Resumo da Lição (12)

Texto Chave: Atos 3:19-21

O aluno deverá:
Conhecer:
 a obra contínua de Cristo, que se inicia com a cruz e culmina com o juízo e a segunda vinda.
Sentir: A necessidade de alerta vigilância e fidelidade por parte dos que esperam ver o Mestre, a qualquer momento.
Fazer: Seguir a Cristo por trás do véu do santuário enquanto Ele intercede por nós diante do trono da graça.

Esboço do aprendizado
I. Conhecer: Cristo no santuário

A. Como a obra de Cristo como Sumo sacerdote se baseia no que Ele fez na cruz por nós? Como essa obra culmina com o juízo e a segunda vinda?
B. Como as atividades do santuário terrestre nos ajudam a explicar os eventos atuais dos últimos dias no santuário celestial?

II. Sentir: O Rei está voltando
A. Que a atitude adequada os seguidores de Cristo devem ter em relação aos sinais dos últimos dias?
B. Contra que enganos devemos estar atentos?

III. Fazer: Seguindo o Sumo sacerdote
A. Que parte devem ter os seguidores de Cristo enquanto seu Sumo sacerdote intercede com o Pai em seu favor?
B. Após a purificação do templo celestial, o que vem a seguir no grande conflito, e o que os seguidores de Cristo devem fazer?

Resumo: Após resgatar Seus amados na cruz, Cristo intercede por eles como seu Sumo sacerdote celestial. Ele purifica o santuário celestial e, em seguida, retorna para levar Seu povo para viver com Ele.

Ciclo do aprendizado

MOTIVAÇÃO

Conceito-chave para o crescimento espiritual: A segunda vinda de Cristo não é um conto de fadas, mas uma realidade. Sem ela, nossa fé em Cristo é vã.

Só para o professor: A fim de motivar a fé na segunda vinda de Cristo e outros eventos relacionados nos últimos dias da história da redenção, peça que um membro idoso da classe leia a seguinte narrativa fictícia. Em seguida, comente as implicações da história.

História para ler: “Como adolescente precoce, eu me tornei membro fundador da igreja de Tessalônica. Quando Paulo veio à nossa cidade, a mensagem do evangelho desafiou todos os sistemas filosóficos e crenças que tínhamos conhecido. Platão estava fora, Jesus estava dentro. Os ídolos se foram, o Deus encarnado em Jesus Se tornou nosso soberano. Recebemos a Palavra de coração (1Ts 1:6). Nossa fé era conhecida em toda parte (1Ts 1:8), pois passamos a servir a um Deus vivo e verdadeiro e esperar pelo breve retorno de Jesus para estabelecer Seu reino (1Ts 1:9, 10). Mas como sempre acontece, nem tudo foram rosas em nossa igreja. Satanás estava criando problemas. Ele levou alguns santos a duvidar e questionar. Uma das grandes verdades que o apóstolo Paulo nos trouxe é que Jesus, que veio e morreu por nossos pecados, está no Céu e logo voltará para nos levar para casa. Vivíamos com aquela incrível esperança. Mas Satanás estava ocupado semeando a dúvida. Alguns crentes idosos estavam começando a morrer, e os membros começaram a perguntar: a segunda vinda de Cristo é real? Que acontecerá com aqueles que estão morrendo, um a um, sem ver o Filho vindo do Céu? A dúvida atacou a fé. Estávamos todos preocupados. Contra essas dúvidas e preocupações, Paulo nos escreveu uma linda carta. No clímax da epístola, ele nos assegurou: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;  depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares (1Ts 4:16-18). Eu vivo e estou pronto para morrer com essa esperança em meu coração.”

Perguntas a fazer:
1. Alguma vez você já duvidou da segunda vinda? Se assim for, por quê? Se não, por quê?
2. Já se passaram quase dois mil anos desde que Paulo escreveu essas palavras. Em que base podemos dizer que elas ainda são confiáveis?

Compreensão

Só para o professor: Das muitas certezas que Jesus deu a Seus discípulos, João 14:1-3 é uma das melhores. Apesar da tristeza que a sombra da cruz trouxe aos discípulos, Jesus não os deixou sem conforto. Duas razões para Sua certeza consoladora podem ser citadas: primeira, Jesus ia transformar o instrumento de morte em um meio de triunfo e ia ressuscitar vitorioso sobre o pecado; em segundo lugar, Jesus ia para o Pai e retornaria para levar os discípulos para o lar. A lição de hoje trata da segunda parte; é importante conduzir a classe a uma discussão e estudo que renove a fé nesse tema.

Comentário: Nenhum outro fundador de qualquer filosofia ou religião deixou a seus seguidores uma promessa tão importante e significativa quanto a que Jesus deixou. “Vou” para Meu Pai, disse Jesus aos discípulos, e imediatamente lhes assegurou: “voltarei” (Jo 14:1-3). O tempo entre a Sua ida e volta é conhecido como os últimos dias. Entre os eventos dos últimos dias, três são objeto de nosso estudo nesta semana: o ministério de Jesus no Céu, a segunda vinda de Cristo e a ressurreição dos santos.

