Obama Não Falou (Ainda) Em Decreto Dominical

Está circulando nas redes sociais um vídeo em que o presidente dos EUA supostamente faz um discurso convocando todos a descansarem no domingo. Em poucas horas, o vídeo teve milhares de compartilhamentos. Não dá para imaginar o que pode ter levado alguém a produzir esse material, já que a tradução está totalmente errada. O discurso não contém uma palavra sequer sobre a questão do dia de repouso. Só pode ser piada ou algum tipo de pegadinha de mau gosto. O pior é que muita gente acaba acreditando nessas coisas e deixa o bom ceticismo de lado. Ao espalhar conteúdos como esses, sem checar a procedência ou a veracidade, os incautos apenas lançam descrédito sobre a mensagem profética.

Essa situação é muito parecida com outras, que expus nas postagens “Papa NÃOpressionou Obama a assinar decreto dominical” e “Boataria internética”.

Fonte: Criacionismo

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Em Carta, Einstein Diz Que Deus Criou Mundo

Uma carta escrita pelo físico Albert Einstein ao colega italiano Giovanni Giorgi, quando lecionava em Roma, [foi] leiloada em 15 de fevereiro nos Estados Unidos. A casa de leilões RR Auction [esperava] receber ao menos US$ 55.000 (cerca de R$ 156.332) pela missiva. Na carta, escrita em 12 de julho de 1925, Einstein nota que “Deus criou o mundo com muita elegância e inteligência” e, depois de se referir a alguns experimentos, conclui: “Eu não tenho dúvidas sobre a validade da teoria da relatividade.” Na época, Giorgi era conhecido internacionalmente e na Itália como uma autoridade em eletromagnetismo. A curta mensagem está escrita no verso de um cartão postal assinado por “Suo Einsntein” ou “Do seu Einsntein”, em português. Einstein tinha uma relação próxima com a Itália, onde esteve com sua família quando tinha entre 15 e 16 anos por muitos meses, e ele falava e escrevia fluentemente no idioma local. A carta pertencia a um colecionador da França, que obteve o manuscrito de um italiano que coleciona artigos científicos.

Fonte: Terra

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Assim (Não) Diz Hollywood

Hollywood se voltou à Bíblia e de maneira surpreendente. Uma década depois de A ­Paixão de Cristo (2004), em um ano, foram lançados três filmes bíblicos: O Filho de Deus,Noé e Êxodo: Deuses e Reis. E os dois últimos revelam uma tendência preocupante: mais do que adaptações, são reconstruções extremas. Em Êxodo, por exemplo, Deus é retratado como uma criança psicopata ou uma alucinação que só um Moisés esquizofrênico pode ver. Em Noé, a arca não foi construída somente pelo protagonista e sua família, mas com a ajuda de gigantes de pedra, que na verdade são anjos caídos. Esses gigantes se sacrificam para defender a arca contra os homens de Tubalcaim e, por isso, são readmitidos no Céu.

O faro comercial de Hollywood foi aguçado pelo sucesso de uma série bíblica conservadora, The Bible, exibida em março de 2013 pelo canal History. Tendo procurado contar a história bíblica da maneira mais fiel possível ao relato original, a série alcançou grande audiência nos Estados Unidos e na América Latina. Tanto que os cinco episódios dedicados a Jesus foram reunidos e, com cenas extras, transformados no filme O Filho de Deus. A intenção declarada dos diretores Roma Downey e Mark Burnett era “influenciar uma nova geração de telespectadores e trazê-la de volta para a Bíblia”.

Se Downey e Burnett quiseram encaminhar o público para a Bíblia, os diretores dos filmes Noé e Êxodotambém tiveram suas intenções. O retrato negativo que fazem de Deus e dos protagonistas Noé e Moisés não caracteriza apenas uma licença artística, mas a apresentação de sua visão particular da Bíblia e da realidade. Ao passo que o ateu Darren Aronofsky, diretor de Noé, procura literalmente mitologizar o relato do dilúvio com os gigantes, o agnóstico Ridley Scott tenta desmistificar a história do êxodo ao apresentar as pragas como efeito de causas naturais. No mesmo filme, o Mar Vermelho não se abre, mas recua devido a um terremoto, e Moisés é pego pelo tsunami, junto com Ramsés (e ambos não morrem). No entanto, o conjunto e a sequência dos efeitos aparentemente naturais insinuam a atividade de um ser superior.

Pecado inevitável

Segundo a doutora Adele Reinhartz, professora de estudos clássicos e de religião na Universidade de Ottawa e autora de várias obras, entre elas Bible and Cinema (2013), os filmes bíblicos representam mais o presente do que o passado. Em meados do século 20, por exemplo, os filmes bíblicos do Antigo Testamento “falavam mais sobre a América […] do que sobre o antigo Israel” (p. 2). Os filmes antigos identificavam claramente os Estados Unidos como herdeiros do antigo Israel, comissionados para difundir valores como a democracia e a liberdade.

