Resumo da Lição (01)

Texto-chave: Gênesis 1:1

O aluno deverá…
Conhecer:
 Os fundamentos do direito divino de soberania sobre cada indivíduo.
Sentir: Admiração pela grandeza de Deus, como ocorreu em Isaías 6.
Fazer: Honrar o direito divino de soberania sobre as nossas emoções e escolhas pessoais.

Esboço
I. Conhecer: O que faz Deus ser Deus?

A. Deus existe antes de todos os seres não divinos. Que pontos de vista a respeito de Deus são compatíveis com esse conceito, e quais não são? Por quê?
B. Qual é a importância da nossa opinião acerca da maneira pela qual Deus criou?

II. Sentir: Admiração pela grandeza de Deus
A. De que forma os direitos divinos à soberania e adoração exclusiva afetam sua experiência de vida?
B. Leia Isaías 6. Essas palavras cultivam em você um sentimento mais profundo de admiração e submissão ao Criador?

III. Fazer: Honrar a Deus como nosso Soberano
A. Suas percepções e escolhas são afetadas pela visão acerca de Deus fundamentada no conceito da criação?
B. Como você pode entregar a Deus o controle de suas emoções?

Resumo: A capacidade de crição é importante porque é um atributo exclusivo de Deus, separando-O de todos os outros, e fundamentando Seus direitos à soberania e prioridade em nossa vida. A nossa interpretação de como Deus criou o Universo terá um impacto significativo em nossa visão da natureza da soberania divina, bem como em nosso ponto de vista acerca das responsabilidades e deveres humanos. A doutrina bíblica da criação deve nos levar a uma experiência de admiração e obediência a Deus, como ocorreu em Isaías 6.

Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: Um relacionamento adequado com Deus deve ser não apenas caloroso e amoroso, mas também deve reconhecer Seu direito à soberania em todas as áreas da nossa vida. A criação é a base bíblica para a reivindicação divina de soberania.
Só para o professor: Nosso objetivo nesta semana é mostrar a importância da criação para a nossa compreensão de quem é Deus e como devemos nos relacionar com Ele.

Quantas vezes vemos as pessoas profundamente entusiasmadas ou admiradas na presença de uma pessoa “importante”? Michael Jordan e Babe Ruth se tornaram famosos devido às suas “grandes” realizações, pelo menos em algumas culturas. Outros exemplos de “grandeza” podem incluir Albert Einstein, a Rainha Elizabeth I da Grã-Bretanha, Aristóteles e Nelson Mandela. No nível da cultura popular, as pessoas desmaiam diante de cantores e atores famosos. Realizações e a cobertura da mídia criam personagens que provocam adoração e criam estímulo emocional, às vezes gerando reações extremas nos admiradores ou fãs dessas pessoas famosas.

Por outro lado, muitas vezes não damos importância à grandeza de Deus e Suas realizações, e deixamos de apreciar e reverenciar Sua singularidade e poder. É como se disséssemos: “Criação do nada? Isso é relevante para minha vida? Sustenção divina do mundo? Claro, acredito nisso, mas já sei tudo isso. Não há algo novo para discutir?”

Para muitos, o relato da criação em Gênesis parece ser um conceito muito familiar e desgastado, que eles acham confortável, mas não necessariamente convincente. Qual é a importância da bem-sucedida criação divina do Universo?

Atividade de abertura: comente como as pessoas reagem quando estão na presença de uma pessoa “importante”. Por que elas reagem dessa maneira? Por outro lado, como devemos nos sentir na presença de Deus? O que faz Deus ser grande, e como isso deve afetar nossas emoções e nossa mente?

Compreensão
Só para o professor: Enfatize que a criação é tanto o identificador bíblico da divindade quanto a base fundamental do direito divino de soberania sobre nós. A criação deve inspirar no cristão um respeito adequado e submissão a Deus.

Comentário Bíblico

O Criador que não foi criado
(Recapitule com a classe Is 40:18-26.)

Por que nossa crença sobre a criação é tão importante? Uma razão fundamental é que, na teologia bíblica, a capacidade de criar é uma marca de identificadora de divindade. A criação mostra que Deus é Deus. Esse princípio é especialmente evidente em Isaías 40:18-26. Isaías lançou um desafio a Israel: “Com quem comparareis a Deus?”. A resposta implícita parece ser “ninguém”. Deus é incomparável. Isaías então contrasta Deus com “um ídolo”, criado e moldado por um operário (vs. 19, 20). Em resumo, o ídolo é feito, mas, nos versos 21-23, Deus é retratado, na linguagem da criação de Gênesis, como o Criador de todas as coisas.

