08.08.2013

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

 

“Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo e me guardar neste caminho que vou seguindo, e me der pão para comer e vestes para vestir, de modo que eu volte em paz à casa de meu pai, e se o Senhor for o meu Deus, então esta pedra que tenho posto como coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.”

Gênesis 28:20-22

Para Refletir

As circunstâncias que moveram Jacó a fazer este voto ao Senhor eram idênticas às que levam homens e mulheres a fazerem votos a Deus em nossos dias. Por meio de uma ação pecaminosa, obtivera a bênção que, ele sabia, lhe fora prometida pela firme palavra de Deus. Assim fazendo, manifestara grande falta de fé no poder de Deus para realizar Seus desígnios, por mais desanimadoras que fossem as aparências no momento. Em vez de colocar-se na posição que ambicionara, viu-se obrigado a fugir para salvar a vida da ira de Esaú. Levando consigo apenas um cajado, devia atravessar centenas de quilômetros por uma região deserta. Desfaleceu-lhe o ânimo, e sentiu-se tomado de remorsos e timidez, buscando evitar os homens, a fim de que o irmão irado não lhe viesse a descobrir a pista. Não possuía a paz de Deus a confortá-lo; pois atormentava-o a ideia de haver perdido a proteção divina.

Vai declinando o segundo dia de sua jornada. Jacó sente-se fatigado, com fome, sem lar, e julga-se desamparado por Deus. Sabia haver trazido isto sobre si mesmo em consequência de seu errado procedimento. Envolvem-no as sombras do desespero, e sente-se como um rejeitado. O coração é-lhe invadido de indizível terror, e mal ousa fazer sua oração. Está, porém, tão solitário, que sente, como nunca dantes, a necessidade da proteção divina. Chora, e confessa diante de Deus o seu pecado, e roga uma prova de que Ele o não tenha desamparado por completo. O coração opresso, no entanto, não encontra alívio. Perdera toda a confiança em si mesmo, e teme que o Deus de seus pais o haja rejeitado. Mas Deus, o misericordioso Deus, Se compadece daquele homem desolado, tomado de dor, que faz das pedras seu travesseiro, e não tem por cobertura senão a abóbada celeste.

Numa visão da noite, viu ele uma escada mística, cuja base descansava na Terra, e cujo topo tocava o Céu, para além das estrelas. Anjos mensageiros subiam e desciam por essa escada de brilho refulgente, indicando-lhe o meio de comunicação entre a Terra e o Céu. E aos seus ouvidos chega uma voz que lhe renova a promessa de misericórdia e proteção e de bênçãos futuras. Quando Jacó despertou desse sonho, disse: “Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia.” Gên. 28:16. Olhou em volta de si como se esperasse ver os mensageiros celestes; mas seu olhar ansioso, errante, não divisou senão o indeciso contorno dos objetos terrestres, e em cima o céu repleto de estrelas cintilantes. A escada e os luminosos mensageiros haviam desaparecido, e só com a imaginação podia ele ver a gloriosa Majestade do alto.

Jacó ficou tomado de respeito diante do profundo silêncio da noite, e sentiu a vívida impressão de que se achava na imediata presença de Deus. O coração encheu-se-lhe de gratidão por não haver sido destruído. Não pôde mais conciliar o sono aquela noite; um profundo e fervoroso reconhecimento, impregnado de santa alegria, invadiu-lhe a alma. “Então levantou-se Jacó pela manhã de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por sua cabeceira, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela.” Gên. 28:18. E ali fez ele seu voto solene a Deus.

(Testemunhos Seletos [Volume 1] – Ellen G. White)

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