Açúcar e Demência

Altos níveis de glicose no sangue aumentam o envelhecimento do cérebro e o risco de doenças, aponta estudo.

O envelhecimento da população transformou as demências em problema de saúde pública. As epidemias mundiais de obesidade e diabetes parecem aumentar a incidência de algumas formas de demência, embora os resultados dos estudos sejam muitas vezes controversos.

A relação entre as taxas de açúcar no sangue e o risco de desenvolver demência foi explorada num trabalho conjunto realizado nas Universidades de Washington e Harvard.

Pelo número de pessoas acompanhadas, a metodologia científica criteriosamente selecionada e a publicação em revista de grande impacto (The New England Journal of Medicine), essa pesquisa tem tido grande repercussão na literatura.

O estudo envolveu 1.228 mulheres e 839 homens com 65 anos de idade ou mais (média: 76 anos), sem sinais de demência, que faziam parte de uma coorte seguida pelo Adult Changes in Thought (ACT), no estado de Washington.

Os participantes retornavam a cada dois anos para testes de avaliação das habilidades cognitivas. Se o resultado mostrasse algum déficit, eram encaminhados para uma bateria de exames clínicos, laboratoriais e neuropsicológicos para afastar ou confirmar o diagnóstico de Alzheimer ou outro quadro demencial.

Os níveis de glicose no sangue foram recolhidos das sucessivas dosagens de glicemia e de hemoglobina glicada, realizadas pelos participantes a partir de 1988. As médias desses valores nos últimos cinco anos foram comparadas com as de períodos anteriores.

Para afastar a ingerência de outros fatores sabidamente envolvidos no risco de desenvolver demência, o grupo foi estratificado de acordo com a prática de atividade física, nível educacional, fumo, doença coronariana, doenças cerebrovasculares e hipertensão.

Nos cinco anos que precederam a avaliação, a média da glicemia de jejum dos participantes sem diabetes foi de 101 mg/dL, número que aumentou para 175 nos portadores de diabetes.

Em 6,8 anos – período médio de acompanhamento – ocorreram 524 casos de demência (25,4%), assim distribuídos: 450 entre os 1.724 sem diabetes (26,1%) e 74 entre os diabéticos (21,6%).

Entre os participantes sem diabetes o risco de demência aumentou à medida que os níveis de glicose no sangue aumentaram: entre aqueles com glicemia de jejum de 115 mg/dL houve 18% mais demências do que naqueles com glicemia igual a 100.

Entre os diabéticos, quanto mais alta a glicemia maior o número de demências. Aumentar a glicemia de 160 para 190 mg/dL fez aumentar 40% no risco de demência.

A conclusão dos autores é enfática: “Nesse estudo prospectivo, realizado na comunidade, verificamos que níveis mais altos de glicose estão associados a aumento do risco de demência, em populações com ou sem diabetes. Os dados sugerem que níveis mais elevados de glicose podem ter efeitos deletérios no cérebro que envelhece”.

Fartura à mesa, vida sedentária, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, demência na velhice, será esse o destino implacável de nossa espécie?

Fonte: Carta Capital

Nota: Açúcar não é bom para o estômago. Causa fermentação, e isto obscurece o cérebro e ocasiona mau humor.

Em geral, usa-se demasiado açúcar no alimento. Bolos, pudins, massas folhadas, geléias e doces são causa ativa de má digestão. Especialmente nocivos são os cremes e pudins em que o leite, ovos e açúcar são os principais elementos. Deve-se evitar o uso abundante de leite e açúcar juntos.

O açúcar abarrota o organismo. Entrava o trabalho da máquina viva. (…)

Sento-me com freqüência à mesa de irmãos e irmãs, e vejo que eles usam grande quantidade de leite e açúcar. Isto sobrecarrega o organismo, irrita os órgãos digestivos, e afeta o cérebro. Tudo quanto embaraça o ativo funcionamento do maquinismo vivo, afeta muito diretamente o cérebro. E segundo a luz que me foi dada, o açúcar, quando usado abundantemente, é mais prejudicial que a carne. Estas mudanças devem ser feitas com prudência, e o assunto deve ser tratado de maneira calculada a não desgostar e suscitar preconceito às pessoas a quem queremos ensinar e ajudar.

Não devemos ser dominados para pôr na boca alimento que produza uma condição mórbida, por mais que dele gostemos. Por quê? – Porque somos propriedade de Deus. Tendes uma coroa a conquistar, um Céu a ganhar, um inferno a evitar. Então, por amor de Cristo, eu vos pergunto: Quereis ter diante de vós a luz brilhando em raios límpidos e distintos, e desviar-vos-eis dela então, dizendo: “Eu gosto disto, e gosto daquilo”? Deus concita cada um de vós a começar a planejar, a cooperar com Ele em Seu grande cuidado e amor, para elevar, enobrecer e santificar toda a alma, e corpo e espírito, a fim de sermos coobreiros de Deus. …

É melhor deixar em paz os doces. Deixai em paz aquelas sobremesas doces que são colocadas sobre a mesa. Não necessitais delas. Precisais de uma mente clara para pensar segundo a vontade de Deus. [...]

Não poucos entre os nossos, necessitam instrução acerca dos princípios da reforma de saúde. Há várias preparações inventadas por fabricantes de alimentos saudáveis, e recomendadas como perfeitamente inofensivas; tenho, porém, testemunho diverso a apresentar a esse respeito. Elas não são verdadeiramente saudáveis, e seu uso não deve ser estimulado. Precisamos apegar-nos mais estritamente a um regime simples de frutas, nozes, cereais e verduras. - Conselhos Sobre o Regime Alimentar (pág. 327-330)

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Libertinagem Sexual Perde Freios Entre As Mulheres

Que o mundo há tempo tem tomado uma postura decadente na área sexual, até os pornográficos e viciados em imoralidade sabem disto. Um dia desses li a entrevista de um apresentador de programa que não possui exemplos morais e tem sido uma influência muito forte para a decadência da família e do bom costume afirmar que, mesmo ele, se sente surpreendido com o nível em que as coisas chegaram no mundo atual ao que diz respeito a fidelidade e sexualidade. Portanto, se até as pessoas que fazem parte desta muvuca depravada estão se assustando, quem dirá nós! Portanto, todos, eu disse exatamente todos, não são inocentes diante das escolhas inconsequentes em que estão envolvidos na proliferação do caos sexual e de infidelidades que já chegaram ao pícaro do ridículo.

