Ivanka Trump Testemunha Sobre o Sábado

Um testemunho sobre a beleza do sábado veio de uma fonte incomum: Ivanka Trump, a filha de 35 anos do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Ela se converteu ao Judaísmo sete anos atrás. “Nós guardamos o sábado”, ela disse. “De sexta-feira ate sábado, nós não fazemos nada além de passar tempo um com o outro.” […] Um dos benefícios da observância do sábado é expresso em algumas frases de Ivanka. […] Quando tinha 27 anos, Ivanka, que cresceu como presbiteriana, converteu-se ao judaísmo em um tribunal rabínico ortodoxo em Nova York. Ela assumiu a observância do Shabat, feriados e kashrut, e adotou o nome hebraico Yael. No inverno passado, Donald Trump disse: “Eu tenho uma filha judia. Isso não estava no plano, mas estou muito feliz por ter acontecido.” [Veja também o que Trump disse em 2013 sobre funcionários seus que guardam o sábado.]

Em 2009, ela se casou com o investidor imobiliário Jared Kushner, de uma família religiosa proeminente de Nova Jersey. O casamento completamente kosher foi grandioso, como convém em um ligamento entre duas lendárias famílias imobiliárias. […] O casamento foi tão generoso quanto glamouroso. Os convidados foram incentivados a contribuir para três organizações de caridade em vez de dar presentes para o casal. A própria Ivanka apoia filantropias judaicas.

Ivanka e o marido são ortodoxos observadores do sábado e de feriados judaicos. Seu pai se acostumou com o fato de que do anoitecer de sexta-feira até o anoitecer de sábado todas as semanas eles ficam inacessíveis por telefone, SMS ou e-mail. Ela se desvincula do mundo dos negócios e está fica por 25 horas, apesar de ser fundamental como vice-presidente executiva nas organizações Trump e ter sido uma importante ativista na campanha presidencial. Isso, além de sua própria joalheria e negócios de moda. Nos sábados, ela deixa de lado todos esses esforços – o Shabat é mais importante. […]

Em março de 2015, o jornalista da Vogue Jonathan van Meter entrevistou Ivanka. Ela explicou aos leitores, em sua maioria não judeus, o que a observância do Shabat significa para ela: “Eu sempre evitava ter conversas públicas, porque é uma coisa tão pessoal […]. Somos muito observadores, mais do que alguns, menos do que outros. Eu só sinto que é uma coisa tão íntima para nós […]. Foi uma decisão tão grande para mim. Eu sou muito moderna, mas também sou uma pessoa muito tradicional, e eu acho que é uma justaposição interessante em como eu fui criada também. Eu realmente acho que com o judaísmo cria-se um plano surpreendente para conectividade familiar.”

“Deixando de lado o aspecto religioso; vivemos em um mundo tão acelerado”, disse Jared.

Ivanka também disse: “É uma coisa incrível quando você está tão conectado, mas realmente para e se desliga. E para Arabella saber que ela tem a mim, indivisível, um dia por semana. Nós não fazemos nada exceto brincar um com o outro, sair um com o outro, ir em caminhadas juntos. Família pura!”

(The Jerusalém Post; tradução: Daniel Miranda)

Publicado em Curiosidades, História Contemporânea, Testemunho, Vídeo | Deixe um comentário

Triunfo de Trump em 9/11 equivale a novo 11/9

O espetáculo confuso que os Estados Unidos proporcionam ao mundo neste dia 9/11 produz efeitos tão devastadores quanto aqueles que se seguiram ao ataque de 11/9. Tomada pela radicalidade das mudanças que pode provocar no mundo, a eleição de Donald Trump é equiparável ao histórico ataque terrorista. A diferença é que, dessa vez, os americanos dispensaram o inimigo externo, produzindo um inusitado autoataque – uma espécie de trumpicídio. Se o triunfo de Trump ensina alguma coisa é que todas as premissas sobre as quais o establishment americano construiu os seus valores depois da Segunda Grande Guerra estão com o prazo de validade vencido. O isolamento que a opção por Trump representa é um convite do império para que as nações comecem a planejar um novo começo. Mais ou menos como Deus fez depois do Dilúvio.

O sucesso de Trump é um prêmio à mediocridade. Seu hipernacionalismo ressentido, com traços de xenofobia, racismo, isolacionismo e desprezo à liberdade de expressão são sinais de que o mundo pós-9/11 não será o mesmo. Quando escreverem o enredo da geração atual é do topete de Trump que falarão os historiadores, e não da popularidade de Barack Obama, representado na disputa pelo “mal menor” Hillary Clinton, um outro nome para desastre.

Resta agora saber o seguinte: O recomeço que se esconde sob o penteado exótico de Trump é um prenúncio do quê? Seja o que for, o mundo não será melhor do que já foi. Um presidente dos Estados Unidos que diz não acreditar no aquecimento global [pelos motivos errados] e que guindou à condição de prioridade a construção de um muro na fronteira com o México pode resultar em qualquer coisa, menos em coisa boa.

(Josias de Souza, UOL)

Nota: No texto acima, Josias faz uma breve análise política da eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Hillary apoia o aborto, tem ideias nocivas à família e parece ser contra a religião. Seria também um desastre. Mas, do ponto de vista religioso e escatológico, o que esperar de um indivíduo sem experiência política, ultranacionalista e dado a atitudes impulsivas e politicamente incorretas? O tempo dirá. Temos quatro anos para ver no que vai dar.

Fonte: Criacionismo

Publicado em Comportamento, História Contemporânea, Notícias | Deixe um comentário

A Reforma Protestante e a União das Igrejas

Papa visita a Suécia para participar de ato ecumênico que celebra a reaproximação de católicos e protestantes


Viagem do papa Francisco para a Suécia a fim de participar do início das comemorações alusivas aos 500 anos da Reforma ganhou repercussão na imprensa internacional.

