‘salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados’” (Tg 5:20, RC; p. 440).

O espírito amoroso e perdoador de Jesus faz toda a diferença. Se a pessoa não responder positivamente, convide uma ou duas pessoas para ir com você. No espírito de Jesus, compartilhe os fardos e preocupações de seu coração. Se você ofendeu alguém, peça perdão. Ore com ele, em busca de um coração amoroso de um para com o outro. Se isso não funcionar, leve a situação para a comissão da igreja. O objetivo de todo esse protocolo é alcançar a unidade que vem por meio da graça de Cristo.

Pense nisto: Em Cristo, os muros que nos separam são derrubados. O desejo de Jesus é que os membros de Sua igreja respeitem um ao outro e vivam em amor e unidade. Enquanto tentamos aplicar os princípios de Mateus 18 aos relacionamentos pessoais na igreja, quais são os principais fatores que determinam o êxito na realização do que Jesus disse?

Aplicação

Perguntas para reflexão

1. Se perdoarmos alguém que nos ofendeu profundamente, mesmo que a pessoa não tenha pedido ou desejado o perdão, isso não justifica a ofensa dessa pessoa contra nós?

2. E se você não tem vontade de perdoar aquele que o ofendeu? O que você pode fazer quando simplesmente não consegue perdoar?

3. Não seria hipocrisia dizer a alguém que você o perdoa quando não houve mudança em suas atitudes em relação a essa pessoa?

Pergunta de aplicação

1. Leia Lucas 23:32-34 e Efésios 4:26-28. Como os princípios dessas passagens podem ajudá-lo a responder às perguntas acima?

2. Que impacto as escolhas têm sobre os pensamentos? Como os sentimentos podem realmente mudar se agirmos de acordo com o que é certo?

3. Por que a restauração dos relacionamentos é de vital importância no contexto do reavivamento e reforma?

Atividades práticas

Somente para o professor: A situação descrita abaixo é imaginária, mas poderia ser real. Situações como esta acontecem regularmente. Peça que a classe aplique os princípios que aprendemos na lição a esta situação.

O Sr. Sanders está afastado da filha há muitos anos. Ele se divorciou da mãe dela, e a filha fala com ele apenas ocasionalmente. Ela ainda telefona para lhe desejar feliz aniversário, mas não quer passar tempo com ele. Durante a infância, ela foi tratada de modo rude e severamente disciplinada pelo pai. No ano passado, ele se tornou adventista do sétimo dia e anseia por um novo relacionamento com a filha. Ele vem pedir conselho a você.

O que você diria a ele? Que perguntas você poderia fazer a ele? Na prática, que medidas ele pode tomar para curar esse relacionamento rompido?

Planejando atividades: O que sua classe de Escola Sabatina pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?

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