A razão deste post é referente a matéria que saiu no IG a respeito da pesquisa que aponta sexo casual sem fronteiras por parte agora das mulheres. Incrível como as coisas andam ainda de mal a pior (e eu que imaginava que o pior já havia sido alcançado), pois, o descambo desta vez paira sobre as mulheres. Claro que, a matéria já reflete o que nós já sabíamos, que a libertinagem embora fosse mais comum entre os homens, as mulheres, em algum momento da história, seria levada pelo mesmo sentimento de despudor.

Isto mesmo, logo a mulher que é tão sonhadora e repleta de valores psicológicos que a inseri na redoma da construção familiar. Logo ela que busca realização em construir a sua família, ter o seu marido, os seus filhos e sua própria casa!!! Incrível como o pecado tem conseguido destruir esta estrutura psíquica na mulher. Incrível como tudo na mente humana pode ser praticamente reformatado. Incrível  como a mente humana pode se ajustar mesmo a uma vida sem valores, sem princípios, sem pudor, sem vergonha, sem bons costumes, sem bons exemplos.

No entanto, embora tenhamos liberdade para permitir tal formatação é importante estar ciente que, seremos escravos das consequências. Por esta razão entre outras é que nenhum ser humano tem sido mais afetado por todas estas mudanças do que as mulheres. Pesquisas revelam que vivemos na geração dos antidepressivos, e os maiores consumidores deste tipo de medicamente são exatamente as mulheres. Os consultórios psicológicos estão lotados de pessoas, especialmente de mulheres.

São inúmeras as pesquisas nos grandes veículos de comunicação que enumeram o quanto as mulheres têm entrado em colapso por causa de sonhos desfeitos e despedaçados devido a uma vida liberal e de sexo casual, sem compromisso e fora do casamento. Mesmo Camila Paglia, que fora membro do movimento feminista, reconheceu dias anteriores que o feminismo e toda a liberdade supra reivindicada foi um tiro no pé para o sexo feminino. Ela reconheceu que a extensão da felicidade da mulher depende especificamente dos sonhos um dia acalentados pela própria essência do que é a mulher – os que emolduram os valores de uma vida construída nos alicerces da família – de ter um esposo e filhos em detrimento de uma vida sem restrição e sem valores.

Mas, o que mais me chamou a atenção foi a conclusão da matéria do IG, que uma curiosidade é a incidência de fantasias sexuais com personalidades da televisão brasileira. Atrizes como Bruna Marquezine (33,9%), Isis Valverde (28,6%) e a apresentadora Sabrina Sato (25,3%) dominam os pensamentos dos homens. No imaginário feminino, os protagonistas são: Malvino Salvador (33,3%), Gabriel Braga Nunes (27,7%), Caio Castro (25%) e o cantor Luan Santana (13,8%).

Amigos, sabe o que isto significa? Aqueles atores e atrizes com seus corpos sensuais caprichados pelo PHOTOSHOP televisivo têm sido também os principais atores das fantasias sexuais de muitos homens e mulheres que não pulam a cerca, pelo menos no mundo real. Em outras palavras, para ser mais claro, muitas mulheres e homens, mesmo dentre os casados, quando estão na sua mais pura e inocente intimidade com seu esposo ou esposa, na verdade, embora fisicamente com o seu parceiro, mentalmente estão muito distantes. A sensualidade destes atores de novelas e filmes está invadindo a mente dos que lhes dão a devida atenção. Percebe a razão de tanto combatermos o entretenimento visual televisivo?

Entendem porque a briga de, entre frequentar um cinema ou trazê-lo para dentro de casa, acabam redundando no mesmo problema? Como é possível vencer os hábitos de pensamentos impuros se, até mesmo os mais inocentes filmes são capazes de encher nossas mentes de areias movediças? Particularmente ainda vejo perigo na maioria dos filmes criados pelos mercadores da mídia. Vejo claramente, mesmo de forma latente, em seu conteúdo, as doutrinas de Satanás infiltradas na maioria destes entretenimentos. Satanás sabe o quão frágil se tornou a mente humana diante de seus assaltos e ele entende bem que não precisamos assistir um filme todo picante, basta um pequeno tempero, um quase nada, para manchar a possibilidade de nossa mente se tornar pura.

Abram os olhos amigos, podemos estar tão bem acostumados com o mal que acabamos sendo incapazes de observá-lo ao nosso redor, ou melhor, em nós. Em nossos dias o mal tem ganhado fama de passivo e que uma pequena dosagem dele não é capaz de corromper os bons costumes. Afinal, ninguém é perfeito mesmo!!!!! Parece que o importante não é mais examinar as escrituras, mas, examinai o coração, se ele disser tudo bem, então, TUDO BEM, o resto? Bom, o resto é farisaísmo de quem é supostamente anti-social. Neste caso, acho que Paulo se enquadra nesta categoria, pois assim ele afirmou: “Finalmente irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” (Fl 4:8).

Obs: Este tipo de pesquisa não reflete a sociedade feminina como um todo, pois, quem entra neste tipo de aplicativo é exatamente àqueles (as) que possuem costumes e valores duvidosos. Uma mulher de princípios e costumes devidamente coerentes jamais entram em sites de relacionamento casual. Portanto a pesquisa é completamente tendenciosa e não deve ser considerada científica ou, no mínimo, coesa com a realidade. De qualquer forma ela revela uma tendência a curto ou longo prazo do nível de decadência na sociedade.