O dia 31 de outubro de 1517 foi uma data que mudou o mundo ocidental. Um frei alemão chamado Martinho Lutero fixou um cartaz à porta da igreja do castelo de Wittenberg. O anúncio estampava 95 teses contra a venda de indulgências (documento que assegurava o perdão de pecados), uma prática popular da Igreja Católica na época. A cristandade ocidental, até então praticamente monolítica, fragmentou-se. Surgiram centenas de denominações protestantes, cada uma com a pretensão de reformar a Igreja. Hoje, é virtualmente impossível determinar o número exato das seitas cristãs, estimado na casa das dezenas de milhares.

Há um ano de o ato histórico de Lutero completar os 500 anos, passos importantes estão sendo dados para a aproximação de católicos e protestantes. Nesta segunda-feira, o papa Francisco desembarcou em Malmo, na Suécia, país historicamente protestante, em um encontro com a liderança da Federação Luterana Mundial. “Essa viagem é importante porque é uma viagem eclesial, muito eclesial no campo do ecumenismo”, expressou o pontífice durante conversa com os jornalistas que acompanhavam o voo.

Em junho deste ano, a assinatura de um guia litúrgico intitulado “Do conflito à comunhão” revelou o desejo mútuo pelo fim das desavenças históricas e a consumação de uma unidade articulada em décadas de discussão sobre o ecumenismo.

Se bem que o ato ecumênico na Suécia simbolize a iminente conciliação entre luteranos e católicos, há sinais de uma aproximação crescente de outros grupos de protestantes, evangélicos e pentecostais com a Igreja Católica.

As causas que dividiram o cristianismo não estão sendo consideradas em sua reunificação. As motivações do rompimento dos protestantes com os católicos e das denominações protestantes entre si foram doutrinárias. A visível falha do movimento ecumênico consiste em elaborar a unidade cristã sem rever os pontos doutrinários que precipitaram o cisma. Enquanto a volátil e multiforme igreja protestante aceita cada vez mais o discurso conciliador do papa, a igreja romana permanece inabalável sobre os mesmos fundamentos milenares reafirmados na contrarreforma do século 16, as mesmas questões que, para os reformadores, eram inaceitáveis e razão incontestável para o rompimento com a Sé romana.

O grande questionamento protestante era a revisão dos dogmas da Igreja Católica Apostólica Romana à luz da Bíblia. Roma nunca reconsiderou suas posições. Portanto, o protesto de Lutero ainda permanece válido.

A unidade cristã pela qual Jesus orou jamais deve ser conquistada sacrificando a correta interpretação de Sua Palavra. O legítimo ecumenismo deveria acontecer com cada denominação cristã revendo seus concílios, catecismos, credos e suas confissões de fé, rejeitando os pontos em desacordo com as Sagradas Escrituras e acrescentando os preceitos bíblicos negligenciados por séculos.

Curiosamente, a prerrogativa de completar a Reforma Protestante foi assumida por uma denominação cristã surgida no despertamento milenarista do século 19, nos Estados Unidos. Os adventistas do sétimo dia entendem que a Reforma será concluída por meio de seu movimento.

Os adventistas sempre entenderam que sua missão é ecumênica. Diferentemente de outras denominações protestantes, os adventistas não se contentaram em estabelecer igrejas nacionais, ainda que federadas a alianças internacionais, como outros protestantes. A igreja adventista do sétimo dia é, por natureza, mundial, católica, no sentido do significado original da palavra. O nome foi primariamente aplicado à igreja cristã no sentido de que sua missão se estende a todo o planeta. Nesse sentido, a igreja adventista é autenticamente católica, uma vez que entende que sua missão evangélica se destina a alcançar “cada nação, tribo, língua e povo” (Ap 14:6).

No desenvolvimento de suas doutrinas, os adventistas foram mais radicais ainda que quaisquer dos reformadores. Passaram por alto concílios, pais da igreja, credos, catecismos e confissões de fé. Uma vez que entendem que sua missão inclui outros cristãos, católicos e protestantes, podemos entender que os adventistas têm uma proposta autenticamente ecumênica, de reunir os cristãos genuínos em uma unidade doutrinária elaborada conforme a doutrina bíblica purgada de toda tradição humana.

Há muitas divergências doutrinárias que dividem as igrejas cristãs. Posso enumerar algumas das principais crenças em disputa: o significado da ceia do Senhor; a doutrina da salvação e da eleição; a inspiração da Bíblia; a validade dos dons espirituais após o fim da era apostólica; o milênio. Um legítimo ecumenismo deve rever pontos como esses, conciliando os cristãos que se dividiram por causa desses temas em torno de posições genuinamente bíblicas sobre os mesmos.

Desde a Reforma, a presença de Cristo no pão e no vinho tem sido tema de divisões. De um lado, católicos argumentam que, de fato, Cristo se faz pão na missa, a transubstanciação. Luteranos e anglicanos preferem crer na consubstanciação, uma ideia que procura despir a idolatria da missa, sem uma modificação radical do rito. Os calvinistas e evangélicos reduzem a Santa Ceia a mero símbolo. Para alguns, a santa ceia é uma cerimônia exclusivista. Para outros, deve ser uma celebração aberta.

Os adventistas resgataram um rito da ceia do Senhor conforme o preceito bíblico, restaurando o lava-pés, e entendem que, se bem que Cristo não esteja no pão, está presente com os comungantes na celebração da Ceia. A doutrina do Santuário Celestial revela que o sacrifício de Cristo, consumado uma única vez na cruz, não precisa ser repetido por meio da missa. Cristo tem um ministério de intercessão e salvação no Céu, que continua a obra realizada na cruz. O santuário no Céu, no qual Cristo atua, e não a igreja, oficia a verdadeiramente válida intercessão em favor do pecador. Seguindo o exemplo de Jesus, os adventistas praticam a comunhão aberta.

Quanto à doutrina da eleição, os protestantes acham-se divididos entre calvinistas e arminianos. Os primeiros seguem a herança do reformador francês Calvino, que superenfatizou o papel de Deus na salvação, a ponto de dizer que Deus escolhe quem vai ser salvo e rejeita quem vai se perder. Os arminianos consideram a teologia calvinista uma aberração, e entendem que o ser humano seja dotado de livre-arbítrio, sendo responsável por sua própria salvação ou perdição.