Nos filmes recentes, as preocupações do passado são substituídas pelas ansiedades do século 21. Abordam-se temas mais relacionados a questões globais como meio ambiente e terrorismo. Em entrevista à Revista Adventista, a doutora Reinhartz afirma: “O clima de medo do terrorismo após 11 de setembro também afeta o humor desses filmes.” Moisés volta para o Egito e pratica atos terroristas, como destaca Isabela Boscov na revista Veja (24 de dezembro de 2014). Flechas incendiárias são lançadas contra barcos egípcios, como que justificando o lançamento de foguetes por parte do Hamas contra Israel, atualmente. O teor ambientalista do filme Noé é evidente. No campo psicológico de ambos, predominam a incerteza e o misticismo pós-modernos.

“Os filmes distorcidos de Hollywood deformam a compreensão das Escrituras por parte do público biblicamente iletrado e até dos que conhecem as narrativas do livro sagrado.”

Segundo a doutora Reinhartz, a característica comum a todos os filmes bíblicos é a “acusação de infidelidade”. Ela explica que “toda adaptação cinemática de um livro difere de maneira significativa de sua fonte. As histórias devem ser encurtadas, simplificadas, ampliadas ou reorganizadas” para se encaixar no formato filme. Os diretores “tanto complementam quanto contradizem suas fontes bíblicas. Ao mesmo tempo em que, como cineastas, reivindicam implicitamente que seus filmes são autênticos, subvertem essa reivindicação pelo próprio ato de adaptar a Escritura para o cinema” (p. 26-29).

Um ponto importante é o preenchimento das lacunas que as narrativas bíblicas deixam, como a infância de Jesus e o casamento de Rute com Malom. De acordo com Reinhartz, “as lacunas são preenchidas não somente pelas ideias originais dos cineastas, mas também ao fazerem alusões a uma ampla variedade de fontes artísticas, musicais, dramáticas e populares, algumas relacionadas ao tema […] e outras bem estranhas a ele”, como alusões a outros filmes (p. 29).

A interpretação é outro elemento importante. Alguns filmes fazem o espectador se envolver negativamente com o personagem bíblico. Um exemplo disso está no filme David and Bathsheba (1951). O relato original informa apenas que o rei viu “uma mulher tomando banho” (2 Samuel 11:1, 2). Já no filme Bate-Seba lança um olhar diretamente para a câmera. Afinal, ela está olhando para Davi ou para o espectador? A ambiguidade é intencional, para fazer o espectador sentir o que Davi sentiu.

A situação se agrava quando o filme deixa claro que Bate-Seba tinha um casamento infeliz. Urias não era um bom marido. Quando Davi descobre que Bate-Seba está grávida, faz arranjos para que o marido dela passe uma noite em casa. Urias se recusa e é descrito como estando mais preocupado com o trabalho do que com a esposa. “Como um negligente workaholic, Urias não merece sua bela esposa”, explica a doutora Adele, em seu livro. “Talvez ele não mereça morrer […], mas ainda assim é difícil lamentar por ele. Ao nos identificarmos com o rei arrojado e apaixonado, nos tornamos cúmplices, pelo menos em espírito, na transgressão do sexto mandamento por Davi – ‘não matarás’” (p. 34).

Longe de querer apresentar mensagens moralmente negativas, alguns projetos cinematográficos de certos grupos, igrejas e organizações paraeclesiásticas se esforçam para transmitir uma mensagem mais coerente com a Bíblia. Assim, surgiram filmes como Jesus de Nazaré (1977), Jesus (1979), The Life of Jesus Christ (2003), The Gospel of John (2003), Esther (2006) e The Nativity Story (2006). Entretanto, esses filmes também requerem um olhar crítico e comprometido com o texto bíblico.

PORQUE MUITOS NÃO GOSTAM DE FILMES BÍBLICOS DE HOLLYWOOD

  • Deus é representado como um ser frio, insensível e tirano.
  • A maioria dos filmes bíblicos enfatiza o mérito humano e marginaliza Deus.
  • A fidelidade ao texto bíblico é importante para nós. Em uma pesquisa conduzida em 2014 pela American Insights, “a precisão histórica e bíblica é importante” para 79% dos cristãos americanos.
  • Fatos, datas e personagens são alterados arbitrariamente nesses filmes. No filme Êxodo, Moisés volta para o Egito apenas nove anos depois de ter saído de lá.
  • Alguns filmes apresentam cenas ofensivas e blasfemas, como as de uma suposta imaginação de Jesus sofrendo tentações sexuais em A Última Tentação de Cristo (1988) e a de um Herodes gay dançando e zombando diante de um Jesus frágil em Jesus Christ Superstar (1973).
  • Alguns filmes bíblicos de Hollywood podem ser classificados como piores do que muitos filmes não bíblicos.
  • Muitos filmes bíblicos dão a falsa impressão de edificar espiritualmente. Os filmes impressionam a consciência humana e, em relação a qualquer um deles, precisamos desenvolver uma postura crítica.