Gilberto Theiss – Pastor na Igreja Adventista do Sétimo Dia do Ceará

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A Cultura Da Morte Por Todos Os Lados

Fui comprar o material escolar das minhas filhas e fiquei espantado com a quantidade de produtos com temáticas relacionadas a zumbis, vampiros, múmias, caveiras, enfim, à morte. Em videogames, filmes, seriados e novelas, isso não é novidade. Os mortos e os “espíritos” ganharam as telas faz algum tempo. Mas há não muitos anos, as capas de cadernos eram estampadas com imagens da natureza, de personagens de desenhos animados, atores e atrizes, animaizinhos e coisas afins. Nos meus tempos de criança, zumbis sanguinolentos em capa de caderno ou em estojos seria algo, no mínimo, macabro. Mas as crianças foram sendo acostumadas aos poucos a esse tipo de conteúdo (com a grande colaboração recente das tais Monster High), de forma que, hoje, tratam o tema da vida após a morte, do ocultismo e da bruxaria como brincadeira inocente. Mas não é. A mentira da imortalidade incondicional teve início no Jardim do Éden, quando Lúcifer disse aos primeiros seres humanos que, independentemente do que eles fizessem, continuariam vivos (saiba mais sobre esse assunto aqui). A ideia básica é a de que as pessoas seriam imortais (ou teriam dentro delas uma entidade/essência imortal), mesmo que “desconectadas” da fonte da vida: Deus. E é aí que está o perigo. Desconectados dEle, não temos vida. E como os mortos não podem participar do mundo dos vivos, pois estão inconscientes, num estado de não existência, os que querem se passar por mortos-vivos não são humanos, são anjos caídos, demônios cujo objetivo é justamente afastar as pessoas de Deus. E nesse propósito vale tudo, até usar capas de cadernos.

Outro dia, minha amiga e colega jornalista Marcia Ebinger me disse que viu num aeroporto um livro intitulado Diário de um Vampiro Banana – Porque os mortos também têm sentimentos[!]. Uma das temáticas desse livro que embarca num sucesso literário recente é a seguinte: a frustração por ter toda a eternidade “entediante” pela frente. Que coisa, não?! A verdade é que os mortos não têm sentimentos (confira), mas o que fingem ser mortos brincam com os sentimentos dos vivos.

A eternidade com Deus será tudo, menos entediante. E a vida após a morte não tem nada a ver com zumbis, fantasmas, múmias. A vida após a morte depende de nossas escolhas em vida, e será aquilo que escolhermos: vida eterna ou morte eterna. Simples assim.

Michelson Borges

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Filmes Que Não São O Que Parecem – Noé

Traída por um trailer. Foi assim que me senti durante a exibição de “Noé”, do cineasta Darren Aronofsky. Quando vi o trailer, fiquei maravilhada. Os efeitos especiais, o clima da época, a cena em que o líder dos inimigos diz a Noé: “ Tenho soldados à minha disposição e você sozinho me desafia?” Então, Noé, confiante e tranquilo, responde: “Eu não estou sozinho.” –  Uau! Há muito tempo esperava uma superprodução das histórias maravilhosas do Antigo Testamento. Com os recursos que temos atualmente, daria para fazer cenas grandiosas. Mas…era tudo falso, meus amigos. Cada cena daquele trailer foi cuidadosamente montada para enganar a mim e a você.

Não é nem questão de o filme não ser fiel à Bíblia apenas. É muito pior do que isso. Ele simplesmente conta outra história. Se fosse considerar esse filme realmente como uma interpretação do texto de Noé, eu diria que é uma versão satanista. E olha que não sou adepta de teorias conspiratórias, e não saio por aí chamando qualquer coisa de satanista.

Segundo o filme, quando o Criador expulsou o homem do Paraíso, após Adão e Eva terem desobedecido, um grupo de anjos, que sabia que havia algo de bom no homem (afinal de contas, era a imagem do Criador), ficou com pena da humanidade e resolveu descer para ajudar. O Criador, intolerante, entendeu como traição e puniu aqueles anjos, condenando-os a morarem na Terra, amaldiçoados.

Eles eram luz, mas a partir deste momento, se tornaram gigantes de pedra, fisicamente deformados e tortos (algo como um cruzamento dos Ents, do Senhor dos Anéis, com o monstro de pedra, de História sem Fim e algum parentesco com um monstro de lava – todos em grave estado de desnutrição e com problemas sérios de coluna), mas ainda gente boa. Ensinaram ao homem tudo o que sabiam a respeito da Terra, porque eram bonzinhos e queriam ajudar. Se tornaram os Guardiões e acolheram os filhos de Caim.  Só que foram traídos e desprezados pelos homens, que desvirtuaram o que aprenderam.

Siiim, meus amigos, os demônios, segundo esse filme, são apenas seres bem intencionados que queriam ajudar… Na verdade, em todo o filme, os únicos personagens que despertam alguma empatia no público são esses anjos caídos. Estranho, não? A gente chega a sentir pena deles, pois parecem injustiçados. São bons e simpáticos. Você percebe neles respeito por Deus (!!) e os homens os chamam de “servos do Criador”. Essa perspectiva e a distorção do caráter de Deus, do porquê ele escolheu Noé e a distorção do caráter dos próprios demônios (que, na verdade, caíram porque foram egoístas e orgulhosos, nunca tentaram ajudar ninguém), faz com que eu desconfie seriamente que o filme foi inspirado por um demônio que queria se autopromover.

Como não se trata do Noé que a gente conhece, vou chamá-lo de “Nãoé”. :) No início do filme, os filhos de Caim matam o pai do pequeno Nãoé e roubam uma pele de cobra que ele usava para fazer um ritual de “transferência do direito de primogenitura”, algo como tornar-se protetor do meio-ambiente. Os filhos de Caim são malvados porque exploraram os recursos naturais até que a terra se tornasse árida, comem carne, vivem como seres bestiais famintos (isso eu não entendi. O lugar não tem vegetais e os carnívoros é que passam fome?) e não têm educação.

