Resumo da Lição (08)

Texto-chave: Mateus 4:19

O aluno deverá…
Conhecer:
 Os diferentes métodos de treinamento que Cristo usou ao preparar Seus discípulos para pregar o evangelho.
Sentir: Humildade para confiar na direção e correção que Cristo oferece, em todos os esforços evangelísticos corporativos e no testemunho pessoal.
Fazer: Observar e participar de um treinamento prático para evangelismo e outros ministérios pessoais e programas da igreja.

Esboço
I. Conhecer: Sob o treinamento de Cristo

A. Como Cristo usou a instrução, observação, participação e cooperação para ensinar aos Seus discípulos as habilidades no ministério?
B. Que métodos semelhantes são usados hoje na preparação de trabalhadores para a obra nos campos de colheita do mundo?

II. Sentir: Siga-Me
A. Quais são as nossas únicas garantias de sucesso ao partilhar o evangelho de Cristo?
B. O que podemos aprender com as tentativas fracassadas dos discípulos de curar o rapaz endemoninhado? A que Cristo atribuiu seu fracasso?
C. O que pode causar derrotas em nosso trabalho para Cristo? Como devemos reagir diante das falhas, de uma forma que construa, em lugar de destruir, o corpo de Cristo?

III. Fazer: Treinamento prático
A. Quais são os tipos de treinamento disponíveis para nós e que devemos aproveitar?
B. Em que procedimentos práticos podemos nos envolver para obter treinamento prático no testemunho e evangelismo?

Resumo: Da mesma forma que os discípulos de Cristo aprenderam pela instrução direta, observação, participação e cooperação, podemos utilizar métodos similares para aprender a ministrar aos outros para sua salvação.

Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual:
 Jesus nos capacita com o conhecimento, habilidades e treinamento necessários para ser testemunhas eficientes.
Só para o professor: Use a seguinte atividade a fim de ajudar a classe a identificar as ferramentas necessárias para compartilhar o evangelho.

Atividade de abertura: Leve diversas ferramentas para a classe, tais como tesoura, plaina, fita métrica, batedeira, pincel, etc. Comente como cada ferramenta permite que o trabalhador realize seu objetivo. Seria muito difícil fazer o trabalho sem as ferramentas adequadas? Pergunte se alguém está disposto a compartilhar uma experiência sobre a tentativa de fazer um trabalho sem o equipamento apropriado.
Se houver profissionais na classe, tais como médico, enfermeiro, advogado, assistente social, professor, entre outros, pergunte sobre as habilidades de que esses trabalhadores necessitam em seu trabalho. Qual é a diferença entre essas habilidades e os instrumentos físicos que utilizamos? (Se possível, peça aos profissionais que preparem sua resposta antecipadamente, a fim de apresentar uma informação bem planejada.)

Pense nisto: Quais são as ferramentas necessárias aos que trabalham para salvar pessoas? Como podemos encontrar essas ferramentas e aprender a usá-las?

Compreensão
Só para o professor: Use este estudo para analisar como podemos nos preparar para realizar a obra de Deus.

Comentário Bíblico

I. “Olhando para o Céu”, parte 1: Os bastidores da alimentação dos cinco mil
(Recapitule com a classe Mt 14:13-21; Mc 6:30-44; Lc 9:10-17; Jo 6:1-14.)

A alimentação dos cinco mil deu aos discípulos de Cristo a oportunidade de observar, em primeira mão, muitas lições valiosas que podiam ajudar a prepará-los para seu futuro ministério. No entanto, não apenas o milagre em si, mas o contexto em que ele ocorreu trazem lições importantes para nós, assim como aconteceu com eles.

Em primeiro lugar, o milagre ocorreu pouco depois que João Batista foi decapitado. A Bíblia diz que quando Jesus ouviu essa notícia, Ele Se retirou para um lugar deserto. Jesus, plenamente divino e plenamente humano, estava sentindo os efeitos diretos e a maldição final do pecado – a morte, uma condição não natural. Ele era luz, ordem e vida. A morte era trevas, desordem e destruição. Mas, como homem, Ele teve que Se deparar com a morte de João e não fazer nada para revertê-la. Ele poderia ter proferido a frase que iria recolocar a cabeça de seu primo, separada do corpo pelo carrasco de Herodes. Em vez disso, Jesus suportou a perda a fim de experimentar plenamente o que significa ser privado de um ente querido pela espada da injustiça e crueldade insensível, a fim de compartilhar plenamente das tristezas e dores dos seres humanos e estar habilitado para confortá-los.