Ecumenismo autêntico deve buscar a unidade cristã sem abrir mão de verdades bíblicas fundamentais

Os adventistas parecem ter encontrado o ponto de equilíbrio da doutrina da eleição, coisa que os teólogos protestantes procuram desde o século 17. Embora se incline mais para o lado arminiano, devido à sua ênfase na santificação, o adventista não consegue entender a salvação como possibilidade do livre-arbítrio humano, mas como obra soberana de Cristo. A escritora adventista Ellen G. White, afirmou: “Cristo é a fonte de cada impulso correto. Ele é o único que pode implantar no coração a inimizade contra o pecado” (Caminho a Cristo, p. 26).

O mundo cristão se divide a respeito do conceito que cada pessoa tem de como as Sagradas Escrituras foram produzidas e que autoridade ela tem sobre a Igreja. Há inerrantistas, para os quais cada palavra da Bíblia foi ditada por Deus, e os históricos-críticos, que atribuem uma redação humana à Bíblia, sendo esta, para eles, o produto de uma cultura. Alguns entendem a supremacia da Bíblia, e dizem ser ela a única revelação de Deus, enquanto outros valorizam também a tradição cristã. Os adventistas descobriram que a verdade está num delicado meio-termo. Aceitam a inspiração das Escrituras, mas creem que esta não se deu por ditado. Cada escritor da Bíblia pôde refletir nela seu talento humano, bem como suas limitações. Valorizam a supremacia das Escrituras, sem limitar o Espírito Santo, que continua a fornecer revelações adicionais e complementares por meio de profetas modernos, como Ellen G. White.

Quanto à validade dos carismas, os adventistas também estão em uma posição sugestiva de mediação entre carismáticos e cessacionistas. Os adventistas não podem ser classificados como pentecostais, mas, como eles, creem na vigência dos dons espirituais para todas as eras. Uma posição bíblica que, se acatada por todo o cristianismo, pode ser o equilíbrio entre esses dois grupos.

Finalmente, a interpretação dos eventos finais também tem sido um ponto histórico de discórdia no cristianismo. Há basicamente quatro grandes posições a respeito da ocasião da segunda vinda de Cristo. São elas, amilenarismo, a posição de que o milênio de Apocalipse 20 seja simbólico; o pós-milenarismo, doutrina de que a vinda de Cristo ocorra após o milênio; pré-milenarismo dispensacionalista, posição de que Cristo venha antes do milênio e antes da grande tribulação; pré-milenarismo histórico ou pós-tribulacionista, a doutrina de que Cristo venha antes do milênio e após a grande tribulação.

Os adventistas creem que Cristo virá antes do milênio e após a grande tribulação, e têm feito dessa mensagem sua principal pregação. Essa posição evita os extremos do futurismo e do preterismo proféticos, encontrando o equilíbrio bíblico em um cumprimento histórico dos sinais da segunda vinda de Jesus.

Dessa forma, o adventismo, que é conhecido por evitar associações ecumênicas com outros cristãos, têm sua proposta de um autêntico ecumenismo, concitando todos os cristãos a abandonar suas interpretações particulares e se unirem em torno da Palavra de Deus, cumprindo assim a oração de João 17, na qual Jesus intercedeu pela unidade cristã (“a fim de que todos sejam um”, v. 21), e na qual também disse: “E eles têm guardado a Tua Palavra” (v. 6).

FERNANDO DIAS é pastor e editor da Casa Publicadora Brasileira

Publicado em Ecumenismo | Deixe um comentário

Em Que Candidato Jesus Votaria?

Urna-eletronicaA publicidade é intensa. Todos os veículos de comunicação divulgam nomes de pessoas que pleiteiam uma cadeira no legislativo ou um gabinete no executivo. Algumas delas contam com os amigos para se eleger, outras erguem bandeiras e buscam, entre os simpatizantes da causa que defendem, um voto de confiança e o voto nas urnas, prometendo representá-los, caso sejam eleitos. Num ambiente democrático, o cristão também precisa manifestar sua posição, e deve deixar que seus princípios o conduzam, a fim de honrar a Deus com sua decisão.

A Bíblia é o guia do cristão para as decisões de sua vida. Jesus Cristo é apresentado nela como um exemplo a ser imitado (Ef 5:1; Fp 2:5-9; Hb 12:2, 3). Quem busca cumprir a vontade de Deus consulta as santas Escrituras a fim de encontrar nelas orientação adequada e exemplos para imitação. Para muitas decisões, a Bíblia dá o esclarecimento necessário. Mas, para outras questões, ela aparentemente não tem nada a declarar. Mesmo com respeito àquilo que a Palavra de Deus silencia, o cristão pode dela extrair, com a ajuda do Espírito Santo, princípios e sabedoria para todas as escolhas da vida.

Em que candidato Jesus votaria? Se Ele é o modelo, seu procedimento deve ser exemplo para tudo. E por que não para as preferências eleitorais?

Em 1896, o pastor norte-americano Charles M. Sheldon, da Igreja Congregacional, publicou o livro Em seus passos o que faria Jesus? Nele, Sheldon inventa a história de uma congregação cristã cujos membros procuram, durante um ano, viver o desafio de tomar cada atitude como resposta à pergunta que intitula o livro. Na história criada por Sheldon, os cristãos votam, nas eleições municipais, a favor de candidatos que estampam princípios cristãos e defendem valores morais, que, no contexto da época, abrangia a defesa da proibição do comércio de bebidas alcoólicas e dos jogos de azar.

Na obra, Sheldon tentou responder a uma pergunta difícil. Os personagens de seu livro presumiram os critérios que Jesus teria usado para definir seu voto. Essa é uma preocupação válida para o cristão. No entanto, Jesus Cristo viveu em um momento histórico em que o sistema democrático não existia na forma como o conhecemos hoje. Nascido no auge do Império Romano (Lc 2:1), Jesus viveu sua vida terrena sem ter que votar como nós. E, surpreendentemente, Ele foi mais indiferente à política de seus dias do que querem alguns.