Um dia, Nãoé sonha com gente morta debaixo d’água e entende que o Criador destruirá o mundo. Sabe que tem que fazer alguma coisa, mas não sabe o quê. Como viu também no sonho a montanha em que mora (sozinho) o avô Metusalém, segue para lá com a família. No caminho, encontra um vilarejo destruído e uma menina ferida, Illa, quase da idade de seu filho Sem (todos os filhos de Nãoé são pequenos). Adota a menina. Na estrada, também encontram os demônios gigantes de pedra com problemas de coluna. Desconfiadas, as criaturas não aceitam ajudar a família e deixam todos em uma vala. No entanto, um gigante com cara de dó volta durante a madrugada para ajudá-los a escapar e segue com eles até a montanha.

Vovô Metusalém é uma espécie de bruxo ou xamã. Dá um chazinho alucinógeno para Nãoé, que vê a arca. (Não é Deus que fala com Noé, é o alucinógeno de Metusalém.) Ele também dá uma semente mágica do Éden a Nãoé, que a planta na terra seca. Essa semente é tipo um feijão mágico vitaminado. Quando os outros demônios vêm levar o demônio traidor, entendem que Nãoé realmente falou com o Criador e resolvem ajudar. Uma floresta cresce em cinco minutos (super feijão mágico) e Nãoé vê ali a madeira para a sua arca. Mãos à obra! A família começa o trabalho, mas quem realmente faz a arca é o diabo e os demônios! Em dez anos, concluem o trabalho. (Na Bíblia levou cem anos, mas no filme, com a ajuda dos demônios, apenas dez.)

Nãoé se convence de que nenhum humano merece viver, nem mesmo sua família. Começa a se tornar egoísta e fanático. Se despersonaliza e agora acredita que a missão deles é salvar os animais, que são inocentes, e manter a Terra limpa dos humanos. Humanos, a sujeira do universo. Ele não é escolhido pelo criador por ser bom, mas por ser obsessivo o suficiente para completar a tarefa. Enquanto no original:

“Disse o SENHOR a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de Mim no meio desta geração.” (Gênesis 7.1)

O filme tenta distorcer a noção de “justo” e “justiça”, usando essas palavras fora de contexto diversas vezes, para tentar transformar Noé e Deus em algo que eles nunca foram. Imagino que possa causar confusão na mente de pessoas que não têm muita noção de quem Deus é e se sentem perdidas em um mundo com tanta maldade e injustiça. Sutilmente elas serão levadas a uma interpretação distorcida da mensagem original.

Arca pronta, os animais começam a entrar e são colocados para dormir com uma fumaça-sonífero. Aí, vamos ao anticlímax total: lembra daquela cena do Trailer? Aquela que eu achei superforte, em que o líder dos inimigos diz a Noé: “Tenho soldados à minha disposição e você sozinho me desafia?” Então, Noé, confiante e tranquilo, responde: “Eu não estou sozinho”.

Pois é…no trailer parecia que ele estava falando de Deus. No filme, quando ele diz isso…adivinha? Se levantam atrás dele todos aqueles demônios de pedra. Só pode ter sido de propósito. Quem quer que tenha montado aquele trailer estava realmente a fim de fazer uma piadinha de mau gosto.

Nem a narrativa presta. O filme tem muitas cenas inúteis e sem noção. Por exemplo, em um momento que deveria ser tenso, quando Cam foge para procurar uma esposa justo na hora de fechar a arca, Illa (namorada/esposa/irmã adotiva de Sem) sai atrás de Cam e encontra o vovô Metusalém na floresta. Ele dá um passe que a deixa com dor de barriga e meio ninfomaníaca. O mundo está acabando, mas Ila ataca Sem no meio do caminho, totalmente sem noção do momento ideal (e do local apropriado) para se fazer as coisas (sério, ela começa a beijar ele e você entende que vão tirar a roupa ali mesmo…).

O diabo (líder dos demônios) morre defendendo a arca, pede ao Criador que o perdoe, vira novamente um anjo luminoso e vai para o céu (momento piada que me fez rir), enquanto o outro (que tem cara de coitadinho) diz, com voz abobalhada: “o Criador levou ele para casa!” Então…todos eles querem defender a arca para serem levados de volta para o céu…e, de fato, são. Quer dizer, o diabo é bom, Deus não está nem aí para ninguém (além de ser psicopata, está muito, muito longe. Não dá para contar com Ele) e o homem é que é ruim. No filme, não tem como se livrar do mal, pois ele está dentro do ser humano. A saída? Não dá para entender racionalmente, não. Tem a ver com amor-sentimento e se deixar levar pelo coração. Bela pregação do inferno e completamente contrário ao que a gente acredita.

Dentro da arca, a família infeliz ouve os gritos das pessoas lá fora e insiste com Nãoé para resgatá-las, pois são pobres pessoas inocentes e famintas (manipulação emocional descarada).

“Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração” (Gênesis 6.5) Ou seja, não eram homens famintos buscando comida. Não eram pessoas inocentes, coitadinhas, ignorantes cujo maior erro era comer animais. Não eram pobres criaturas injustiçadas. Eracontinuamente mau todo desígnio do seu coração. Todo desígnio do coração. De todo mundo, exceto Noé. Como eles iam se arrepender? Como poderiam mudar se não conseguiam enxergar seu erro? E, versículos 7 a 9:

“Então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso Lhe pesou no coração. Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Porém Noé achou graça diante do SENHOR. Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.”

A ideia não era extinguir o homem, mas começar de novo. Deus escolheu Noé porque ele era diferente do restante da humanidade. E decidiu destruir o resto porque, entenda: pessoas vivendo na maldade e na injustiça já estavam mortas diante dEle. Apenas oficializaria sua condição.

