22.05.2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

 

“Falou o Senhor a Manassés e ao seu povo, porém não deram ouvidos. Pelo que o Senhor trouxe sobre eles os comandantes do exército do rei da Assíria, os quais prenderam Manassés com ganchos e, amarrando-o com cadeias de bronze, o levaram para Babilônia. E estando ele angustiado, suplicou ao Senhor seu Deus, e humilhou-se muito perante o Deus de seus pais; sim, orou a ele; e Deus se aplacou para com ele, e ouviu-lhe a súplica, e tornou a trazê-lo a Jerusalém, ao seu reino. Então conheceu Manassés que o Senhor era Deus.”

2 Crônicas 33:10-13

Para Refletir

O reino de Judá, próspero nos tempos de Ezequias, foi uma vez mais para o declínio durante os longos anos do ímpio reinado de Manassés, quando o paganismo foi reavivado, e muitos dentre o povo foram levados à idolatria. “Manassés tanto fez errar a Judá e aos moradores de Jerusalém, que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído.” II Crôn. 33:9. A gloriosa luz de gerações anteriores fora seguida pelas trevas da superstição e do erro. Graves males brotaram e floresceram – a tirania, a opressão, o ódio a tudo que era bom. A justiça foi pervertida e prevaleceu a violência.

Não obstante esses maus tempos não ficaram sem testemunhas para Deus e o direito. As experiências difíceis pelas quais Judá havia passado em segurança durante o reinado de Ezequias, tinham desenvolvido no coração de muitos uma inflexibilidade de caráter que agora servia como baluarte contra a iniqüidade predominante. Seu testemunho em favor da verdade e da justiça despertou a ira de Manassés e seus associados em autoridade, os quais se esforçavam por se estabelecerem na prática do mal pelo silenciar toda voz de desaprovação. “Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até que encheu Jerusalém de um ao outro extremo.” II Reis 21:16.

Um dos primeiros a cair foi Isaías, que durante mais de meio século estivera perante Judá como mensageiro apontado por Jeová. “Outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra.” Heb. 11:36-38.

Alguns dos que sofreram perseguição durante o reinado de Manassés foram comissionados para levar mensagens especiais de reprovação e juízo. O rei de Judá, declararam os profetas, “fez estas abominações, fazendo pior do que quanto fizeram… os que antes dele foram”. Em virtude de sua impiedade, seu reino aproximava-se de uma crise; breve os habitantes da terra deviam ser levados cativos para Babilônia, para ali se tornarem “roubo e despojo para todos os seus inimigos”. II Reis 21:11 e 14. Mas o Senhor não esqueceria inteiramente aqueles que em terra estranha O reconhecessem como seu Rei; eles poderiam sofrer grande tribulação, mas Ele lhes levaria livramento na maneira e no tempo determinados. Os que pusessem sua confiança inteiramente nEle, encontrariam um seguro refúgio.

Fielmente os profetas continuaram suas advertências e exortações; destemerosamente falaram a Manassés e a seu povo, mas as mensagens foram desprezadas; a transviada Judá não queria dar ouvidos. Como amostra do que poderia sobrevir ao povo se este continuasse impenitente, o Senhor permitiu que seu rei fosse capturado por um bando de soldados assírios, os quais “o amarraram com cadeias, e o levaram a Babilônia”, sua capital temporária. Esta aflição trouxe o rei ao seu juízo; “ele, angustiado, orou deveras ao Senhor seu Deus, e humilhou-se muito perante o Deus de seus pais; e Lhe fez oração, e Deus Se aplacou para com ele, e ouviu a sua súplica, e o tornou a trazer a Jerusalém, ao seu reino. Então conheceu Manassés que o Senhor era Deus”. II Crôn. 33:11-13. Mas este arrependimento, notável embora, veio demasiado tarde para salvar o reino da influência corruptora de anos de prática idolátrica. Muitos haviam tropeçado e caído, não se levantando mais.

Entre aqueles cuja experiência da vida tinha sido influenciada além da possibilidade de recuperação pela fatal apostasia de Manassés, estava seu próprio filho, que subiu ao trono na idade de vinte e dois anos. Do rei Amom está escrito: “Andou em todo o caminho em que andara seu pai, e serviu os ídolos, a que seu pai tinha servido, e se inclinou diante deles. Assim deixou ao Senhor, Deus de seus pais”. II Reis 21:21 e 22. Ele “não se humilhou perante o Senhor, como Manassés, seu pai, se humilhara, antes multiplicou Amom os seus delitos”. Ao ímpio rei não foi permitido reinar por muito tempo. Em meio de sua audaciosa impiedade, dois anos depois de haver ascendido ao trono, foi morto no palácio por seus próprios servos; e “o povo da terra fez reinar em seu lugar a Josias, seu filho”. II Crôn. 33:23 e 25.

(Profetas e Reis – Ellen G. White)

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