No entanto, em um aspecto Cristo votou. Ele elegeu pessoas, não para cargos públicos, mas para o Reino dos Céus! Ele escolheu doze homens para serem seus apóstolos (Lc 6:13) e para que se assentassem em tronos a fim de serem juízes celestiais (Mt 19:28). Designou mais setenta para que fossem de dois em dois e o precedessem nas cidades aonde ia (Lc 10:1). Mas, acima de tudo, deu o voto que é suficiente para eleger qualquer pecador indigno à condição de herdeiro do Reino de Deus (Ap 21:7).

Jesus votaria em candidatos corruptos? É exigida honestidade e integridade perfeitas para se candidatar ao Reino de Deus (1Co 6:9, 10). No entanto, até mesmo o mais corrompido pecador pode ter a “ficha limpa”, se for lavado, santificado e justificado por Jesus e pelo Espírito Santo (1Co 6:11).

Foi assim que pelo menos dois funcionários públicos com histórico de corrupção, Levi Mateus (Mt 9:9) e Zaqueu (Lc 19:1-10), foram eleitos por Jesus para o Reino. Semelhantemente, Paulo, o “principal dos pecadores” (1Tm 1:15), um homem que esteve envolvido com a prática de tortura, além de prisões e execuções claramente injustas (At 8:3; 26:10, 11), foi “constituído ministro” das coisas que Deus lhe revelou (At 26:16).

Cristo não hesita em confiar os mais importantes cargos de Seu Reino a pessoas com um passado sujo. Pelo contrário, ele expressou sua preferência por pecadores (Mc 2:17). Discursando aos pretensiosos fariseus, que se julgavam dignos de se assentarem nas mais importantes posições do governo de Deus (Mt 23:2), Jesus revelou que pessoas de moral duvidosa precederiam muito candidato honesto no Reino dos Céus (Mt 21:31).

Com seu voto, Jesus quer eleger pessoas que, apesar de seu passado, defeitos e falhas, aceitam ser transformadas por Deus. Ele disse: “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome” (Jo 15:16, NVI).

Quando Cristo regressar, os eleitos pelo voto de Cristo assumirão um cargo mais elevado que o dos anjos (1Co 6:3): eles se assentarão ao lado de Cristo, em seu próprio trono (Ap 3:21), e “reinarão” com Cristo (Ap 20: 6).

Em qual candidato Jesus vai votar nessas eleições? Ele talvez não tenha muito o que manifestar sobre a política deste mundo, mas para o Reino dos Céus Ele deseja eleger pecadores como você e eu.

Fonte: Revista Adventista

Publicado em Ciência e Religião, Comportamento | Deixe um comentário

IASD da Califórnia Transformam Seus Cultos Cm casa de Show

“A igreja passou para o mundo, transgredindo a lei, quando o mundo devia passar para a igreja na obediência da mesma. Diariamente a igreja se está convertendo ao mundo.” Parábolas de Jesus, págs. 315 e 316.

Este vídeo é uma matéria da Rede Tv onde mostra uma igreja adventista que transfonou seus cultos em uma forma de casa de shows para atrais mais jovens.

Publicado em Declínio das Religiões, Enganos do Inimigo, Falsos Ensinamentos | Deixe um comentário

Vaticano Propõe Criar Um Governo Mundial Para Enfrentar A Crise Econômica

O Pontifício Conselho do Vaticano “Justiça e Paz”, presidido pelo Cardeal Peter Turkson(foto), propôs a criação de uma autoridade política mundial e um banco central mundial para promover “mercados livres e estável, disciplinado por um quadro jurídico adequado” vs a atual crise financeira e econômica.

Conforme explicado pela Congregação do Vaticano, a Autoridade deve ter um“horizonte global” servir “o bem comum”, embora essa autoridade afirmou que “não pode ser imposta pela força, mas a expressão de consentimento livre e compartilhada” entre os países. “O exercício de tal autoridade deve ser necessariamente super-partes”, disse o comunicado divulgado pela Rádio Vaticano.

vaticano2-300x210

Assim, o Vaticano sublinhou que os governos “não devem servir a autoridade mundial incondicionalmente”, mas ao contrário, essa autoridade  “que deve ser posta ao serviço de todos os países-membros ao abrigo do princípio da subsidiariedade “.

O Vaticano afirmou que o objetivo desta autoridade é “criar mercados eficientes e eficazes que não são protegidos por políticas nacionais paternalista” e “promover uma distribuição eqüitativa da riqueza global” através de “novas formas de solidariedade fiscal global.”

No entanto, o Vaticano afirmou que “ainda há um longo caminho a percorrer antes de criar uma entidade pública com competência universal”, mas ressaltou que vai levar “uma prática anterior do multilateralismo.” Como indicado, a Organização das Nações Unidas seria responsável por criar esta autoridade global.

BANCO CENTRAL GLOBAL

Além disso, a Congregação do Vaticano sublinhou que a economia “precisa de ética para funcionar corretamente”, e também recuperar “o primado do espiritual e ética” e “medidas de tributação das transações financeiras por meio de compartilhamento justo” para contribuir “para a constituição de um estoque global e manter as economias dos países atingidos pela crise.”

Portanto, o Vaticano pediu para proceder à reforma do “sistema monetário internacional” dar vida “a uma forma de controle monetário global” e salientou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) “perdeu sua capacidade de garantir estabilidade financeira global. ”

Assim, a Santa Sé afirmou que uma agência é necessária para desempenhar as funções de “um banco central mundial para regular mudanças no sistema monetário” e regular as atividades de “bancos e finanças.”

Explica a nota da Congregação, a comunidade internacional deve criar um órgão legislativo “e regras mínimas compartilhadas” para gerenciar “o mercado financeiro global.” Com Informações de InforGospel.