Reflexão

Se alguns filmes bíblicos antigos fizeram graves adaptações, para muita gente tanto o filme Noé quantoÊxodo ultrapassaram os limites. “Assisti a Noé. Uma vergonha”, desabafa Werlen Gonçalves, de Colatina (ES). “O filme mostra outra história”, completa. Priscila Parra, 33 anos, de São Paulo, conta que pesquisou o assunto e descobriu a inspiração cabalística do filme Noé. Vanessa Spangenberg, 31 anos, de Pirassununga (SP), acredita que esses filmes tenham “a intenção de nos distanciar da verdade apresentada na Bíblia”.

Para Everson Fragoso, 27 anos, de São Paulo, o filme Noé reflete o pensamento pós-moderno: “Noé pensa que está ouvindo a ordem direta e inequívoca de Deus para matar suas netas. Então, decide que estava enganado. Ou seja, não existe algo como verdade absoluta nem revelação divina objetiva.” “É um absurdo você ver um filme bíblico e esperar que ele seja fiel à Bíblia”, afirma Jader Silveira, 27 anos, estudante de Teologia no IAP.

Alguns destacam que os filmes bíblicos de Hollywood têm despertado interesse no público secular pelo livro sagrado, e de fato isso ocorre em certos casos. Por exemplo, houve um aumento médio de 300% do número de downloads do aplicativo bíblico YouVersion. Esse caso parece se aplicar bem ao princípio de Filipenses 1:18, de que a divulgação do evangelho avança “quer por pretexto, quer por verdade”. Porém, na cultura imediatista, intelectualmente rasa e pouco inclinada à leitura e à reflexão, a grande maioria dos espectadores não costuma pesquisar um tema depois de assistir a um filme. O próprio número de pessoas que procuraram o aplicativo bíblico representa uma fração invisível dos milhões influenciados pelos filmes. Para a maioria absoluta, parece que os filmes têm grande peso, como ocorreu em relação ao filme O Código Da Vinci.

“Fico preocupado com a afirmação de algumas pessoas que dizem: ‘Temos que reter o que é bom; a gente tem que ser equilibrado’, pois muita gente não sabe o que é bom”, expressa Adriano Vargas, 34 anos, estudante de Teologia no Unasp. “Veem o filme Paixão de Cristo e pensam que aquilo ali é Jesus, e não é. Veem o filme O Filho de Deus e só elogiam, mas ele sequer transmite os discursos de Cristo”, analisa.

O argumento do interesse pode ser equilibrado com o da influência. Os filmes distorcidos de Hollywood deformam a compreensão da Bíblia não só por parte do público biblicamente iletrado, mas também daqueles que supostamente conhecem o livro sagrado. Segundo a doutora Adele Reinhartz, os filmes têm o “potencial de reforçar, desafiar, derrubar ou cristalizar perspectivas religiosas, suposições ideológicas e valores fundamentais”, pois “seus públicos absorvem informação e pontos de vista sobre a Bíblia ao assistir-lhes” (p. 12, 47). Em entrevista, ela afirma que “muitos espectadores, especialmente aqueles que não têm muita familiaridade com a Bíblia, podem extrair sua compreensão das histórias bíblicas a partir desses filmes.” Isso é expresso no pensamento de Ellen White: “Pela contemplação somos transformados” (Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 225).

Outro princípio bíblico é o da importância inegociável da verdade. O mundo acadêmico e a indústria do entretenimento fazem de tudo para dissolver a objetividade e a historicidade das narrativas bíblicas, a fim de extrair suas “vitaminas subjetivas” (conceitos de amor, justiça, respeito ao meio ambiente). Por sua vez, o povo de Deus é chamado a pregar a verdade presente e o evangelho eterno (Apocalipse 14:6). Devemos “comprar a verdade” e não vendê-la (Provérbios 23:23).

Ellen White não escreveu sobre filmes, apesar de o primeiro filme bíblico mudo, Passion’s Play, ter sido exibido em 1897 nos Estados Unidos, quase 18 anos antes de sua morte. Contudo, ela condenou veementemente tanto o ato de ir ao teatro quanto o uso de recursos teatrais na exposição do evangelho: “Entre os mais perigosos lugares de diversões, acha-se o teatro. […] Todo jovem que costuma assistir a essas exibições se corromperá em seus princípios” (Mensagens aos Jovens, p. 380). “Nem um jota nem um til de qualquer coisa teatral deve aparecer em nossa obra […], pois isso prejudicaria a santidade da obra” (Evangelismo, p. 137). A interpretação de seus comentários sobre o teatro e sua relação com o cinema como arte merecem um estudo especial.