Algum tempo depois, Ila descobre que está grávida ao cuspir em uma folhinha mágica…tipo um teste de farmácia pré-diluviano…hahaha… O problema é que Nãoé está convencido de que o criador quer exterminar sua família (Nãoé não leu a Bíblia). A notícia estraga o plano perfeito para a extinção da humanidade. Ele fica revoltado e tem mais um surto psicótico. Acredita que o Criador quer que ele mate o bebê, se for menina, para evitar que faça mais homenzinhos.

Obviamente, como o leitor já adivinhou, vai ser menina. Mas a partir daí o filme vira um dramalhão mexicano, com tentativas de manipulação emocional e tom sombrio, com Nãoé piradão andando pela arca com cara de psicopata e sua esposa magoada e histérica. Não há fé ou demonstrações de grandeza interior. E o Deus do filme é totalmente ausente, omisso, intolerante e cruel. Mais ou menos o que pensam dEle os que interpretam a Bíblia de modo raso e infantil.

Resumindo, Illa entra em trabalho de parto e tem gêmeas. Na hora em que vai esfaquear a cabeça das criancinhas, Nãoé sente amor no coração e o amor vence o ódio. O ódio, no caso, era a ordem do “criador”. Quando resolve desobedecer, Nãoé consegue ser sensato. (oi?)

Mesmo com o conflito resolvido, ao sair da arca, ninguém mais é feliz, nem inocente. Todo mundo matou ou pensou em matar. Não fala de aliança entre Deus e a humanidade, a mensagem original não é passada, o sentido original é distorcido. A história linda descrita nos capítulos 6, 7, 8 e 9 de Gênesis foi transformada em uma palhaçada. Gastaram milhões para enganar os espectadores e fazer uma babaquice pior do que Transformers. Mas dá dinheiro, e isso é o que Hollywood quer. Em um mundo onde o ceticismo burro impera e é fora de moda dizer que acredita em Deus, “Noé” consegue a proeza de enganar cristãos e ateus. Os primeiros, vão assistir por achar que é um filme espiritual. Os outros, vão assistir achando que não é espiritual.

O filme termina, sem que você tenha muita ideia de qual foi a intenção. Um sermão ecológico sobre não destruir os recursos naturais e se manter vegano mesmo no deserto? Uma discussão existencialista sobre “o ser humano merece viver?” Um filme de ficção com batalhas sem graça e personagens rasos? Um filme de terror com sangue espirrado, corpos em estado de putrefação e homens bestializados matando e morrendo por fome? Uma novela mexicana?

Um filme sem graça e mal escrito, pesado e arrastado, com personagens rasos e histórias ridículas. Há quebra de ritmo em diversos pontos e o personagem principal fica doido de uma hora para outra. É risível. Meu marido comentou que apenas dois filmes fizeram com que ele tivesse vontade de sair do cinema antes de terminar. Noé e “The Fountain”. Por coincidência, ambos de Darren Aronofsky. Cansativos, pretensiosos, arrastados, emocionalmente carregados e com tendências ecologico-newage-existencialistas.

O “Noé” do filme não tem nada a ver com o personagem original; o Deus do filme não tem nada a ver com o Deus da Bíblia, a história do filme não tem nada a ver com a história da Bíblia. O roteiro é tão ruim que precisou de um trailer-isca para enganar os incautos. Quero ver se pegassem um livro do Tolkien e fizessem uma distorção desse nível. A essa altura você teria uma porção de nerds dilacerando o roteirista e organizando boicotes em massa. Nunca mais o estúdio se atreveria a fazer algo parecido. O pessoal já ficou indignado porque no segundo filme do “Hobbit” acrescentaram uma personagem que não existia no livro! Imagina se alterassem toda a história, personalidade e caráter de absolutamente TODOS os personagens? O trabalho foi malfeito, mesmo. Eu me senti enganada, traída e assaltada.

Para mim, o verdadeiro roteirista desse filme (por trás do ser humano) foi o mesmo espírito que falou com o amigo perturbadinho de Jó…

“Uma palavra se me disse em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela. Entre pensamentos de visões noturnas, quando profundo sono cai sobre os homens, sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.

Então, um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos do meu corpo; parou ele, mas não lhe discerni a aparência; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz: Seria, porventura, o mortal justo diante de Deus? Seria, acaso, o homem puro diante do seu Criador? Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui imperfeições; quanto mais àqueles que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó, e são esmagados como a traça! Nascem de manhã e à tarde são destruídos; perecem para sempre, sem que disso se faça caso. Se se lhes corta o fio da vida, morrem e não atingem a sabedoria.” (Jó 4.12-21)

E:

“Que é o homem, para que seja puro? E o que nasce de mulher, para ser justo? Eis que Deus não confia nos seus santos; nem os céus são puros aos Seus olhos, quanto menos o homem, que é abominável e corrupto, que bebe a iniquidade como a água!” (Jó 15.14-16)

Esse é o espírito que ajudou a escrever o roteiro de “Noé”. Não é um raciocínio muito semelhante? A forma de distorcer as coisas, dizendo que o diabo não é mau, Deus é que atribui imperfeição a tudo! E o ser humano é um nada, pó, ridículo e desprezível. Essa é a visão do diabo, não de Deus.

O objetivo de Deus sempre foi conseguir uma forma de redimir a humanidade, a quem Ele ama e sempre amou. O diabo nos despreza e sente profunda inveja porque Deus deu ao homem o privilégio de ser chamado Seu filho e de cuidar de tudo o que Ele fez. Se alguém tivesse clamado, querendo ouvir a Deus, como o chefe malvado fez em certo momento do filme, certamente ele não teria ficado de fora.

