08.01.2013

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

 

Agora, eis o rei que escolhestes e que pedistes; eis que o Senhor tem posto sobre vós um rei.

1 Samuel 12:13

Para Refletir…

 

Não se pode dar prova maior do poder enganador de Satanás do que o fato de que muitos, que assim são levados por ele, enganam-se com a crença de que estão ao serviço de Deus. Quando Coré, Datã e Abirã se rebelaram contra a autoridade de Moisés, pensaram que apenas estavam se opondo a um dirigente humano, um homem como eles mesmos; e chegaram a crer que estavam em verdade a fazer o serviço de Deus. Mas, rejeitando o instrumento escolhido de Deus, rejeitaram a Cristo; insultaram o Espírito de Deus. Assim, nos dias de Cristo, os escribas e anciãos judeus, que professavam ter grande zelo pela honra de Deus, crucificaram a Seu filho. O mesmo espírito existe ainda nos corações daqueles que se põem a seguir sua própria vontade em oposição à de Deus.

Saul tivera a mais ampla prova de que Samuel era divinamente inspirado. O aventurar-se ele a desrespeitar a ordem de Deus dada por intermédio do profeta, era contra os ditames da razão e do são juízo. Sua fatal arrogância deve ser atribuída à feitiçaria satânica. Saul tinha manifestado grande zelo ao suprimir a idolatria e a feitiçaria; no entanto, em sua desobediência à ordem divina fora movido pelo mesmo espírito de oposição a Deus, e inspirado por Satanás tão realmente como são os que praticam a feitiçaria; e, ao ser reprovado, acrescentou a teimosia à rebelião. Não poderia ter oferecido maior insulto ao Espírito de Deus, se abertamente se tivesse unido aos idólatras.

É um perigoso passo menosprezar as reprovações e advertências da Palavra de Deus ou de Seu Espírito. Muitos, como Saul, rendem-se à tentação até que se tornam cegos ao verdadeiro caráter do pecado. Lisonjeiam-se de que tiveram em vista algum bom objetivo, e não fizeram mal por se afastarem dos mandados do Senhor. Assim descontentam o Espírito da graça até que Sua voz não mais é ouvida, e são abandonados às ilusões que escolheram.

Na pessoa de Saul Deus dera a Israel um rei segundo o coração deles, conforme Samuel dissera quando o reino se confirmou a Saul, em Gilgal: “Vedes aí o rei que elegestes, e que pedistes.” I Sam. 12:13. Garboso em sua aparência pessoal, de nobre estatura e porte principesco, seu parecer estava de acordo com as concepções que tinham da dignidade real; e seu valor pessoal e sua habilidade para dirigir exércitos eram qualidades que consideravam mais bem calculadas para conseguirem o respeito e a honra de outras nações. Pouca solicitude experimentavam quanto a possuir o seu rei aquelas qualidades mais elevadas que unicamente poderiam habilitá-lo a governar com justiça e eqüidade. Não pediram alguém que tivesse a verdadeira nobreza de caráter, que possuísse o amor e o temor de Deus. Não procuraram o conselho de Deus quanto às qualidades que um governante deveria possuir, a fim de preservar o caráter distintivo e santo deles como Seu povo escolhido. Não estavam a procurar o caminho de Deus, mas o seu próprio caminho. Portanto Deus lhes deu um rei tal como desejavam – rei este cujo caráter era o reflexo do deles. Seus corações não estavam em submissão a Deus, e seu rei também não era dominado pela graça divina. Sob o governo deste rei, obteriam a experiência necessária para poderem ver seu erro, e voltarem à sua fidelidade para com Deus.

Contudo, tendo o Senhor posto sobre Saul a responsabilidade do reino, não o deixou entregue a si mesmo. Fez com que o Espírito Santo repousasse sobre Saul para revelar-lhe suas fraquezas, e sua necessidade de graça divina; e, se Saul tivesse depositado confiança em Deus, teria Deus estado com ele. Enquanto sua vontade foi dirigida pela vontade de Deus, enquanto se entregou à disciplina de Seu Espírito, Deus pôde coroar de êxito os seus esforços. Mas, quando Saul preferiu agir independentemente de Deus, o Senhor não mais pôde ser seu guia, e foi obrigado a pô-lo de parte. Então Ele chamou ao trono “um homem segundo o Seu coração” (I Sam. 13:14); não um que fosse irrepreensível em seu caráter, mas que, em vez de confiar em si, confiaria em Deus, e seria guiado por Seu Espírito; que, ao pecar, sujeitar-se-ia à reprovação e correção.

(Patriarcas e Profetas Ellen G. White)

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