Em toda essa discussão, mais alarmante do que as falsificações de Hollywood é o analfabetismo bíblico notado em parte significativa dos membros de igreja. Na ausência de um conhecimento sólido da Bíblia, muitos são influenciados facilmente pelo ateísmo, niilismo, agnosticismo, tradicionalismo, misticismo e hedonismo dos cineastas. “A igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade”, deve resistir à cultura sedutora nos últimos dias, numa época em que muitos se recusam “a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Timóteo 4:4). Precisamos redescobrir o prazer de estudar a Bíblia, permitindo que a mente compreenda bem as histórias e, acima de tudo, a mensagem da Palavra de Deus.

Fonte: Revista Adventista

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Empresário do Ramo de Combustíveis dá Exemplo de Fidelidade ao Sábado

João Francisco do Nascimento foi multado e enfrentou processos por não abrir posto de gasolina aos sábados. Mas decisão da Justiça foi favorável ao empresário adventista.

A fidelidade do empresário João Francisco do Nascimento à guarda do sábado é admirável. Em outubro do ano passado, a decisão da Justiça de autorizar que o posto de gasolina dele fechasse aos sábados chegou a repercutir nacionalmente. A história do morador da cidade de Lagarto, no Sergipe, foi tema de reportagem publicada pela Agência Sul-Americana de Notícias (ASN) na última sexta-feira, 30 de janeiro.

Há 15 anos no ramo de combustíveis, João começou a enfrentar problemas depois que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão que regula o setor, passou a estipular que os postos funcionassem em dias e horários determinados pela Agência.

Por não abrir entre o pôr-do-sol de sexta e o de sábado, o posto do empresário foi autuado duas vezes, uma em 2006 e outra em 2008. Conforme a Resolução 116/200 da Agência Nacional do Petróleo (ANP), os postos devem funcionar, no mínimo, de segunda-feira a sábado, das 6h às 20h. Além das multas, dois processos foram parar na Justiça.

No entanto, em outubro de 2014, a 8ª Vara Federal concedeu liminar, assegurando que o estabelecimento não funcionasse no dia de guarda do empresário. Segundo noticiou o portal Estadão, o juiz federal Jailsom Leandro de Sousa entendeu que “o dono do posto é pessoa física, e seu credo atinge todos os aspectos da vida, inclusive o profissional”, determinando sentença favorável ao empresário em respeito à liberdade religiosa.

Embora o Ministério Público tenha recorrido da decisão, levando o processo para segunda instância, o empresário continua sendo fiel aos seus princípios religiosos.

Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui.

Fonte: Revista Adventista

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Fórum Mundial de Comunicação e Tecnologia Será Online em 2015

Com o propósito de conectar mais pessoas ao redor do mundo, evento também terá transmissão simultânea para o português, francês e espanhol por meio da internet.

O GAiN (Global Adventist Internet Network), evento mundial organizado pela Igreja Adventista anualmente, acontecerá em um novo local em 2015: na internet. A conferência, que pelo quarto ano discute tendências emergentes das tecnologias da comunicação e novas formas de evangelizar, será realizada entre os dias 11 e 15 de fevereiro por meio do site www.gain.adventist.org. Com a mudança do ambiente presencial para o virtual e a facilidade de participar da programação de qualquer lugar do mundo sem sair de casa, a expectativa é que o fórum conecte um número ainda mais significativo de pessoas.

As palestras, que costumam ser seguidas de debates ao vivo, serão transmitidas três vezes por dia, a fim de atender aos diversos fusos horários. Haverá tradução simultânea para o português, espanhol e francês. “Esta é uma nova maneira de envolver as pessoas na conversa sobre tecnologia, ministério e evangelismo”, afirma Williams Costa Jr., diretor mundial de comunicação da Igreja Adventista. Serão tratados assuntos como segurança cibernética, desenvolvimento de aplicativos e games evangelísticos, educação a distância e gestão de marcas.

Qualquer pessoa pode assistir ao evento. Basta efetuar gratuitamente o cadastro por meio do site oficial do GAiN. No endereço eletrônico, também é possível conferir a programação.

Fonte: Adventist News Network

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Fogo Estranho

Este vídeo analisa as manifestações miraculosas que se acontecem nos modernos cultos cristãos de adoração. A origem e os métodos das mega-igrejas e sua religião baseada nas necessidades são discutidas e expostas.

Qual a fonte de sua inspiração? De que poço estão tirando sua água? E onde estão indo as filosofias de seus mega-pregadores como Rober Schuller, Bill Hybels, Rick Warren, Kenneth Copeland, Beny Hinn, etc.?

Nesta palestra aprendemos que na teologia moderna tem havido uma mudança da religião teocêntrica para a antropocêntrica, da salvação pela fé e confiança na expiação, a um evangelho social. Expõe os enganos do falso dom de línguas e da indústria de música cristã contemporânea.