“Desviando-se o justo da sua justiça e praticando iniquidade, morrerá nela. E, convertendo-se o perverso da sua perversidade e fazendo juízo e justiça, por isto mesmo viverá.” (Ezequiel 33.18,19)

O filme não mostra as falas maravilhosas de Deus, seu amor pela humanidade, sua misericórdia, sua aliança com Noé… além de destruir a imagem de Deus e o que Ele pensa da humanidade, faz parecer que obedecer a Deus é algo ruim, que transforma homens pacatos em psicopatas…

Espero que esse texto ajude a evitar que você gaste seu suado dinheirinho com algo que não vale nem um centavo, principalmente por passar uma mensagem mentirosa. E espero que evite que você gaste duas horas e meia de sua vida com uma bobagem desse nível. O alerta é para que ninguém mais seja enganado como eu fui. Há uma diferença enorme entre um filme que assume que é mera ficção, fantasia, e um filme que finge ser uma coisa no trailer e é outra na exibição.

Fonte: Vanessa Lampert

Nota: É impressionante ver como um filme que narra parte da história bíblica (alias, muito distante do texto original, ou melhor, só o nome do personagem remete a bíblia), enaltece demônios como seres bons.

Estes conteúdos vão de encontro com as teorias criadas dentro das sociedades secretas (está versão já ouvi da boca de um maçom, e vão tomando forma, nos segmentos culturais, como cinemas, artes, literatura. No segmento literário foi lançado em 2007 o livro: “A Batalha do Apocalipse: Da Queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo” que vai na mesma linha.

A revolução (transformação) cultural incumbida a Aleister Crowley cada vez mais vem tomando forma. E assim cauterizando as mentes para as Verdades da palavra do Senhor.

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Temendo A Deus E Servindo A Ídolos

“Assim temiam ao Senhor, mas também serviam a seus próprios deuses, segundo o costume das nações do meio das quais tinham sido transportados.” II Reis 17:33.

Após os reinados de Davi e Salomão, o povo de Deus se dividiu em dois reinos. Os descendentes de Davi continuaram reinando no reino do Sul, conhecido como Judá. Mas o reino do norte, Israel, com capital em Samaria ficou sob as mãos de Jeroboão. Reis bons e maus se sucederam no poder do reino do Sul, mas o reino do norte teve apenas reis maus. Os pecados acumulados de Israel fez com que Deus tirasse sua mão protetora deste povo que acabou sucumbindo diante dos Assírios. O rei da Assíria trouxe muita gente de suas nações (Babilônia, Cuta, Hava, Amate e Sefarvaim) para habitar em Samaria, gerando uma apostasia religiosa ainda maior. Como os castigos de Deus foram imediatos, o rei da Assíria resolveu mandar um sacerdote de Israel para ensinar a religião em Samaria. Houve então uma confusão religiosa muito grande.

O capítulo 17 de II Reis descreve o nível de apostasia deste povo. As pessoas de cada nação faziam seus próprios deuses, mas também adoravam o Deus de Israel. O verso de hoje diz que temiam ao Senhor, mas serviam seus próprios deuses.

Esta atitude dos samaritanos pode parecer absurda para muitos. Como alguém pode temer ao Senhor e também adorar outros deuses? Como isso é possível? Hoje, no entanto, há muitas pessoas que agem da mesma forma. Adoram o Deus verdadeiro, mas também servem os seus deuses. Não necessariamente servem deuses de pedra e de madeira como os samaritanos faziam, mas deuses da mídia que aparecem numa tela colorida em seu computador ou TV, deuses que ocupam nosso tempo e nos esgotam fisicamente fazendo com que não tenhamos tempo para o culto familiar, oração particular e estudo da Palavra de Deus. São estes deuses que consomem nosso tempo, força e atenção e nos enfraquece espiritualmente.

Amigo. Avalie sua vida e veja se você não está na mesma situação dos samaritanos, temendo a Deus e servindo seus próprios deuses.

Oração: Querido Pai. Tu és único. Não há outro Deus além de ti. Ajuda-me a viver para a sua honra e glória. Que os deuses modernos que me circundam absorvendo minha atenção sejam eliminados de minha vida. Quero viver só para te glorificar. Em nome de Jesus te peço. Amém.

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Congressistas De Israel Chegam A Acordo Sobre O Domingo

Os congressistas de Israel Silvan Shalom (Likud), Naftali Bennett (Jewish Home) e Rabbi Shai Piron (Yesh Atid) chegaram a um acordo sobre a proposta em andamento para introduzir o domingo como um dia livre de trabalho e de aulas. Entendendo: propuseram um domingo de descanso por mês. O compromisso é o resultado de uma série de encontros entre os congressistas e o presidente do Conselho Econômico Nacional, Eugene Kandel. A ideia da mudança gradual é uma solução temporária, a qual equilibra as necessidades das famílias com as necessidades da economia de Israel. Se o acordo for implementado, um fim de semana longo [sábado/domingo] por mês será decretado durante o ano letivo – mas não durante as férias de verão ou o período de Grandes Festas. Em compensação, dias de aula serão implementados em datas atualmente tidas como “dias extras” durante o ano letivo.

O congressista Shalom [Likud] tem liderado a iniciativa por três anos, com algum sucesso, a qual tem sido bem recebida pelos três maiores partidos da coalizão - Likud, Jewish Home e Yesh Atid. O anúncio torna a proposta mais provável de ser implantada na prática.

Já o partido de Naftali Bennett, o Jewish Home, demonstrou apoio para incluir o domingo no fim de semana. Enquanto a sexta-feira é frequentemente usada para a preparação do sábado, os congressistas do Jewish Home acreditam que fazer do domingo um segundo dia de descanso tornaria os israelenses mais aptos a guardar o sábado.

Vários israelenses atualmente usam o sábado para fazer suas compras e outras tarefas que violam a santidade do sábado, argumentou Rabbi Eli Ben-Dahan, congressista do Jewish Home.

Redefinindo o fim de semana ao incluir o domingo em lugar da sexta-feira poderia também causar impacto na população de não judeus em Israel. Opositores da proposta dizem que isso seria ruim para o maior grupo minoritário de Israel – os muçulmanos – que guardam a sexta-feira como dia de descanso.

