07.02.2013

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

“Paulo, fixando os olhos no Sinédrio, disse: “Meus irmãos, tenho cumprido meu dever para com Deus com toda a boa consciência, até o dia de hoje”. Diante disso o sumo sacerdote Ananias deu ordens aos que estavam perto de Paulo para que lhe batessem na boca. Então Paulo lhe disse: “Deus te ferirá, parede branqueada! Estás aí sentado para me julgar conforme a lei, mas contra a lei me mandas ferir?””

Atos 23:1-3

Para Refletir

A posição que os judeus, como povo professo de Deus, ocupavam perante um mundo incrédulo, causava ao apóstolo intensa angústia de espírito. Como os considerariam esses oficiais pagãos? Alegando ser adoradores de Jeová, e exercendo sagrado ofício, entregavam-se não obstante ao controle de uma ira irrazoável e cega, procurando destruir até mesmo a seus irmãos que ousavam diferir deles em fé religiosa, e tornando o seu mais solene conselho deliberativo numa cena de disputa e selvagem confusão. Paulo sentia que o nome de seu Deus tinha sido desonrado aos olhos dos pagãos.

E agora estava ele na prisão, e sabia que seus inimigos em sua desesperada maldade recorreriam a todos os meios para dar-lhe a morte. Seria o caso de estar sua obra pelas igrejas terminada, e que lobos vorazes estivessem para se introduzir nela? A causa de Cristo estava muito perto do coração de Paulo, e com grande ansiedade pensava nos perigos das igrejas espalhadas, expostas como estavam às perseguições de homens precisamente como os que encontrara no conselho do Sinédrio. Com angústia e desfalecimento chorou e orou.

Nesta hora tenebrosa o Senhor não Se esqueceu de Seu servo. Guardara-o da multidão assassina nos pátios do templo; estivera com ele perante o conselho do Sinédrio; com ele estava na fortaleza; e Se revelou a Si mesmo a Sua fiel testemunha em resposta às fervorosas orações do apóstolo, em que pedia que o guiasse. […]

O caso de Paulo não era o primeiro em que um servo de Deus encontrava entre os pagãos um abrigo da maldade do professo povo de Jeová. Em sua cólera contra Paulo, os judeus haviam acrescentado mais um crime ao tenebroso catálogo que marcava a história deste povo. Haviam endurecido ainda mais o coração contra a verdade e tornado mais certa a sua condenação.

Poucos compreendem o amplo significado das palavras ditas por Cristo quando, na sinagoga de Nazaré apresentara-Se como o Ungido. Ele anunciara Sua missão de confortar, abençoar e salvar os aflitos e pecadores; e então, vendo que a incredulidade e o orgulho controlavam o coração de Seus ouvintes, Ele recordou que no passado Deus Se havia retirado de Seu povo escolhido por causa de sua incredulidade e rebelião, e Se tinha manifestado aos das terras pagãs que não haviam rejeitado a luz do Céu. A viúva de Sarepta e Naamã da Síria tinham vivido à altura de toda a luz que possuíam; assim foram eles considerados mais justos que o povo escolhido de Deus que se tinha desviado dEle, e sacrificado o princípio à conveniência e à honra mundana.

(Atos dos Apóstolos – Ellen G. White)

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