“Têm um palavreado sem sentido a que chamam língua desconhecida, desconhecida não só ao homem, mas ao Senhor e a todo o Céu” – Ellen G. White em Jesus, Meu Modelo (Meditação Matinal), p. 192


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O Perigo da Secularização

É crescente a secularização da música e de tudo o que envolve os cultos de adoração a Deus, momentos em que deve predominar somente aquilo que O agrada. Quaisquer aspectos que contribuam apenas para satisfazer as emoções do adorador hão de tornar o ambiente de adoração (igreja) mais semelhante às práticas musicais seculares (palco e plateia).

Trata-se de uma questão de submissão à vontade de Deus em tudo o que diz respeito à adoração.

O texto a seguir é o resumo de uma pesquisa realizada pela professora Jenise Torres. Que estes textos possam orientá-lo(a), trazendo respostas e fortalecendo novas decisões acerca da música que ouvimos, criamos e executamos. Boa leitura!

Secularização

Secularização é o processo através do qual uma pessoa, ou instituição religiosa, progressivamente adota os modelos de pensamento e de conduta do mundo.

Estilo de vida é a forma como vivemos nossa vida cada dia. A forma como vivemos nossa vida é o que somos como pessoas.

O estilo de vida de Jesus Cristo, registrado nos evangelhos, mostra total incompatibilidade com os padrões e as práticas da sociedade humana. A verdadeira experiência cristã é aquela que imita Jesus Cristo no estilo de viver em todas as áreas da vida, em qualquer lugar e em qualquer ocasião.

Deveriam o gosto pessoal e os costumes culturais da sociedade ser as bases de qualquer critério para definir o que é ou não é apropriado nos cultos?

Qual é o efeito do uso de tambores, e instrumentos assemelhados, no caráter dos cultos? Esses instrumentos contribuem para a reverência?

A contribuição musical que os tambores podem oferecer limita-se ao reforço rítmico que gera fortes respostas corporal e emocional, porque esses instrumentos não produzem nem melodia nem harmonia [com exceção do tímpano].

As igrejas que adotam o uso desses instrumentos nos cultos amadurecem espiritualmente? Ou o resultado é apenas o aumento da quantidade de pessoas nos cultos?

Qual é o verdadeiro motivo para nos cultos serem adotados os tambores e todos os estilos musicais que os usam? Seria para criar um ambiente mais semelhante às práticas musicais seculares? A quais interesses este padrão musical secular adotado por determinadas igrejas pretende satisfazer?

“Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens e ensinando-nos, para que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos neste mundo de maneira sóbria, justa e piedosa, aguardando a bendita esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, que Se entregou a Si mesmo por nós para nos remir de toda a maldade e purificar para Si um povo todo Seu, consagrado às boas obras”.Tito 2:11 a 14.

“Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, assim como Eu também não sou. Santifica-os na verdade, a Tua palavra é a verdade”.João 17: 15 a 17.

Outros textos selecionados [de Ellen G. White]

“Satanás está alerta, a fim de poder encontrar a mente num momento de desatenção, e assim tomar posse dela. Não precisamos ficar ignorantes de suas estratégias, tampouco ser por elas vencidos”. (Mente, Caráter e Personalidade, vol. 1, p. 24).

“Erros serão apresentados de maneira agradável e lisonjeira. As mais sedutoras influências serão exercidas; mentes serão hipnotizadas”. (Testemunhos Para a Igreja, vol. 8, p. 292).

“Mas Deus terá sobre a Terra um povo que mantenha a Bíblia, e a Bíblia só, como norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas”. (O Grande Conflito, p. 595).

“Entre os anjos não há exibições musicais tais como: movimentação física, voz áspera e estridente, uso de todo o poder e volume de voz que é possível. Isso não traz nenhuma melodia para aqueles que a ouvem na terra ou no Céu. Essa maneira não é aceitável a Deus”. (Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 333)

“Digo a todos: Estai de sobreaviso, pois, como anjo de luz, Satanás está percorrendo todas as reuniões de obreiros cristãos, e em cada igreja procura ganhar para o seu lado os membros”. (Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 272).

