Quem Foi Guilherme Miller?

Guilherme Miller, fazendeiro não muito comum, era o mais velho entre 15 irmãos. Por sua curiosidade e sede pelo conhecimento desenvolveu um conhecimento básico da Bíblia e através de muita leitura, desenvolveu também um bom conhecimento da história secular. Aos 21 anos, casou-se com uma jovem de Poultney, Vermont, “do outro lado do limite estatal do lar de sua família em Low Hampton, Nova Iorque”.

O jovem e entusiasmado Miller, sob a influência de uma mãe religiosa e de parentes pregadores Batista, desenvolveu apreciação à Bíblia. Entretanto, também influenciado por amigos céticos, concluiu que uma filosofia deísta, até o momento, era mais razoável do que as mensagens da Bíblia, que lhe pareciam cheias de enfadonha incoerência.

 Pouco antes do início da guerra de 1812, ele tornou-se tenente na milícia estadual, e durante a guerra chegou a ser promovido ao posto de capitão no exército. As experiências negativas e positivas de Miller em tempo de batalha abalaram sua fé no deísmo. “Ao ver companheiros morrendo, ele se preocupou com a questão de uma vida futura.” Esteve inserido na Batalha de Plattsburg, onde as forças americanas inexperientes eram inferiores em número expressivo pelos veteranos britânicos. Entretanto, os ingleses foram vencidos. “Poderia isso ser uma intervenção divina?” ele indagava.

Ao findar da guerra, Miller voltou para Low Hampton com o objetivo de cuidar melhor de sua mãe enviuvada. Neste ínterim, Miller começou a freqüentar a Igreja Batista local, e aos poucos foi se encantando com a beleza de Jesus Cristo como salvador pessoal. Ao ser ridicularizado pelos amigos deístas, Miller propôs desenvolver e iniciar um programa de estudo bíblico sistemático para estabelecer um verdadeiro e profundo fundamento para sua fé.

Ao perceber que os comentaristas bíblicos se diferiam largamente entre si, decidiu usar somente a “Bíblia e uma Concordância de Cruden”, e permitir que a Bíblia sozinha fosse sua própria intérprete. Guilherme Miller estudou verso por verso da Escritura, partindo de Gênesis e terminando em Apocalipse, e buscou cuidadosamente fundamentar satisfatóriamente suas interpretações.  “Descobriu logo cedo que a Bíblia deveria ser interpretada literalmente, a menos que o contexto indicasse com clareza que o escritor estava usando linguagem figurativa”.

Seu parcial conhecimento de história o ajudou a compreender muitas das profecias de Daniel podendo contribuir com muitas das interpretações que apontavam para os últimos eventos e para a segunda vinda de Cristo.

* Fonte de pesquisa:

SCHARS, Richard W. e GREENLEAF, Floyd. Portadores de luz: A história da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Unaspress, Engenheiro Coelho/SP, p. 29-31.

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Sobre Silvio L. Marcelino

Cristão (Adventista do Sétimo Dia). Tecnólogo em Marketing, Licenciado em História - Atualmente atua como Professor de História.
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