Publicado em Bíblia: Fonte da Verdade, E Conhecereis A Verdade..., Ecumenismo, Mensagens Profeticas, Verdades Para o Tempo do Fim | Deixe um comentário

Papas Bento e Francisco Recomendam Livro Sobre Anticristo

Conforme matéria publicada no site católico Aleteia, os papas Bento 16 e Francisco recomendaram a leitura de um livro publicado em 1907, de autoria de Robert Hugh Benson. Segundo o site, trata-se de uma espécie de novela apocalíptica sombria, que pouca atenção recebeu desde sua publicação. Mas isso está mudando, já que o papa Francisco recomendou a leitura desse livro em 2013 e voltou a indicá-lo no ano passado. Francisco resumiu o livro, que no original tem como título Lord of the World, dizendo que ele apresenta uma “globalização da uniformidade hegemônica”. Aleteia lembra que o então cardeal Joseph Ratzinger, depois papa Bento 16, também tinha chamado a atenção, durante um discurso em Milão em 1992, para o universalismo descrito em O Senhor do Mundo.

“O mundo descrito por Benson é estranhamente semelhante ao nosso: sistemas de locomoção e de comunicação rápidos, armas de destruição em massa e uma visão materialista que nega o sobrenatural e cultiva a pretensão de elevar a humanidade ao mais alto nível. De alguma forma, O Senhor do Mundo é mais atual hoje do que quando Benson o escreveu, no início do século 20”, descreve a matéria.

Mas o trecho que mais me chama a atenção no texto do site é este: “A história do livro é da ascensão do anticristo ao poder mundial, primeiro na pessoa do enigmático Julian Felsenburgh, um misterioso senador norte-americano que assume importância mundial ao negociar uma paz global longamente desejada. Toda oposição a Felsenburgh e à ordem mundial que ele guia desaparece: as nações pedem que Felsenburgh seja o seu líder; ele recebe aclamações em massa. Os únicos que se mantêm na oposição são poucos membros da paróquia guiada pelo padre Percy Franklin, que acaba sendo eleito papa Silvestre III e que parece muito semelhante a Felsenburgh.”

A ideia do livro é a de que um mundo que nega o sobrenatural não deixa de ser influenciado por forças sobrenaturais, mas se torna cego a essas influências, perdendo a capacidade de reconhecer “o espírito do anticristo presente no mundo”.

“Um mundo que não consegue reconhecer o sobrenatural, um mundo que tenta elevar a humanidade ao mais alto nível sem Deus é um mundo em que o anticristo pode entrar e agir com mais facilidade”, diz também o texto. No fim, Felsenburgh e o papa Silvestre se encontram numa batalha cataclísmica entre o bem e o mal.

E se o “espírito do anticristo” não estiver presente no “mundo”? Se não se tratar de secularismo, mas, sim, de carisma religioso? E se o anticristo, diferentemente do que apresenta o livro de Benson, não se tratar de uma figura unicamente política, mas for um personagem carismático, religioso, aparentemente tolerante, insuspeito e capaz de unir o mundo com muito mais eficácia do que o fictício Felsenburgh?

A Bíblia é muito clara em descrever o anticristo e apresentar suas características, e ele não tem nada de secular: (1) ele apresenta um “evangelho diferente” (2Co 11:4, 13-15), ou seja, prega dogmas em lugar de doutrinas bíblicas; ensina conceitos pagãos em lugar das verdades do Evangelho; (2) opõe-se a Cristo (por isso “anticristo”), mas quer, na verdade, usurpar o lugar de Cristo, aceitando adoração, assumindo prerrogativas divinas como o poder de perdoar pecados; querendo, inclusive, sentar-se no santuário de Deus (2Ts 2:3, 4). Resumindo, para ser anticristo, essa figura tem que ser contra Cristo, mas se parecer com Ele. E, para ser assim, essa figura obrigatoriamente tem que ser religiosa.

Apontar para o secularismo e para uma enigmática figura política ateia é desviar o foco da verdadeira questão. É, na verdade, uma atitude muito conveniente e até esperada. A semelhança com obras evangélicas como Deixados Para Trás também é evidente, numa valorização da interpretação futurista das profecias apocalípticas, em oposição à visão historicista segundo a qual o anticristo se trata de uma instituição e já age neste planeta há algum tempo.

Sim, é fácil para o diabo agir num mundo que não acredita que ele exista, assim como é fácil para o anticristo agir quando ninguém suspeita de quem ele seja.

Finalmente, um detalhe mais precisa ser destacado: o autor do livro, Robert Hugh Benson, foi um clérigo anglicano que se converteu em sacerdote católico. Portanto, mais um motivo para os papas gostarem dele.

Michelson Borges

Publicado em Bestialidades, E Conhecereis A Verdade..., Enganos do Inimigo, Falsas Doutrinas, Falsos Ensinamentos, Mal Testemunho, Verdades Para o Tempo do Fim | Deixe um comentário

“Não Veja Esse Filme no Cinema”

“A Bruxa”, terror independente de Robert Eggers, está recebendo um hype dos infernos. Previsto para estrear no Brasil, no dia 3 de março, o longa vem reunindo opiniões polarizadoras, mas que sempre concordam em um ponto: ele dá medo como nenhum filme de terror antes já deu. Stephen King, mestre do gênero, foi uma das vítimas, e o que dizer então de Marcelo Milici?, um importante redator do “Boca do Inferno”, maior portal de notícias de horror do país, que avisou de forma séria: “Não vá ver esse filme no cinema.” Em nova resenha, Milici nem se deu ao trabalho de ser indireto e disse que o filme não é para quem está acostumado com o enredo prático e oportunista de filmes como “A Invocação do Mal”, e que se ele, cinéfilo especialista, ficou aterrorizado, não sabe qual será o destino dos curiosos que estão buscando só assistir a mais um filme de terror simples: “Se o cinema é um espaço para você conversar com os amigos e namorar, não veja ‘A Bruxa’. Não vai haver oportunidades para piadinhas ou comentários bobos e suas mãos estarão muito suadas para segurar a da(o) companheira(o). Sessões lotadas trarão inconvenientes, desde aquele babaca do celular ou aqueles que se mostram sabidos demais para o que está sendo exibido, e eles usarão tais artifícios como válvula de escape para atenuar o medo. E ele estará ali, acompanhando-os o tempo todo.”