Comentário Bíblico

I. Eventos dos últimos dias: O santuário celestial
(Leia com a classe Hebreus 7:22-28)

A cruz é a solução definitiva para o problema do pecado. “Pois, quanto a ter morrido, de uma vez [Jesus] para sempre morreu para o pecado” (Rm 6:10). Nenhum sacrifício mais é necessário. Depois de Se oferecer como um sacrifício “uma vez por todas”, Cristo entrou no santuário celestial para realizar Seu ministério mediador (Hb 7:22-28). O livro de Hebreus ensina que o santuário terrestre é um modelo do celestial (Hb 8:5; 9:23-26). O santuário terrestre ensinava os procedimentos – os sacrifícios diários, os deveres sacerdotais, os serviços anuais de julgamento – a ser seguidos no trato com o pecado, mostrando assim ao povo de Deus a gravidade do pecado e o custo da salvação. Todos esses eram a sombra terrestre de uma realidade celestial (Hb 8:5). A realidade divina é o que Cristo está fazendo por nós no santuário celestial (Hb 9:9-15), “tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados” na cruz (Hb 10:12). Quando o ministério no Céu – incluindo a purificação do santuário celestial (Hb 9:23) caracterizado pelo Dia anual da Expiação – se encerrar, Cristo voltará à Terra pela “segunda vez” para levar Seus filhos para o lar (Hb 9:28).

Pense nisto: Qual é a relação entre o santuário terrestre e o celestial? Como o santuário terrestre mostra a gravidade do pecado? Como o serviço terrestre tipifica o celestial?

II. Eventos Finais: A segunda vinda
(Leia com a classe Mateus 24:5-7 e 25:37-39.)

A promessa de Cristo “virei outra vez” (Jo 14:3) explica firmemente que a segunda vinda é distinta da primeira. Hebreus ressalta claramente essa distinção: “Cristo, tendo-Se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que O aguardam para a salvação” (Hb 9:28). A missão da segunda vinda não é para expiar o pecado, mas para reunir em Seu reino eterno aqueles “que O aguardam para a salvação”.

No Sermão do Monte, nosso Senhor (Mt 24, Mc 13, Lc 21) fala especificamente da segunda vinda em termos de uma reunião universal de Seus discípulos desde a “extremidade da Terra” (Mc 13:27) no reino de Deus. É o tempo da colheita (Mc 4:29; Ap 14:15). Sua vinda será precedida por vários sinais, incluindo falsos cristos (Mt 24:5), guerras e rumores de guerras (Mt 24:6, 7), fomes e terremotos (Mt 24:7) e a proclamação mundial do evangelho (Mt 24:14). Pouco antes de Sua vinda haverá uma grande tribulação (Mt 24:21) apatia e deterioração espiritual (Mt 25:37-39; Lc 17:28-30). Esses e outros sinais são dados não para elaborar um cronograma cronológico de quando Jesus virá, mas para manter o povo de Deus em estado de preparação. Vigilância e prontidão são a resposta perpétua do cristão à promessa da Parousia.

Pense nisto: Qual é a missão e o propósito da segunda vinda? Qual é a diferença da primeira? Quais são os sinais da segunda vinda de Cristo dentro da igreja e no mundo? Como devem nos preparar para Sua volta em breve?

III. Eventos finais: A ressurreição dos santos
(Leia 1 Tessalonicenses 4:16, 17).

No trauma da morte, os cristãos não devem entristecer-se “como os demais, que não têm esperança” (1Ts 4:13). Um Platão pode considerar a morte a libertação da dor e da corrupção da vida e a porta de entrada para uma nova vida. Um Sêneca pode emitir um chamado para a auto-disciplina em face da morte. Um hindu pode ver na morte a possibilidade de reencarnações infinitas. Mas não o cristão. Para ele, a dor deve ser colocada dentro da perspectiva da esperança cristã, e essa esperança está ancorada na certeza de que “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts 4:16). Aí está a resposta do cristão e o conforto para o problema da morte.

Mas quando é que os mortos em Cristo vão ressuscitar? A resposta de Paulo é clara: “Porquanto o Senhor mesmo […] descerá dos céus. […] e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts 4:16, 17). A palavra grega para “encontro”, apanteesin, está carregada com poder e importância, dando a ideia do retorno de um herói conquistador. O herói de todos os séculos, o Rei dos reis, o Soberano do Universo está voltando, e Seus súditos irão encontrá-Lo no ar. Jesus, o Soberano do cosmos, o Senhor do céu e da Terra, está chegando para buscar os Seus. Essa é nossa “bendita esperança” (Tt 2:13).

Pense nisto: Com base na autoridade das Escrituras, qual é a compreensão bíblica de quando os mortos em Cristo ressuscitarão? Como o conhecimento da palavra grega traduzida como “encontro”, em 1 Tessalonicenses 4:16, 17 reforça nossa compreensão do que acontece na segunda vinda?

Aplicação

Só para o professor: A lição de hoje traz muitas áreas de verdade, peculiares aos adventistas do sétimo dia. Na apresentação da lição, certifique-se de enfatizar essas áreas exclusivas dos eventos dos últimos dias.

Perguntas de aplicação
1. Por que a nossa fé será vã se a segunda vinda não for real?
2. O que a segunda vinda significa para você pessoalmente? Você consegue se lembrar de uma experiência em que encontrou uma bênção nessa doutrina?

Criatividade

Só para o professor: Procure fazer com que a classe entenda que sem a segunda vinda de Cristo, a primeira vinda não tem nenhum significado, no que se refere à vitória final sobre o mal e a morte. A cruz assegura a vitória sobre o maligno. Foi pela cruz e a ressurreição que a batalha decisiva foi vencida.

Atividade. Peça que diversos alunos leiam em voz alta as seguintes passagens e digam o que o texto significa para eles: Romanos 13:13; 1 Coríntios 11:26; 15:54, 55; Filipenses 3:20, 21; 1 Tessalonicenses 5:6; 1 Pedro 1:3, 5; 4:7; 2 Pedro 3:12.


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