Além disso, Ele suportou tudo isso para anunciar às futuras gerações que se unissem à Sua causa que alguns seriam chamados a sofrer a morte de mártir, e que todos os que desejassem ter uma vida piedosa suportariam perseguição. A grande lição para Seus discípulos é que Jesus, o Criador de nossas emoções, não negou Suas próprias emoções.

Mas, para Jesus, as coisas jamais foram tão fáceis quanto são para nós. Jesus nem mesmo podia sofrer como um homem normal. Não sem interrupções.

Em primeiro lugar, os doze voltaram da pregação do evangelho, com muita necessidade de contar a Jesus sobre sua experiência. Ele percebeu que eles estavam esgotados e não tinham sequer separado tempo para comer. Cuidou das necessidades deles, convidando-os a ir para um lugar tranquilo onde pudessem descansar, comer e conversar, longe das multidões ruidosas. Aqui havia outra lição para Seus discípulos naquele tempo e também para os de hoje. Ele demonstrou o respeito e a compaixão que líderes e pastores devem estender aos membros de sua equipe. Ele cuidou primeiramente das necessidades deles. Quando eles estavam em perigo de trabalhar excessivamente, os levou à parte para descansar e se renovar, para que reunissem forças para a prova seguinte. Jesus comungou com eles, ouvindo suas experiências, reafirmando Seu interesse em seus esforços e incutindo neles o sentimento de responsabilidade pelo trabalho feito para Ele.

Jesus foi interrompido novamente. Dessa vez, quando a multidão apareceu no local de refúgio, os discípulos estavam ali para testemunhar, em primeira mão, como Jesus lida com a intrusão. Jesus poderia ter reagido com irritação. Em vez disso, a Bíblia nos diz que Ele reagiu com compaixão. Esse amor O habilitava a sempre perceber as verdadeiras necessidades das pessoas. O povo parecia como ovelhas sem pastor. E, como tais, Ele as viu não como intrusas, mas como uma oportunidade para dar-lhes o pão da vida. Ele não negou nada a eles: curou seus enfermos e lhes ensinou muitas coisas. Assim, Jesus deu uma demonstração visível de como lidava graciosa e abnegadamente com aqueles a quem Ele procurava salvar, mesmo nos momentos mais estressantes.

Pense nisto: O que a resposta de Jesus à morte de João nos ensina sobre Sua visão acerca das nossas necessidades emocionais? Como podemos encontrar o equilíbrio entre cuidar da saúde emocional e dedicação total à causa de Deus? O que a resposta de Jesus a essas duas interrupções nos diz sobre a maneira pela qual devemos lidar com os colegas de trabalho e outras pessoas? O que podemos aprender sobre o modo de lidar com as situações estressantes?

II. “Olhando para o Céu”, parte 2: Jesus, o pão da vida

A noite estava chegando, e os discípulos procuravam instruir Jesus dizendo que era hora de mandar o povo embora. Aqui está uma lição importante para nós: sempre que nós, os alunos, procuramos ensinar a Jesus, o Mestre, o que Ele deve fazer ou a maneira de fazer as coisas, esquecemos qual é o nosso lugar. Devemos nos sentar aos pés de Jesus em humilde submissão, esperando pacientemente por Sua instrução. Os discípulos reconheceram a fome e a exaustão da multidão. No entanto, parece que eles tinham se esquecido de que essa havia sido a sua própria condição pouco tempo antes. A terna preocupação de Jesus pelas necessidades dos discípulos devia ter inspirado neles a preocupação pelos outros. Mas, em vez disso, em sua imperfeita sabedoria humana, eles disseram a Jesus que despedisse a multidão.