“Não permitais que vossos esforços sejam no sentido de seguir os modos do mundo, mas as maneiras de Deus. Os que, em seu trabalho para Deus, confiam em planos mundanos para obter êxito, hão de fracassar. O Senhor requer uma mudança em vossa maneira de trabalhar”. (Evangelismo, p. 148)

“A associação com as coisas do mundo no setor musical é considerado inofensivo por alguns observadores do sábado. Tais pessoas estão, porém, em terreno perigoso. É assim que Satanás procura desviar homens e mulheres, e dessa maneira tem ganhado o controle de almas. Tão suave, tão plausível é o trabalho do inimigo que não se suspeita dos seus ardis, e muitos membros de igreja tornam-se mais amigos dos prazeres que amigos de Deus”. (Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 332)

“Ele [Satanás] levará o maior número possível a adiar o dia mau e se tornar no procedimento, semelhante ao mundo, imitando-lhe os costumes”. (Conselhos Para a Igreja, p. 84)

“O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruídos. Isto é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças das instrumentalidades satânicas misturam-se com o alarido e o barulho para ser ter um carnaval, e isto será chamado de operação do Espírito Santo”. (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 37)

“O mesmo mal que agora existe em nossas igrejas tem existido há anos. Formalidade, orgulho e amor à ostentação têm ocupado o lugar de verdadeira piedade e humilde devoção”. (Fundamentos da Educação Cristã, p. 253)

“O Espírito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e multidão de sons. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente”. (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 38)

“A movimentação física no cantar é de pouco proveito. Tudo que de algum modo está ligado com o culto religioso deve ser elevado, solene e impressivo. Notas ásperas e gesticulações exageradas não são exibidas entre os componentes do coro angelical”. (Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 333)

“Caso estejamos realmente jornadeando [para o Céu], o espírito do Céu habitará em nosso coração aqui. Mas, se não encontrarmos prazer agora na contemplação das coisas celestiais; se não temos qualquer interesse em buscar o conhecimento de Deus, deleite algum em deter os olhos no caráter de Cristo; se a santidade não exerce a menor atração sobre nós – podemos estar certos de que é vã nossa esperança do Céu”. (Visões do Céu, p. 64)

“Sua religião parece ser mais da natureza de um estimulante do que uma permanente fé em Cristo. Os verdadeiros pastores conhecem o valor da obra interior do Espírito Santo sobre o coração humano. Satisfazem-se com a simplicidade nos cultos. Em vez de dar valor ao canto popular, volvem sua atenção principalmente para o estudo da Palavra, e dão de coração louvor a Deus”. (Evangelismo, p. 502)

“Não temos tempo agora para gastar em buscar as coisas que agradam unicamente aos sentidos”. (Evangelismo, p. 510)

“As formas, cerimônias e realizações musicais não são a força da igreja. No entanto, estas coisas tomaram o lugar que deveria ser dado a Deus, tal como se deu no culto dos judeus”. (Evangelismo, p. 512)

“Nada do que é sagrado, nada do que está ligado ao culto divino, deve ser tratado com negligência ou indiferença. Para que os homens possam verdadeiramente glorificar a Deus, importa que em sua associação de ideias façam distinção entre o que é sagrado e o que é profano”. (Testemunhos Seletos, p. 194)

“Há Arãos flexíveis, que ao mesmo tempo em que mantêm posições de autoridade na igreja, cederão aos desejos dos que não são consagrados, e assim os induzirão ao pecado”. (Patriarcas e Profetas, p. 317)

“A menos que aos crentes sejam inculcadas ideias precisas acerca do culto verdadeiro e da verdadeira reverência para com Deus, prevalecerá entre eles a tendência para nivelar o sagrado ao comum. Tais pessoas, professando a verdade, serão uma ofensa a Deus e uma lástima para a religião”. (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 202)

“Alguns pastores cometem o erro de pensar que o sucesso depende de arrastar uma grande congregação pelo aparato exterior, anunciando depois a mensagem da verdade em estilo teatral. Isso, porém, é empregar fogo comum, em lugar de fogo sagrado ateado por Deus. O Senhor não é glorificado por essa maneira de trabalhar. Não por meio de notícias sensacionalistas e dispendiosas exibições, que há de Sua obra ser levada a cabo, mas seguindo os métodos de Cristo”. (Evangelismo, p. 136)

“O inimigo acompanhará de perto e aproveitará todas as vantagens que tiver das circunstâncias, a fim de rebaixar a verdade pela introdução de demonstrações indignas. Nenhuma dessas apresentações deve ser permitida. As preciosas verdades que nos foram dadas devem ser pregadas com toda a solenidade e com santa reverência”. (Evangelismo, p. 138)

“Quando se corrompeu a primitiva igreja, afastando-se da simplicidade do evangelho e aceitando ritos e costumes pagãos, perdeu o Espírito e o poder de Deus”. (Eventos Finais, p. 228)

“Quando o Senhor opera mediante instrumentos humanos, quando os homens são movidos com poder do alto, Satanás leva seus agentes a exclamar: Fanatismo! e a advertir o povo a não ir a extremos”. (Obreiros Evangélicos, p. 170)

“Aquele que abafa as convicções do dever pelo fato de este se achar em conflito com as tendências pessoais perderá finalmente a capacidade de discernir a verdade do erro. A pessoa se separa de Deus. Onde a verdade divina for desdenhada, a igreja será deixada em trevas, a fé e o amor esfriarão, e surgirá a dissensão”. (O Grande Conflito, p. 169)

