Ver O Que Já Existe

“Abrindo-lhe Deus os olhos, viu ela um poço de água.” Gênesis 21:19

Para um grande número de pessoas, a religião é primariamente uma coleção de crenças que deve ser aceita ou uma série de rituais e fórmulas. A religião real, contudo, é uma forma de ver. Ela não muda os fatos do mundo em que vivemos, mas transforma nossa maneira de ver e interpretar esses fatos. As circunstâncias podem permanecer as mesmas, porém nossa leitura delas é alterada, permitindo-nos experimentar uma libertação antes desconhecida e viver em outro nível da existência.

O capítulo 21 de Gênesis narra a história de Agar, a concubina de Abraão, que havia concebido um filho do patriarca, naquela tentativa de sua esposa de “ajudar” o plano divino. Mas agora, dominada pela inveja e ciúme, Sara resolve se livrar de Agar e de seu filho. Banidos, os dois estão errantes, perdidos no deserto de Berseba, sem água. A criança está a ponto de morrer de sede. Em desespero, a mãe coloca o menino à sombra de um arbusto e se afasta para não ver o desfecho do drama. Então o texto bíblico acrescenta que Agar “levantou a voz e chorou” (v. 16). “Deus ouviu a voz do menino” (v. 17). Quando as Escrituras dizem que Deus “viu” ou “ouviu” alguém em desespero, isso invariavelmente significa que Ele está para agir. Em nossa percepção, qual deveria ser a ação divina? Esperaríamos que Ele criasse um oásis com palmeiras verdes e uma cascata de águas cristalinas e refrescantes. Mas não é isso que lemos. Deus não realizou um milagre em nossos termos.

“Abrindo-lhe os olhos, viu ela um poço de água” (v. 19). Deus, ao que parece, não criou recursos que não existiam antes. O milagre se operou em Agar, para que ela visse o poço que passara despercebido. Assim, o mundo que momentos antes havia sido visto como árido e cruel, sem qualquer esperança, agora parece viável, oferecendo sustento à vida. O poço estivera lá todo o tempo. O mundo nunca fora inteiramente cruel e sem esperança, mas, até que Deus lhe abrisse os olhos, Agar via a vida apenas como uma futilidade. Talvez este seja seu problema hoje. Pela atitude negativa e desespero, podemos não enxergar os recursos disponíveis. Ore para que Deus lhe abra os olhos. Se não pudermos ver, então até mesmo os milagres, para não falar dos “poços” ao redor, passarão despercebidos.

Fonte: Meditações Diárias – 2014 (Encontros Com Deus)

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Sobre Silvio L. Marcelino

Cristão (Adventista do Sétimo Dia). Tecnólogo em Marketing, Licenciado em História - Atualmente atua como Professor de História.
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2 respostas para Ver O Que Já Existe

  1. Esta mulher, após a decepção de 1844 tentou de todas as formas uma audiência com Guilherme Miller, e era chamada pelos atendentes de Miller, como: Ellen, A Louca.
    Na “febre do feno” nos EUA a única esperança para escaparem da morte (não havia antibióticos) era o uso da casca de uma árvore (quinino), tomada bem quente. Os que contraiam a endemia ansiavam por água fresca. A água fria fazia paralisar o sistema do baixo ventre e as pessoas morriam com dores lancinantes. Esta mulher aconselhava dar “água fresca aos lábios sequiosos das almas que sofriam”, e não sabemos até hoje quantos pais de famílias, crianças, velhos, homens e mulheres morreram com este conselho estúpido desta “profetisa” – esta é a verdade, além de outras loucuras que esta mulher fez na IASD.

    • Antonio, boa tarde!

      Na verdade Ellen G. White após se casar com Tiago White se junta ao movimento Milerita após 1844.

      “O dia 23 de Outubro trouxe a amarga verdade : Jesus Cristo não tinha regressado. A 10 de Novembro de 1844 através duma declaração oficial em Bóston, os responsáveis do Movimento reconheceram o seu erro quanto à interpretação do acontecimento, sem colocarem em causa a cronologia bíblica. Muitos membros do Movimento abandonaram e regressaram às suas igrejas de origem, outros que ficaram, procuravam encontrar resposta às questões e à esperança bíblica.
      Guilherme Miller, ia visitando alguns desses grupos, procurando encorajá-los a guardarem a sua fé. Morreu cego a 20 de Dezembro de 1849. Do grande movimento Milerita que segundo alguns teria alcançado o número de 1 milhão de seguidores, várias denominações se formariam : The Evangelical Adventists, organizados em 1858 The Advent Christians, organizados em 1861 A Igreja Adventista do Sétimo Dia The Church of God, organizada em 1866 The Life and Advent Union The Churchs of God in Christ Jesus A existência destas denominações espelha um pouco a amplitude e a importância que o movimento Milerita teve nos Estados Unidos nos finais do século XIX.” (Portal IASD)

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