(Portal Famosos)

Nota: Imagino que essa advertência será justamente o que levará muitos curiosos aos cinemas, do jeito que o diabo gosta! A verdade é que, para um cristão, qualquer filme de terror é objetável, ainda que seja visto na tela de sua sala de estar. Quando tinha 15 anos, Will Baron resolveu assistir no cinema ao filme de terror e ocultismo “The Devil Rides Out”. Embora tivesse nascido num lar cristão, ele diz que o filme foi a porta de entrada ao mundo do misticismo e do ocultismo, no qual ele afundou completamente e depois foi resgatado por Deus. Ele conta o seguinte: “Sentado em profunda introspecção, enquanto recordava nitidamente as cenas do filme, percebi horrorizado que algo sutil e sinistro aconteceu enquanto me encontrava no cinema. A poderosa semente do fascínio pelo mundo oculto e místico havia sido plantada em minha mente. A semente não germinou durante anos. Mas estava profundamente enraizada e me levou gradualmente ao cativante mundo do misticismo e do ocultismo” (Enganado Pela Nova Era, p. 212).

Coisas estranhas aconteceram durante a produção de alguns filmes de terror. O diretor Roman Polanski recebeu ameaças de morte por levar ao cinema um filme sobre o anticristo. O compositor da trilha sonora morreu com um coágulo no cérebro, exatamente como o personagem do filme. A mulher de Polanski estava grávida de oito meses quando foi brutalmente assassinada pelo psicopata Charles Manson. O prédio em que o filme foi filmado é o mesmo em que John Lennon foi assassinado. Seriam apenas coincidências?

Sete atores do filme “Poltergeist” morreram de forma sofrida ou violenta, e a casa em que o primeiro filme foi gravado foi praticamente destruída num terremoto, em 1994. E tem também as “13 maldições do filme O Exorcista”.

Fiquemos com apenas esses três exemplos. Agora imagine o que pode acontecer com a vida (e a mente) de uma pessoa que sabe o que está por trás dessas coisas, que sabe quem é o verdadeiro autor da mentira da vida imediata após a morte, dos espíritos, dos zumbis, das bruxas, da magia, etc., e, mesmo assim, se “diverte” assistindo a essas coisas. Na verdade, está se submetendo ao que não deve.

Publicado em Curiosidades, E Conhecereis A Verdade..., Satanismo | Deixe um comentário

A Revolta do Shortinho e a Geração Z

[…] A notícia que mais teve respaldo e gerou memes e discussões nas redes sociais (e, portanto, nos portais de notícia) a respeito da educação brasileira nesta semana: alunas do colégio Anchieta, um dos mais antigos (e caros) de Porto Alegre, fizeram uma mobilização, com ato, demonstração e petição online, pelo direito de usar shortinho quando forem para as aulas. O colégio é gerido pela Igreja. Os pais de alunos (e os alunos que desejam ter aquela educação) assinam um contrato que prevê as normas de conduta do colégio. Todas as salas de aula possuem ar condicionado. Não mais que de repente, as alunas se revoltam com o código de vestimenta sugerido por 99 em cada 100 escolas e exigem um passe livre para se vestirem “como quiserem”. Dez meninos também aderiram à campanha, e fizeram também um ato de shortinho em apoio às meninas de shortinho, o que foi fato sobejante para nova notícia. Seu argumento era de que “isso mostra que por trás de toda questão do shorts tem muitas outras, como a luta pela igualdade de gênero e os direitos das pessoas, em usar o que bem entenderem”. Não foram vistos meninos usando fio-dental no cofrinho em apoio às meninas, mas talvez não se deva esperar que isso não aconteça.

As moças das pernocas de fora ganharam o noticiário nacional. A merenda às vezes é comentada en passant. O resultado pífio em Português e Matemática, praticamente nunca.

O evento das pernas, chamado de “Vai ter shortinho, sim”, disfarça pouco em sua página o seu viés político. O Canal da Direita mostrou que a principal articuladora do grupo faz parte do Juntos!, o “coletivo” de atuação pré-adolescente do PSOL, e atuou com afinco na campanha de Luciana Genro. Por que isso não surpreende ninguém, e por que há a necessidade de sempre haver um partido socialista em qualquer algazarra e ziriguidum por mero prazer neste país?

O linguajar do evento é de um pobrismo repapagaiador de todos os clichês que possam caber em um cartaz e num par de pernas juvenis. Fala-se, obviamente, em “machismo”, em “respeito” a roupas (um conceito difícil de ser trabalhado pela metafísica ocidental), em não culpar as mulheres por estupros, em dizer que se alguém deseja as pernas de uma mulher, é um pensamento “machista”.

Já analisamos como esses pensamentos prontos são pré-linguísticos, símbolos de obediência imediata no falar corrente de uma época (se a palavra “machismo” assusta, basta-se pensar em “nazismo”, “câncer” ou “ditadura”, ou em palavras que já tiveram peso semelhante no passado, como “comunismo”, “aids” ou “lepra”).

Se a moda suprema, a forte corrente a levar a multidão irracionalmente hoje é o feminismo, apenas a ideia de associar algo a feminismo gera adesão imediata e pré-consciente, tal como associar qualquer coisa a machismo torna aquilo tão execrável que qualquer forma de repúdio, a mais revolucionária, irrefletida, violenta ou desequilibrada se torna válida, justa e desejável – os argumentos virão a posteriori.