“Muitos que tiveram grande luz, grandes oportunidades e toda a vantagem espiritual dão louvor a Cristo e ao mundo numa mesma expressão. Curvam-se perante Deus e Mamom. Alegram-se com os filhos do mundo não obstante declarem ser abençoados com os filhos de Deus. Desejam ter a Cristo como Salvador, mas não querem levar a cruz e tomar Seu jugo”. (Testemunhos Para a Igreja, p. 76)


A professora Jenise Torres é graduada em Letras e em Música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e pós-graduada em Tecnologia Educacional pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Recentemente organizou a coletânea
No Templo Cristão, reunindo textos de diferentes autores sobre o tema da música na adoração a Deus.


Fonte: Música Sacra e Adoração

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Terror: Estado Islâmico Convoca Muçulmanos a Perseguirem Cristãos em Todo o Mundo

Os extremistas do Estado Islâmico fizeram uma convocação aos muçulmanos de todo o mundo para que persigam os cristãos de forma ininterrupta. A mensagem, destinada aos simpatizantes do terrorismo religioso, foi entregue em tom de ameaça aos seguidores de Jesus Cristo.

Mohammad al-Adnani, porta-voz do grupo terrorista, disse que as ações perpetradas pelos muçulmanos nos países do Oriente Médio e em Paris, na França, são apenas o começo da perseguição.

“Pedimos aos muçulmanos da Europa e do Ocidente infiel que ataquem em todos os lugares […] Nós prometemos aos cristãos que eles continuarão vivendo em estado de alerta, de terror, de medo e de insegurança […] Vocês ainda não viram nada”, afirmou al-Adnani, de acordo com informações do jornal Correio do Povo.

A promessa de perseguição não se resume aos cristãos: o Estado Islâmico tem como uma de suas bandeiras a aniquilação de Israel, ideia que é compartilhada por outros grupos islâmicos, e que já recebeu demonstrações de simpatia de governantes de países como o Irã, por exemplo.

Em outubro de 2014, o Estado Islâmico se referiu aos fiéis em Jesus Cristo como seus maiores inimigos, e orienta aos muçulmanos que usem todas as ferramentas à disposição para matar cristãos: “Quebre a cabeça deles com uma pedra, ou mate-os com uma faca, ou atropele-os com seu carro, ou derrube-os de um lugar alto, ou sufoque-os, ou envenene-os… Você pode destruir tanto seu sangue quanto sua riqueza”, sugere um dos vídeos publicados pelos terroristas. []

Fonte: Gospel +

Nota: “Satanás está em constante operação para agitar os poderes do inferno de sua confederação do mal contra os justos. Ele capacita instrumentos humanos com seus próprios atributos. Anjos malignos, unidos com homens maus, empreenderão esforços para prejudicar, perseguir e destruir.” [A Verdade Sobre Os Anjos, p. 270]

“Através de séculos de perseguição, conflito e trevas, Deus tem amparado Sua igreja. Nenhuma nuvem sobre ela caiu, para a qual Ele não estivesse preparado; nenhuma força oponente surgiu para impedir Sua obra, que Ele não houvesse previsto. Tudo sucedeu como Ele predisse. Ele não deixou Sua igreja ao desamparo, mas traçou em declarações proféticas o que deveria ocorrer, e aquilo que Seu Espírito inspirou os profetas a predizerem, tem-se realizado. Todos os Seus propósitos serão cumpridos. Sua lei está vinculada a Seu trono, e nenhum poder do mal poderá destruí-la. A verdade é inspirada e guardada por Deus; e ela triunfará sobre toda oposição.” [Ato dos Apóstolos, p. 11]

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Que País É Este? O Mesmo, Mas Cada Vez Pior

Nos anos 1980, Renato Russo vociferava nas rádios, nos toca-discos e nos toca-fitas (lembra deles?): “Que país é esse?”, em sua música na qual atacava os desmandos políticos da nação. “Nas favelas, no Senado, sujeira pra todo lado. Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação. Que país é esse?” Três décadas se passaram (e como passaram rápido!), mas muito pouca coisa mudou no aspecto político. Houve, sim, um rodízio de cadeiras, mas a roubalheira continuou. Nosso dinheiro apenas passou a rechear outros bolsos. Mas, para quem acha que as coisas não podem piorar e que o fundo do poço não pode ser ainda mais escavado, convido-o a pensar no aspecto moral deste país. Aí bate o desânimo de vez. Vem outro carnaval aí, e o Ministério da Saúde volta a espalhar seus conselhos: transe à vontade, tudo é festa, só não se esqueça de usar a camisinha. Na TV, mais uma das não sei quantas edições do Big Brother Brasil ganha espaço na mídia, com matérias como esta, no site da maior revista semanal do País: “São apenas oito dias de confinamento, mas a carência afetiva já sobe pelas paredes da casa do Big Brother Brasil 15. Que o digam Rafael e Talita, que decidiram parar de se segurar e deram início, nesta madrugada, ao rali sexual da edição 2015 doreality show, logo após a Festa Árabe preparada pela produção. Com respiração ofegante, juras de amor e peças de roupas íntimas perdidas, ficou bastante claro: já rolando de um tudo embaixo dos edredons. Mesmo sem o devido preparo: a aeromoça teve de solicitar à produção do programa uma pílula do dia seguinte, para garantir que não venha um rebento com cara de Pedro Bial por aí.”

