Crença e Prática

“Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se o vires nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante?” Isaías 58:6, 7

A Teologia da Libertação, mencionada anteriormente, criticou de modo severo a teologia tradicional por sua grande insistência na “crença correta”, a ortodoxia, tendo se esquecido completamente da “prática correta”, a ortopráxis. De fato, não podemos pretender inocência nesse particular.

Em muitas ocasiões da história, aqueles que foram zelosos e absorvidos pela ênfase na crença esqueceram-se da outra face da mesma moeda: a prática. Crença correta tem sentido apenas quando ela nos leva à prática ou às ações corretas. Unilateralidade aqui é indesculpável. Pode ser vista apenas como uma máscara para desviar a atenção do dever.

O curioso é que o texto do profeta Isaías mencionado hoje foi escrito originalmente para pessoas não muito diferentes de nós. Preocupadíssimos com a guarda do verdadeiro dia de repouso, com o Dia da Expiação e a purificação do santuário, zelosos com as leis de saúde, acabaram negligenciando o “comportamento correto” em relação aos pobres e oprimidos. O profeta repreende seriamente o desequilíbrio entre a crença e a prática.

Não pergunte se Deus Se preocupa com os pobres. Essa não é a questão. Eu, você e a igreja nos preocupamos com eles? Essa é a pergunta real. Quando você tiver tempo, dê uma olhada no Google sobre “pobreza” e “fome” no mundo. Se você não tem acesso à internet, não há problema; basta olhar ao redor. A realidade é alarmante. O texto de hoje fala de alimento, abrigo, hospedagem, vestuário. São as mesmas categorias indicadas por Jesus em Seu discurso sobre o grande julgamento em Mateus 25:31-40. Quando estivermos reunidos, naquele dia, diante do grande trono branco, o Rei Jesus não perguntará se tivemos a crença correta, mas se aquilo em que cremos foi tão real que afetou nossas ações. O exame final não será essencialmente sobre a crença correta, mas sobre a prática correta. Talvez não poderemos fazer tanta diferença, mas eu, você e a igreja podemos ajudar a muitos. Madre Teresa de Calcutá corretamente observou que as “mãos que servem são mais sagradas do que os lábios que oram”.

Meditação Matinal 2014

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Sobre Silvio L. Marcelino

Cristão (Adventista do Sétimo Dia). Tecnólogo em Marketing, Licenciado em História - Atualmente atua como Professor de História.
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