É este hoje o grande dilema do Ocidente: não mais enfrentar o Exército Vermelho e seus estupros, não ser um dos povos europeus ou americanos a enfrentar o nazismo mesmo não sendo judeus, não enfrentar fome, frio terrível, derrubar lenha, caçar o próprio alimento, enfrentar bárbaros e bandoleiros. Somos já uma civilização assentada – tão assentada e tão opulenta com a produção de riqueza capitalista para as massas que já ignoramos os fundamentos dessa própria civilização. Cremos que tudo o que é civilizacional é natural – a geladeira, o alimento pronto, o ar condicionado, os prédios, a internet, a polícia e as viagens transcontinentais.

Somos o que Ortega y Gasset, no indispensável A Rebelião das Massas, chama de homem-massa: homens divorciados de alguma noção de continuidade histórica que, independentemente de sua “classe” social, acreditam que um computador ou um carro são objetos da natureza que surgem das árvores, e seu grande heroísmo é apenas exigi-los de alguém.

O homem-massa é, por definição, um ser urbano, das cidades cheias, apinhadas. É nelas em que a civilização atinge seu zênite: há não apenas casas e prédios, mas shoppings, museus, escolas, policiais e toda uma infraestrutura desenhada por outros homens para satisfazer e deleitar seus moradores – o que Olivier Mongin já tão bem definiu em seu ensaio A Condição Urbana.

Sem nenhuma aventura violenta cotidiana, exigindo ritos de passagem e valores como virilidade e força física a separar futuros sobreviventes das presas fáceis do ambiente, resta ao homem-massa, que pode ser um sindicalista ou um médico, um intelectual doutor ou meninas adolescentes de shortinho, apenas sair exigindo “direitos” e vociferando slogans feitos para serem repetidos roboticamente em massa (anteriormente de megafones, hoje de blogs, páginas de Facebook e coletivos do PSOL).

Mesmo um pobre urbano hoje desfruta de luxos, confortos e estofamentos da civilização que um rei ou nobre de poucos séculos atrás não poderia nem imaginar (estude-se a história das privadas).

Para disfarçar esse comodismo, o herói adolescente e o intelectual de 140 caracteres fazem analogias, considerando que o uniforme do colégio é o equivalente aos porões da ditadura, que fazer uma página na internet e receber xingamentos é equiparável a enfrentar as tropas nazistas, que segurar um cartaz e “exigir seus direitos” de usar uma roupa curta para paquerar os meninos num colégio caríssimo é o mesmo que vencer o Estado Islâmico.

E, rapidamente, passam a crer que a analogia não é mais analogia, mas que existem mesmo ditadores, nazistas e terroristas ao nosso redor, e esses carrascos é que impedem nosso hedonismo adolescente. Pergunte à Márcia Tiburi.

Essa é a tal “geração Z”, de que falou recentemente a revista Veja em sua capa: uma geração que não tem mais o que fazer. Não tem contra o que lutar. Não lhes falta nada em suas economias. Não são sequer feios, pobres ou “oprimidos” e “explorados”. É uma geração tão almofadada pela civilização que até quando caía de bicicleta ao redor da piscina no condomínio era curada com Merthiolate que não arde.

Que heroísmo, que conquista individual, que missão e vocação podem ter essas pós-crianças? O melhor é apelar para abstrações de definições escorregadias como “machismo”, e ter como causa, como Leitmotiv da primeira fama da vida, uma briguinha para poder mostrar as pernas e xingar de machista o colégio católico em que estudam e seus pais pagam uma fortuna para tal.

A geração Z é uma vida a passeio. Uma vida sem glórias além de conflitos tão profundos, existenciais e exigentes quanto os diálogos de Malhação. É apenas busca por prazer, sem ter nada com que se preocupar. Uma êta vida besta, meu Deus, que trata o hedonismo, o jardim de Epicuro e a banalidade como questão mais urgente da vida e da realidade.

É uma vida de luxo e conforto nunca antes vistos na história mundial, mas que precisa se escorar em bodes expiatórios como chamar de “imposição machista da sociedade patriarcal” a proibição de shortinhos curtos num ambiente escolar. Ou tanta macaqueação com “minorias” como transexuais (que não representam 1% da população). As escolas sem merenda, novamente, só merecem atenção quando forem geridas por adversários do PSOL.

A escola dos shortinhos é aquela caríssima, diferente das estatais caindo aos pedaços. É a escola onde essas filhas da elite estão por preparação para uma vida mais confortável ainda, como futuras advogadas, médicas, economistas. Nenhuma profissão com o “direito” de se vestir “como quiser”. A única profissão em que isso é liberado não é exatamente o sonho de nenhuma delas.

Tudo o que as abstrações do PSOL compradas pela geração Z (como mostra a Revolta do Shortinho, rigorosamente indiscerníveis dos conflitos profundos do elenco de Malhação) conseguem fazer é transformar uma birra adolescente, um detalhe chato da vida, numa discussão bizantina sobre “não se julgar o caráter pela roupa” ou as velhas e nonagenárias analogias com estupro.

A geração Z é a geração que ficou mais fanática do que nossas vovós. Com a proposta de “respeito”, só quer impor hedonismo oco de significado além de firula adolescente. Com a proposta de “diversidade”, só quer que todos pensem igualmente, sem discordância para não “ofender”. Com a proposta de “progresso”, só destrói tudo o que garante seu conforto em troca de um prazerzinho momentâneo, sem nunca atentar para o quanto fazem os pais chorarem no banho enquanto se tornam pessoas sem futuro.

Pior: ao crer ser revoltada e futurista, apenas repete um discurso comodista e mais cafona do que uma pochete. Ao crer provocar polêmica e discussão, apenas ativa tédio e bocejos. É a reprise do Mocotó.