Bastante instrutivo, não? Mesmo quem não assiste fica sabendo do que acontece debaixo dos tais edredons. E, para a moçada desta pátria amada, fica o ensinamento: faça o que você quiser, só não deixe de se prevenir com preservativo e pílula abortiva, como se houvesse preservativo para os sentimentos e as consequências inevitáveis de uma vida desregrada. “Que país é este?”

Nas redes sociais, em lugar de debaterem seriamente a triste situação da Petrobrás, o risco iminente de que milhões de pessoas acabem sem água e no caos urbano, a perseguição e a morte de cristãos em países dominados por radicais islâmicos (imagine que alguém vai dar bola para eles… Pra que estragar nossa festa, não é mesmo?), o assunto que ganhou destaque, ficando no topo dos Trend Topics do Twitter e na boca do povo, foi uma parte anatômica da atriz Paolla Oliveira, que, fiquei sabendo depois, faz o papel de uma prostituta numa série intitulada “Felizes Para Sempre”, veiculada na maior emissora de TV do Brasil – a mesma que usa sua concessão pública para exibir o educativo BBB.

Como levar este país a sério? O carnaval está chegando. Pode até faltar água, mas não nos tirem o pão, a cerveja e o circo. Podem até roubar nosso suado dinheirinho, só não nos deixem sem a diversão garantida pelos BBBs e as Paollas da vida. Queremos distração. Queremos perversão. O maior problema não será a sede e a sujeira ocasionadas pela falta d’água. O maior problema é a sujeira moral, do coração, e a fome da alma, que estão ali, mas todos tentam ignorar, fazendo de conta que não existem.

Que país é este? O pedaço de um mundo à beira do precipício, a poucos centímetros de cair nele.

Michelson Borges

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Religião Provoca Violência?

Nos últimos dez anos, 101 torcedores morreram em brigas de estádio no Brasil. O número é cinco vezes o de mortos em ataques de terroristas muçulmanos na França e o dobro das vítimas da Inglaterra no mesmo período. Podemos então dizer que esporte mata? Que o futebol provoca violência? Pois é exatamente o que fazemos quando culpamos a religião pelo terrorismo. A crueldade do ataque aos jornalistas do Charlie Hebdo faz muita gente ligar os pontos e afirmar que religião causa violência. Gente graúda pensa assim – como Richard Dawkins, na minha opinião um dos gênios vivos da ciência [na opinião de Narloch, fique claro]. Também parece haver bons argumentos para essa ideia. As cruzadas, as carnificinas entre protestantes e católicos nos séculos 16 e 17, os conflitos entre hindus e muçulmanos na Índia: banhos de sangue em nome da fé são frequentes na história.

Mas isso é um mito. Religião não provoca violência, ou melhor: provoca tanta violência quanto qualquer identidade de grupo. O homem mata em nome da fé, mas também em nome de ideologias políticas, da nação, de etnias, da escolha sexual, do estilo de roupas e músicas (como as gangues de Nova York dos anos 80) ou em nome de times de futebol. O problema não é a religião, mas a tendência humana à hostilidade entre grupos [portanto, os que matam em nome da religião, pelo menos os “cristãos”, não estão verdadeiramente seguindo a religião que dizem seguir].

[Depois de um blá-blá-blá evolucionista em busca da origem da violência, Narloch conclui:] Basta uma olhadela na história mundial para perceber que boa parte dela se resume a hordas, gangues, tropas, tribos, times, bandos, exércitos – enfim, coalizões de homens jovens cooperando entre si – lutando contra outras coalizões de homens jovens. A religião, nessa história, é mais um pretexto para justificar uma antiga tendência humana ao antagonismo entre grupos.

Não nego que algumas crenças incitem os fiéis à violência e sejam mais problemáticas que outras. Mas achar que guerras e atentados diminuiriam se as religiões acabassem é ser otimista demais com o homem. Como mostrou o século 20, não é preciso religião para haver massacres e genocídios.

(Leandro Narloch, Veja)

Nota: Faltou Narloch mencionar que os regimes comunistas ateus levaram à morte muito mais pessoas que a Inquisição, as Cruzadas e todos os atentados terroristas juntos. Seria certo dizer que o ateísmo provoca violência?

Fonte: Criacionismo

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