05.11.2013

‎terça-feira, ‎5‎ de ‎novembro‎ de ‎2013

 

“Não há dúvida de que aquele que abençoa é mais importante do que aquele que é abençoado.”

Hebreus 7:7

Para Refletir

 

Cristo Era Suscetível de Ceder à Tentação?

Em sua carta acerca das tentações de Cristo, você diz: “Se Ele era Um com Deus, não poderia cair.” … O ponto que você me pergunta é: Na grande cena do conflito de nosso Senhor no deserto, aparentemente sob o poder de Satanás e seus anjos, era Ele suscetível, em Sua natureza humana, de ceder a essas tentações?

Procurarei responder a essa importante pergunta: Como Deus, Ele não podia ser tentado; mas, como homem, podia sê-lo, e isso fortemente, e podia ceder às tentações. Sua natureza humana teria de passar pela mesma prova e provação que Adão e Eva. Sua natureza humana foi criada; ela nem sequer possuía os poderes angélicos. Era humana, idêntica à nossa. Ele estava transpondo o terreno em que Adão caiu. Achava-se agora no ponto em que, se resistisse à prova e provação em favor da raça decaída, redimiria o ignominioso fracasso e queda de Adão, em nossa própria humanidade.

Seu corpo e Sua mente eram humanos. Ele era osso dos nossos ossos e carne da nossa carne. Esteve sujeito à pobreza desde Sua primeira entrada no mundo. Esteve sujeito a decepções e provas em Seu próprio lar, entre Seus próprios irmãos. Não Se achava rodeado, como nas cortes celestiais, de seres puros e belos. Estava cercado de dificuldades. Veio ao nosso mundo para manter um caráter puro e sem pecado, e para refutar a mentira de Satanás de que não era possível aos seres humanos guardar a lei de Deus. Cristo veio viver a lei em Seu caráter humano exatamente na maneira pela qual todos podem viver a lei na natureza humana se procederem como Cristo procedeu. Ele inspirou santos homens do passado a escreverem para benefício do homem: “Que se apoderem da Minha força, e façam paz comigo; sim, que façam paz comigo.” Isa. 27:5.

Foram tomadas amplas providências para que o homem finito e decaído possa estar tão ligado com Deus que, por meio da mesma Fonte pela qual Cristo venceu em Sua natureza humana, ele consiga resistir firmemente a todas as tentações, como Cristo o fez. Ele esteve sujeito às desvantagens a que está sujeita a natureza humana. Respirou o ar do mesmo mundo que nós respiramos. Permaneceu e viajou no mesmo mundo em que habitamos, o qual, segundo as provas concretas que temos, não era mais adequado à graça e à justiça do que é hoje.

É nosso privilégio possuir os mais altos atributos de Seu Ser, se por meio das providências tomadas por Ele nos apropriarmos dessas bênçãos e diligentemente cultivarmos o bem em lugar do mal. Temos razão, consciência, memória, vontade, afeições – todos os atributos que um ser humano pode possuir. Mediante a providência tomada quando Deus e o Filho de Deus fizeram um concerto para libertar o homem da escravidão de Satanás, foram providos todos os meios para que a natureza humana se unisse com a Sua natureza divina. Nessa natureza é que nosso Senhor foi tentado. Ele poderia ter cedido às enganosas sugestões de Satanás, como Adão o fez, mas devemos adorar e glorificar o Cordeiro de Deus por não haver cedido um i ou um til em nenhum ponto.

Sendo participantes da natureza divina podemos permanecer puros, e santos e incontaminados. A Divindade não Se tornou humana, e o humano não foi deificado pela fusão das duas naturezas. Cristo não possuía a mesma deslealdade pecaminosa, corrupta e decaída que nós possuímos, pois então Ele não poderia ser um sacrifício perfeito.

(Mensagens Escolhidas [Volume 3] – Ellen G. White)

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