(Israel National News, via Minuto Profético)

Nota: Até o Estado de Israel está dobrando os joelhos perante Roma! (O domingo é o sinal da supremacia de Roma.) A crise final está às portas… (Via Criacionismo)

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Feliz Sábado

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Instrução Aos Discípulos

Questões há nos Testemunhos escritos que não são para o mundo em geral, mas para os filhos de Deus crentes, e não é próprio tornar públicos para o mundo instruções, advertências, reprovações ou conselhos dessa espécie. O Redentor do mundo, o Enviado de Deus, o maior Mestre que os filhos dos homens já conheceram, apresentou algumas questões instrutivas, não para o mundo, mas somente para os Seus discípulos. Embora tivesse mensagens destinadas às grandes multidões que O acompanhavam, também tinha alguma luz e instrução especial a comunicar aos Seus seguidores, as quais não comunicava à grande congregação, visto que elas nem seriam por ela compreendidas nem apreciadas. Enviou Seus discípulos a pregar, e ao voltarem de seu primeiro trabalho missionário, e terem várias experiências a relatar quanto a seu êxito na pregação do evangelho do reino de Deus, Ele lhes disse: “Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco.” Mar. 6:31. Num lugar de reclusão comunicou Jesus a Seus discípulos as instruções, conselhos, avisos e correções que Ele viu serem necessários na sua espécie de trabalho; mas a instrução que então lhes deu não devia ser lançada a esmo ao grupo promíscuo, pois Suas palavras se destinavam apenas aos Seus discípulos.

Em várias ocasiões em que o Senhor realizara obras de cura, ordenou Ele àqueles a quem abençoara que a ninguém contassem o que fizera. Devem eles ter ouvido Suas exortações e reconhecido que Cristo não exigira levianamente silêncio de sua parte, mas tinha uma razão para Sua ordem, e de modo algum deviam ter desrespeitado o Seu expresso desejo. Deveria ter-lhes sido suficiente saber que Ele desejava que observassem o seu conselho, e que tinha boas razões para Seu premente pedido. Sabia o Senhor que ao curar o enfermo, ao realizar milagres para restaurar a vista dos cegos, e para a purificação do leproso, punha em perigo Sua própria vida, pois se os sacerdotes e príncipes não aceitassem as evidências de Sua missão divina que Ele lhes deu, haveriam de interpretar mal, dizer falsidades e contra Ele fazer acusações. É verdade que Ele fez abertamente muitos milagres, contudo, em muitos casos, pediu que aqueles a quem abençoara a ninguém contassem o que por eles fizera. Ao se levantar o preconceito, ao serem alimentados a inveja e o ciúme, e Seu caminho embargado, abandonou as cidades e foi à procura dos que ouviriam a verdade que Ele veio transmitir e a apreciariam.

Achou o Senhor Jesus necessário esclarecer muitas coisas aos discípulos, coisas essas que Ele não revelou às multidões. Tornou-lhes claramente manifestas as razões do ódio demonstrado para com eles pelos escribas, fariseus e sacerdotes, e lhes falou de Seu sofrimento, traição e morte. Mas para o mundo não tornou tão claras essas questões. Tinha advertências a dar a Seus seguidores, e diante deles desdobrou os tristes acontecimentos que haviam de ocorrer, e o que eles deviam esperar. Deu a Seus seguidores preciosa instrução que até nem mesmo eles compreenderam senão depois de Sua morte, ressurreição e ascensão. Ao ser o Espírito Santo derramado sobre eles, foram-lhes todas essas coisas trazidas à lembrança, tudo o que Ele lhes dissera.

A Igreja Remanescente – Ellen G. White

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Podemos Continuar Comendo Tanta Carne?

A carne se tornou indispensável na nossa comida. Parece que não podemos viver sem ela. Se até há poucos anos o seu consumo era um privilégio, uma comida de dias de festa, hoje se tornou um ato cotidiano. Quiçá, inclusive, demasiado cotidiano.

Precisamos comer tanta carne? Que impacto tem isso no meio ambiente? Que consequências para o bem-estar animal? Para os direitos dos trabalhadores? E para a nossa saúde?

O consumo de carne está associado ao progresso e à modernidade. De fato, no Estado espanhol entre 1965 e 1991, sua ingestão foi multiplicada por quatro, especialmente a de carne de porco, segundo dados do Ministério da Agricultura. Nos últimos anos, no entanto, o consumo nos países industrializados estagnou ou até diminuiu, devido, entre outras questões, aos escândalos alimentares (vacas loucas, gripe das aves, frangos com dioxinas, carne de cavalo em vez de carne de vaca, etc.) e a uma maior preocupação com o que comemos. De qualquer modo, há que recordar que também aqui, e ainda mais num contexto de crise, muitos setores não podem optar por alimentos frescos nem de qualidade ou escolher entre dietas com ou sem carne.

A tendência nos países emergentes, como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os chamados BRICS, pelo contrário, é para aumento. Eles concentram 40% da população mundial e entre 2003 e 2012 seu consumo de carne aumentou 6,3%, e espera-se que entre 2013 e 2022 cresça 2,5%. O caso mais espetacular é o da China, que passou em poucos anos, de 1963 a 2009, de consumir 90 quilocalorias de carne por pessoa por dia para 694, como indica o Atlas da Carne. Os motivos? O aumento da população nesses países, a sua urbanização e a imitação de um estilo de vida ocidental por parte de uma ampla classe média. De fato, definir-se como “não vegetariano” na Índia, um país vegetariano por antonomásia, converteu-se, em alguns setores, num status social.

Mas o incremento da ingestão de carne no mundo não é gratuito e, pelo contrário, sai muito caro, tanto em termos do meio ambiente como sociais. Para produzir um quilo de carne de vitela, por exemplo, são necessários 15.500 litros de água, enquanto que para produzir um quilo de trigo são necessários 1.300 litros, e para um quilo de cenouras 131 litros, segundo o Atlas da Carne. Então, se para satisfazer a atual procura de carne, ovos e derivados lácteos em todo mundo são necessários por ano mais de 60 bilhões de animais de criação, engordá-los sai caríssimo. De fato, a criação industrial de animais gera fome, já que 1/3 das terras de cultivo e 40% da produção de cereais no mundo são destinados a alimentá-los, em vez de dar de comer diretamente às pessoas. E nem todos podem pagar por um pedaço de carne da agroindústria. Segundo dados do Grupo ETC, 3,5 bilhões de pessoas, metade dos habitantes do planeta, poderiam se nutrir com o que esses animais consomem.