(Senso Incomum)


Comentário de Marina Garner Assis:
“Interessante esse debate no ambiente escolar surgir na semana em que visitamos pela primeira vez uma escola no interior da Índia. Depois de dar aula em escolas no Brasil por quatro anos, só posso concluir o seguinte depois daquela manhã: somos mimados. Somos tão bombardeados com o conforto e a liberdade, que ela nos estraga. O que tanto nos vangloriamos no Ocidente é visto com reprovação no Oriente. Aqui, liberdade você ganha por mérito, não é um direito inerente. Enquanto crianças de 12 anos estão lutando pelo direito de usar um shortinho para mostrar as pernas precocemente depiladas e inadequadamente bombadas na academia, aqui na Índia meninas de 12 anos têm prazer de cobrir a cabeça durante as orações, e cobrir o corpo para que a única coisa valorizada seja o cérebro. Meninas e meninos vão para o colégio da forma como eles querem ir para o escritório daqui a alguns anos.

“Dou um motivo para você reclamar da educação brasileira, se é isso que precisamos. Nunca vi em minha vida crianças tão alegres, atenciosas e disciplinadas como aqui na Índia. Então, se é para reclamar, reclame que não somos mais como eles. Que não valorizamos a educação como deveríamos. Que não vemos a utilidade do professor, de um livro, de respeito, de disciplina, de conhecimento novo. Que colocamos roupagem política em questões que sustentem a nossa própria vaidade.“Você reclama de escolas denominacionais obrigarem a oração que, no fim das contas, é feita de qualquer jeito para que o momento tenso em que você escuta as crianças rindo durante uma conversa com Deus acabe logo? Pois aqui a oração é feita por todos, em alto e bom som, com um respeito invejável. Você reclama do uniforme exigido pela escola e faz de tudo para que, quem sabe com alguns cortes e coloração, ele seja um pouco mais aceitável para os seus padrões de moda? Pois aqui o uniforme é muitas vezes a única roupa decente que as crianças possuem. Você reclama de ter que ficar enfurnado dentro de uma sala de aula com cadeiras estofadas e ar condicionado? Pois aqui a sala é tão escura e a falta de luz tão comum ou é tão quente, que o melhor mesmo é sentar do lado de fora e escrever com o caderno no colo. Você, professor, reclama da sala dos professores ou da quantidade de alunos na turma? A maioria das turmas aqui tem mais de 60 alunos e a sala dos professores é preferencialmente uma mesa no pátio do colégio. Você reclama que a cantina da sua escola não pode vender Coca-Cola ou qualquer outro refrigerante, e a variedade se restringe apenas a pizza, sanduíches, xis, folheados, pasteis e chocolates e balas? Aqui o almoço é arroz, lentilha e pão. TODOS os dias. Você reclama de ter que ir pra escola todos os dias e prefere dar uma escapada para o shopping pra matar aula? Pois aqui os alunos matam aula também, mas é porque a família é tão pobre que precisa que os filhos trabalhem por alguns dias e não vão à aula. Você reclama que a autoridade do professor é desnecessária e que o ‘bom professor’ é aquele que deixa fazer bagunça e dá ‘aula livre’? Aqui, quando o professor entra, todos os alunos levantam de uma vez e o cumprimentam em uníssono, apenas sentando novamente quando é permitido. A aula, desse momento em diante, é preenchida com respeito e tranquilidade.

“Fique triste por você não poder usar shortinho, enquanto eu me lamento aqui por talvez nunca ver no Brasil o que eu vi na Índia.”

Publicado em Comportamento | Deixe um comentário

Colunista da Folha de S. Paulo Explica o Princípio do Sábado

Os adventistas do sétimo dia são conhecidos como uma das poucas denominações cristãs no mundo a ensinar e a ressaltar a validade do sábado como dia de guarda. A argumentação adventista é baseada no próprio texto bíblico, em livros como Gênesis e Êxodo. E esse princípio foi destacado, na edição do dia 26 deste mês da Folha de S. Paulo, na coluna de Reinaldo José Lopes. O jornalista assina a coluna “Darwin e Deus” na qual se propõe escrever sobre teoria da evolução, ciência e religião. Nessa edição, ele respondeu a duas perguntas de leitores. Uma relacionada à [suposta] fundamentação bíblica para canonização dos chamados santos. E a outra que questiona se é correto a maioria dos cristãos ter escolhido o domingo, e não o sábado, como dia santo. Em sua resposta, Lopes afirma que “de fato, a versão bíblica dos Dez Mandamentos se refere ao sábado, o último dia da semana, e não ao primeiro (que não se chamava domingo porque essa palavra significa originalmente ‘dia do Senhor’ e Senhor nesse contexto quer dizer Jesus, não Deus Pai)”. Por outro lado, o colunista explica que “Jesus, segundo a crença cristã, teria ressuscitado no primeiro dia da semana. Isso fez com que, logo nos primeiros séculos do cristianismo, reuniões para rememorar a morte e a ressurreição de Jesus acontecessem no domingo”.

O jornalista afirma ainda, na resposta ao leitor, que “nem todos os cristãos seguem essa tradição – os adventistas, por exemplo, advogam que ainda se deve guardar o sábado”.

O pastor Herbert Boger, diretor da área de Mordomia Cristã da Igreja Adventista em oito países sul-americanos, comentou a matéria. A área dirigida por Boger contempla ações de motivação para que as pessoas compreendam a importância da guarda do sábado e vejam essa prática como uma evidência de fidelidade aos princípios deixados por Deus. Na avaliação dele, a menção foi importante porque, “como adventistas do sétimo dia, seguimos todos os princípios, valores e ensinamentos de Jesus Cristo registrados na Bíblia. O pastor lembra, ainda, que no próprio relato dos primeiros cristãos, depois da morte e ascensão de Jesus, o sábado é apresentado como um dia especial de adoração e descanso. “No livro dos Atos dos Apóstolos, por exemplo, existem mais de 80 referências ao sábado pós-morte de Jesus. Cremos que o sábado é eterno. Ele foi criado para o bem de todos que descansam nesse dia de renovação espiritual e antiestresse”, salienta.

(Felipe Lemos, ASN)

Se quiser saber mais sobre o sábado e sua vigência ao longo da História, assista ao vídeo abaixo.

Publicado em Bíblia: Fonte da Verdade, E Conhecereis A Verdade..., Nisto Cremos, Testemunho, Verdades Para o Tempo do Fim | Deixe um comentário