O verso 25 repete o desafio e, mais uma vez, Isaías apela à criação como a marca que distingue Deus de todos os outros (v. 26). A mensagem é clara: os ídolos não podem ser Deus porque eles são feitos, mas Deus é o Criador que não foi feito. Portanto, adorar algo que foi feito é idolatria. Para Isaías, ser o Criador que não feito distingue Deus de todos os outros. Somente Alguém que cria todas as coisas onde não havia absolutamente nada pode ser considerado Deus.

Apocalipse 4:11 desenvolve a ideia de Isaías. Esse verso coloca a capacidade criadora como fundamento do direito divino à glória, honra e poder. Assim, a criação sobrenatural é a marca bíblica da divindade e a base da legítima reivindicação de governo sobre o Universo.

Mas isso levanta uma questão: que tipo de divindade é compatível com a representação de Deus em Gênesis 1:1? Nesse verso, Deus existe antes do princípio. Antes que houvesse um começo, Deus existia. Isso significa que tudo que tenha um início não pode ser considerado parte do ser divino. Assim, Gênesis 1:1 exclui uma visão panteísta de Deus, pois no panteísmo plenamente desenvolvido, o Universo material é igualado a Deus. Mas, biblicamente, este Universo material teve um princípio, tornando impossível que ele seja parte do Deus que não foi feito.

Gênesis 1:1 também torna mais difícil defender o panenteísmo, que ensina que toda a realidade material está em Deus, como parte de Seu ser, mas que Deus é maior do que “tudo” que está nEle.

No entanto, biblicamente, para que esse “tudo” fosse parte do ser divino, não poderia ter início. Se as coisas que têm começo podem ser parte do ser divino, então Deus mudaria e se desenvolveria, à medida que novos elementos de Seu ser fossem criados e adicionados à Sua totalidade. Mas Gênesis 1, bem como o restante da Bíblia, mostram um Deus pleno, completo, em quem nada falta, sem necessidade de acréscimos, e que é imutável.

Gênesis 1:1, portanto, aponta para Deus, que é diferente e distinto da criação material. O fato de que Deus é diferente e separado do Universo material, e de que Ele criou o Universo, dá a Ele o direito de soberania sobre toda a realidade, como é afirmado em Apocalipse 4:11. Como originador, o Senhor tem o direito de ter propósitos e projetos para Sua criação e de responsabilizar seres dotados de livre-arbítrio pela violação desses propósitos e projetos, colocando em seu lugar os seus próprios planos.

Pense nisto: O que os escritores do Novo Testamento disseram sobre Cristo ao creditar a Ele a obra da Criação? (Jo 1:3, 4; 1Co 8:6; Cl 1:16, 17; Hb 1:2, 3, 10-12).

Aplicação
Só para o professor: Examine o que significa a criação na vida cotidiana. Leve a discussão para além dos chavões agradáveis, em direção a idéias práticas a respeito de como tornar criação significativa, especialmente em relação ao estabelecimento da soberania divina na vida de alguém.

Perguntas para reflexão
1. Qual é a diferença entre uma vida que reconhece e honra as supremas reivindicações divinas e uma vida que não o faz?
2. O que a história da criação em Gênesis 1 revela sobre os propósitos de Deus para sua vida?
3. Existe um plano divino para seus relacionamentos? Qual é o plano?
4. Qual é o plano de Deus para sua alimentação?
5. Como a história da criação influencia a sua visão das maneiras pelas quais você deve se relacionar com o ambiente natural?
6. Que implicações a criação traz à sua maneira de se relacionar com os animais (especialmente em relação às questões de abuso)?
7. A criação influencia sua maneira de adorar a Deus?
8. Qual é a melhor maneira de demonstrar a verdade da criação em relação aos direitos divinos de soberania, honra, poder e adoração?

Criatividade

Atividade: Jesus falou sobre as preocupações da vida sufocando a Palavra de Deus em nossa vida. Assim, o significado da criação pode se tornar facilmente enterrado sob a montanha de obrigações que temos para cumprir. Pergunte aos alunos como a vida moderna pode enfraquecer a influência da criação em nossa consciência e de que maneira podemos resistir a essas influências.


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