Além disso, vacas, porcos e galinhas, no atual modelo de produção industrial e intensivo, são alguns dos principais geradores de mudança climática. Quem diria! Calcula-se que a pecuária e seus subprodutos gerem 51% das emissões globais de gases de efeito de estufa. De fato, uma vaca e seu bezerro, num estabelecimento de criação pecuária, emitem mais que um carro com treze mil quilômetros, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Ao comer carne, somos corresponsáveis.

O mau trato é o lado mais cruel da pecuária industrial, onde os animais deixam de ser seres vivos para se tornar coisas e mercadorias. O documentário Samsara, sem cenas de violência explícita, mostra a brutalidade oculta, extrema, dos estabelecimentos de produção de carne e leite, onde os animais mal vivem e os trabalhadores os esquartejam, golpeiam, estripam como se fossem objetos. Um modelo produtivo que tem sua origem nos matadouros de Chicago, no início do século 20, onde a produção em linha permitia, em apenas 15 minutos, matar e cortar uma vaca. Um método tão “eficiente” que Henry Ford o adotaria para a produção de automóveis. Para o capital, não há diferença entre um carro e um ser com vida. E para nós? A distância entre o campo e o prato se tornou tão grande nos últimos anos que, como consumidores, muitas vezes já não estamos conscientes de que por trás de uma salsicha, de uma lasanha ou de um esparguete à carbonara havia vida.

As condições laborais de quem trabalha nesses estabelecimentos deixa muito a desejar. De fato, entre os animais que são sacrificados e os empregados que lá trabalham há mais pontos em comum do que estes últimos possam imaginar. Upton Sinclair, em sua brilhante obra A Selva, na qual retrata a precária vida dos trabalhadores dos matadouros de Chicago nos primeiros anos do século passado, deixa claro: “Ali sacrificavam-se homens tal como se sacrificava gado: cortavam seus corpos e suas almas em pedaços e convertiam-nos em dólares e cêntimos.” Hoje, muitos matadouros contratam imigrantes em condições precárias, mexicanas nos Estados Unidos, como retrata o excelente filme de Richard Linklater “Fast Food Nation”, ou do Leste Europeu, nos países do centro da União Europeia. Cem anos depois, a obra de Sinclair continua a ter plena atualidade.

A indústria pecuária tem, além do mais, um efeito nefasto sobre a nossa saúde. O fornecimento sistemático de remédios aos animais, de maneira preventiva para que possam sobreviver em péssimas condições nos estábulos até ao matadouro, e para obter uma engorda mais rápida, e com menos custo para a empresa, leva a que se desenvolvam bactérias resistentes a esses fármacos. Algumas bactérias que facilmente podem passar às pessoas através da cadeia alimentar, entre outras formas.

Na atualidade, segundo a Organização Mundial da Saúde, são dados mais antibióticos a animais sãos que a pessoas doentes. Na China, por exemplo, calcula-se que são dados aos animais mais de 100 mil toneladas de antibióticos por ano, a maioria sem qualquer tipo de controle, e nos Estados Unidos, 80% dos antibióticos vão para o gado, como indica o Atlas da Carne. E isso não é tudo. A própria FAO reconhece que nos últimos 15 anos, 75 % das doenças humanas epidérmicas têm sua origem nos animais, como a gripe das aves ou a gripe porcina, consequência de um modelo insalubre de produção pecuária.

Quem ganha com esse modelo? Obviamente que nós não, ainda que nos queiram fazer crer o contrário. Algumas multinacionais controlam o mercado: Smithfield Foods, JBS, Cargill, Tyson Foods, BRF, Vion. E obtêm importantes lucros com um sistema que contamina o meio ambiente, provoca mudanças climáticas, explora os trabalhadores, maltrata os animais e nos faz adoecer.

Uma pergunta se impõe: Podemos continuar comendo tanta carne?

(Artigo publicado inicialmente em catalão em Etselquemenges.cat, em 18 de fevereiro de 2014.Tradução do espanhol para português de Carlos Santos para Esquerda.net)

Nota: O livro Atlas da Carne pode ser baixado aqui.

Fonte: Criacionismo

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Seu Poder Se Revelará Com O Uso

“Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia. As palavras que eu vos disse são espírito e vida.” (Atos 19:20; João 6:63).

O físico italiano Volta (1745-1827) fez importantes descobertas sobre a eletricidade. Certo dia quando falava para um grupo de cientistas acerca de suas experiências, alguém lhe interrompeu, dizendo: “Seu fluido, posteriormente chamado de eletricidade, é muito interessante, mas não vemos em que poderia ser utilizado”. Volta respondeu simplesmente: “Seu poder se revelará com o uso”. E o futuro lhe deu razão. Hoje ninguém pode questionar isso.

Acontece o mesmo com a Palavra de Deus. Com o uso ela revela seu poder. Mudou a História e sempre é atual e verdadeira. É o livro mais traduzido e impresso. É o livro que transforma vidas para a eternidade, se o leitor crer em sua mensagem. Sua leitura muda a maneira de ver a vida, purifica a consciência, cura feridas da alma e responde às perguntas mais angustiantes.

No entanto, para que seu poder se revele é necessário colocar em prática o que ela ensina. As Escrituras são sementes que carregam em si a vida do próprio Deus. Quando um coração deseja tal vida, ela germina e dá fruto.

Ler a Bíblia com fé nos coloca em contato com o Deus vivo, Criador e Sustentador de tudo o que existe. Permitam que as palavras divinas frutifiquem em sua vida. E você, já leu sua bíblia hoje?

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