Observe a resposta de Jesus. Ele poderia ter repreendido severamente os discípulos por sua falta de compaixão. No entanto, Ele não censurou a fraqueza deles nem desabafou Sua frustração com sua dureza de coração. Em vez disso, sendo sempre o grande Mestre, Ele procurou usar o momento para instruí-los acerca do altruísmo em cuidar dos outros e prover suas necessidades, assim como Ele havia procurado suprir as necessidades dos discípulos anteriormente. Quanta bondade em que, apesar da fraqueza dos discípulos, Jesus não os constrangeu em frente à multidão! Em vez disso, Ele procurou usar as falhas deles como uma ferramenta para aperfeiçoar a compreensão deles e os reabilitar por meio de uma grande lição sobre a maneira bondosa pela qual Deus supre todas as nossas necessidades.

Jesus poderia ter transformado as pedras aos Seus pés em pães ou ter feito o maná cair do Céu. Mas, se Ele tivesse feito isso, teria privado os discípulos da lição valiosa pela qual mostrou a importância de unir os esforços deles aos Seus. A lição nos cinco pães e dois peixes serve para mostrar que, na obra de Deus, tudo o que levarmos a Ele jamais será suficiente para realizar o trabalho. Mas, quando unimos aos dEle os nossos recursos, embora insignificantes, Ele pode operar miraculosamente para multiplicar nossos talentos e dons em Seu serviço.

Os discípulos estavam ocupados considerando a magnitude da multidão e a insignificância dos recursos entre eles. Mas Jesus, o pão da vida, estava “olhando para o Céu” (Mt 14:19, NVI). Ele demonstrou aos discípulos para onde seus olhos, e os nossos, devem estar voltados, eternamente. Olhando para a Terra, não podemos ver o que Deus fará por nós. Olhando para o Céu, não deixaremos de ver como Deus suprirá o que nos falta em cada circunstância, se apenas colocarmos o que temos em Suas mãos.

Pense nisto: Que esperançosa certeza a alimentação dos cinco mil nos dá no trabalho de distribuir o pão da vida para as pessoas famintas por salvação?

Aplicação
Só para o professor: Use a seguinte atividade para destacar as habilidades práticas nas quais seus alunos podem se especializar para servir os outros. Você precisará de duas folhas de papel de diferentes cores ou um quadro de escrever. Peça aos alunos que reflitam sobre a seguinte citação e, em seguida, completem o exercício abaixo.

Perguntas de aplicação
“Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito ao nos aproximarmos do povo. O Salvador Se misturava com os homens como uma pessoa que desejava o seu bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava às suas necessidades e granjeava sua confiança. Ordenava, então: “Segue-Me” (Jo 21:19; Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 143).

Distribua as duas folhas de papel. Em uma folha colorida peça aos alunos que escrevam as coisas que eles sabem fazer ao mostrar simpatia, ministrar às necessidades e ganhar a confiança das pessoas. Na outra folha, peça aos alunos que escrevam as habilidades que eles desejam aprender. (Uma opção é usar um quadro para criar essas duas listas com a ajuda da classe, se os alunos tiverem disposição de compartilhar seus pontos fortes e necessidades.)

Peça que alguns dos alunos exemplifiquem algumas das habilidades que eles têm. Por exemplo, alguém que é bom em lembrar nomes pode demonstrar como se lembra do nome de um novo conhecido e, em seguida, contar como essa habilidade ajuda as pessoas a se sentirem valorizadas.

Faça a lista das habilidades que os alunos gostariam de desenvolver e crie um plano para desenvolver treinamento nessas áreas.

Criatividade
Só para o professor: Sugira a realização das seguintes ideias durante a semana.

1. Acompanhe alguém que tenha habilidade no testemunho, evangelismo, hospitalidade ou outro ministério que você gostaria de desenvolver. Escreva em um diário as técnicas que você observar. Separe um tempo para comentar essas técnicas com a pessoa e ajudá-la em um projeto no qual ela possa supervisionar seu desenvolvimento.
2. Encontre um mentor que esteja disposto a se encontrar com você por um breve momento a cada semana para incentivá-lo e ajudá-lo no desenvolvimento de uma habilidade que ele tem e que você deseja aprender.


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